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Edição nº 875 / 2016

12/06/2016 - 08:09:12

Agora é para valer

Jorge Moraes

Mesmo que as convenções partidárias sejam realizadas entre julho e agosto, e que somente no último dia as situações fiquem claras quanto à eleição para prefeitos e vereadores, em algumas cidades o quadro está bem desenhado em relação aos seus respectivos candidatos, como na cidade de Maceió, onde os nomes estão sendo divulgados para a prefeitura, hoje ocupada por Rui Palmeira, que vai para a reeleição.

No caso do atual prefeito, resta saber se será repetida a dobradinha feita com o Partido Progressista (PP) da eleição passada, que tem Marcelo Palmeira como seu atual vice-prefeito. Não vejo como não repetir os dois nomes em uma nova candidatura. Marcelo foi, na verdade, um dos auxiliares mais diretos do Rui, substituindo-o em alguns momentos desse mandato, fiel à liderança do prefeito e competente na missão que lhe foi entregue por algumas vezes.

No entanto, nunca é demais lembrar que a máquina da Prefeitura de Maceió inchou nesse último ano de administração. Muitas lideranças fortes migraram para o PSDB, partido do prefeito, e alguns outros partidos se juntaram como é o caso do PDT de Ronaldo Lessa, que ganhou, inclusive, duas secretarias no último ano da gestão Rui Palmeira.

Para ganhar, novamente, a Prefeitura de Maceió, Rui formou o “chapão” oficial, onde, numa contagem rápida, catorze nomes com boa e grande densidade eleitoral concorrem às vagas da Câmara de Vereadores, devendo confirmar nove eleitos desses nomes, mas sonhando com mais uma vaga, cálculos feitos pelos mais otimistas dentro de todo esse processo. Com tantos nomes assim, o que pode ou não prejudicar a dobradinha PSDB/PP?

Por outro lado, o ex-prefeito Cícero Almeida – deputado federal já licenciado – começou suas andanças pelos bairros de Maceió colado no seu principal cabo eleitoral, Renan Filho. O governador tem dito por onde passa que o candidato será ele, Renan, de forma hipotética, para motivar sua equipe de trabalho e receber dividendos políticos para Almeida, com obras estruturantes na periferia, localidade onde o ex-prefeito já caminhou sozinho no passado.

Com um quadro de lideranças políticas menor, Renan Filho forma um “chapão” onde o puxador de votos é o seu partido, o PMDB, que terá uma chapa chamada de “puro sangue” para a Prefeitura de Maceió e, entre Mosart Amaral, atual tocador de obras do Governo do Estado, e o vereador Silvânio Barbosa, que pode ser, outra vez, campeão de votos na sua reeleição, como vice de Cícero Almeida.  Para a Câmara de Vereadores, o grupo pode confirmar 6 ou 7 nomes eleitos, o que convenhamos, estaria de bom tamanho.  

Enquanto isso, meio às escondidas e trabalhando nas redes sociais, o deputado federal João Henrique Caldas faz reuniões, forma grupos e garante que é candidato a prefeito por Maceió. Segundo as pessoas mais próximas de JHC, ele não abre mais nem para um trem carregado de pólvora com um doido dentro do vagão fumando um charuto bem grande. Nesse caso, o candidato só tem uma saída: gastar sola de sapato e saliva com muita conversa para tentar convencer o eleitorado jovem e de classes média e alta.

E, como filiado ao PSB, contando com uma coligação pequena, JHC garante o segundo turno em Maceió. No segundo turno, para o lado que ele pender, pode ajudar muito no resultado das urnas. Quanto aos demais: Paulão (PT), Paulo Memória (PTC) e o candidato da esquerda, que pode ser o Alexandre Fleming (PSOL), todos serão coadjuvantes dessas próximas eleições.

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