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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 875 / 2016

12/06/2016 - 07:59:11

Meio Ambiente

Da redação

Plantas decorativas

Os alunos da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP realizaram uma pesquisa para identificar as plantas mais relacionadas aos casos de intoxicação de animais. O trabalho resultou em uma lista e a campeã absoluta de ingestão foi a Dieffenbachia sp, a popular comigo-ninguém-pode, muito comum nas residências. A Cannabis sativa, mais conhecida como maconha, apareceu em segundo lugar na pesquisa, embora tenha seu cultivo proibido no Brasil.

Serra da Malcata

Em fevereiro deste ano, a caça na Serra da Malcata havia sido autorizada pelo governo português, mas a Assembleia da República aprovou projetos que defendem que o governo volte a proibir. Após quase 23 anos de proibição de caça, a reserva depara-se com graves lacunas de funcionamento devido à falta de recursos humanos e financeiros, e isso reflete nas ações de vigilância e fiscalização que não se realizam. Com o crescimento da caça furtiva, a opção de permitir a caça nesta área só irá agravar os problemas de fiscalização.

Poluição do ar 

A poluição do ar faz mais de 3 milhões de mortes por ano e é agora a principal causa de morte no mundo, acima da malária e da Aids. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a poluição do ar exterior cresceu 8% no mundo nos últimos cinco anos. E embora todas as regiões do mundo sejam afetadas, as populações em cidades de baixa renda são as mais impactadas. A cidade mais poluída do mundo é Onitsha, uma cidade portuária no sudeste da Nigéria, que registrou níveis cerca de 30 vezes mais do que o recomendado. 

Animais silvestres 

No dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, o Batalhão da Polícia Ambiental de Alagoas conseguiu resgatar mais de 100 espécimes de pássaros e diversos répteis da fauna silvestre. Dentre as espécimes resgatadas estão um jabuti, três iguanas, dois tejos e 182 aves, muitas delas ameaçadas de extinção, como é o caso do sete-cores, pinta-silva e galo-de-campina. Os responsáveis pelo crime ambiental fugiram. A pena para este crime é detenção de seis meses a um ano, além de multa. Os animais foram encaminhados para o Ibama para serem reinseridos em seu habitat natural.

Esgoto

O descarte inadequado da água proveniente da cozinha e de sanitários causa impactos significativos para o meio ambiente. Os efluentes, que são compostos por 99% de água e 0,1% de sólidos e inúmeros organismos vivos (bactérias, vírus e vermes), contêm substâncias perigosas que podem contaminar o solo e os mares. Para isso, foram criadas em algumas cidades as ETE’s (Estações de Tratamento de Efluentes) onde os efluentes passam por um processo onde poderão ser reutilizados depois. Esse processo se baseia em separar contaminantes através de reações químicas e remover a matéria orgânica poluente através do processo respiratório. 

Poluição em SP

A cidade de Santa Gertrudes (SP) registrou uma taxa anual de pequenas partículas em suspensão (sulfato, nitratos e carbono negro) calculada em 95 µg/m³. O valor está acima do teto de 70 µg/m3 definido pela OMS. Isso significa um aumento de 15% no risco de mortalidade por conta da poluição do ar. A poluição em Santa Gertrudes se aproxima dos padrões verificados em cidades chinesas, como Shanghai e Beijing. A localidade paulista abriga cerca de 25 mil habitantes, enquanto as duas metrópoles chinesas possuem populações que somam dezenas de milhões.

Cabras 

Num estudo feito pela Universidade de Duke (EUA), os pesquisadores analisaram o uso de cabras no combate a Phrgmites australi, (praga semelhante a um capim que tem destruído o ecossistema local) e o resultado foi muito melhor do que com o uso de químicos, que além de contaminarem o meio ambiente, é uma solução temporária. O pastoreio de cabras nos pântanos afetados pode reduzir a densidade do phragmites pela metade em até três semanas. Apesar de ter sido foco de estudos científicos recentes, a prática já tem sido usada por mais de seis mil anos na Europa. 

Unidades de conservação

O secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, Carlos Klink, assinou no mês passado ato que destina mais de 1,3 milhão de hectares de terras para criação de novas unidades de conservação. Do total, cerca de 1,1 milhão de hectares estão no estado do Amazonas e 249 mil hectares em Roraima. O ato foi uma ação conjunta entre os ministérios do Meio Ambiente, Desenvolvimento Agrário, a Secretaria do Patrimônio da União e a Funai.

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