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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 875 / 2016

09/06/2016 - 22:15:54

PSOL quer ser 3ª via na disputa pela Prefeitura em Maceió

Partido busca caminho próprio após ida de Heloísa Helena para o Rede

Odilon Rios Especial para o EXTRA
Gustavo Pessoa: Temer jamais se livrará da pecha da ilegitimidade

Com o discurso da terceira via (nem a reeleição de Rui Palmeira nem o voto a Cícero Almeida), o PSOL tem como pré-candidato a prefeito o professor de História, Gustavo Pessoa. Ele investe no campo das esquerdas em busca dos eleitores insatisfeitos.

Acredita que a Lava Jato mostrou os conchavos no Brasil- e isso pode gerar um “debate importante” e acabar com essa “falsa polarização” nas campanhas.

Veja entrevista: 

O PSOL entra na disputa pela Prefeitura da capital com a polarização Rui Palmeira/Cícero Almeida. Fale sobre isso.

Uma candidatura do PSOL tem diante de si desafios enormes e um deles é o enfrentamento do poder econômico contra candidaturas que, naturalmente, canalizam para si grande parte das doações de grupos econômicos que se veem representados pelos dois projetos citados.

A narrativa da Lava Jato choca por revelar o caráter promíscuo das relações entre agentes públicos e privados que tem origem nos conchavos eleitorais.

Poucos momentos foram tão adequados para uma candidatura que não referende  tais práticas e busque um diálogo sensato a partir de ferramentas como a Internet e suas redes sociais.

Penso que o sistema político brasileiro vai ser objeto de debates importantes no próximo pleito e o eleitor tende a punir com o voto essa falsa polarização e as campanhas faraônicas.

O PSOL defende a tese do golpe contra Dilma Rousseff. Os aliados de Temer sustentam que o impeachment é um dispositivo constitucional. Qual o sentido, para o eleitor, de defender que houve um golpe no Brasil?

O Governo de Michel Temer jamais vai se livrar da pecha da ilegitimidade.

O impeachment é um dispositivo constitucional que visa afastar um presidente por crime de responsabilidade.

Qualquer gestor mediano sabe que a assinatura de créditos suplementares não caracteriza esse crime.

O que houve recentemente no Brasil foi uma eleição indireta entre Michel Temer e Dilma Roussef. 

Nós, do PSOL, fizemos oposição sistemática à política econômica do governo Dilma e denunciamos o toma lá da cá que igualou o PT a todos os governos pós- redemocratização.

A nova sociedade exige transparência nas relações políticas, mas o governo Temer é a reafirmação dessas práticas amplamente rejeitadas.

Aliás, nunca um governo conseguiu ser a expressão tão oposta daquilo que a sociedade desejou. Em menos de um mês, a sociedade brasileira assiste, num misto de frustração e estarrecimento, a um governo letárgico e constituído basicamente por corruptos que foram flagrados com o batom na cueca tentando sabotar a lava-jato.

Um governo com uma base de sustentação moralmente apodrecida, amparada em ministros que substituíram o currículo pela ficha criminal. 

Não me espantaria se Temer abolisse as segundas-feiras do calendário a fim de interromper a queda de ministros.

O PSOL foi fundado no rastro da insatisfação de setores da esquerda com o Governo Lula. Esteve associado à imagem de Heloísa Helena, depois o partido não apoiou Heloísa na disputa ao Senado em Alagoas. Hoje, sem Heloísa, o PSOL é o quê?

Tenho enorme respeito pela trajetória política pela ex-senadora Heloisa Helena. Contudo, entendo que hoje, o PSOL respira uma atmosfera mais leve e permeável a relações mais democráticas. Um partido como o PSOL não pode ser um mero apêndice para um projeto político pessoal, por maior e mais bem preparada que seja essa liderança política.

Nossos quadros devem inculcar uma cultura de respeito e confiança nas nossas instâncias partidárias e devem, acima de tudo, ter uma relação de fidelidade e coerência com o nosso horizonte programático. 

O quê o PSOL quer para Alagoas?

O PSOL deseja ser um polo capaz de reunir todos aqueles que hoje não se sentem representados pelas lideranças e partido políticos tradicionais e, que estão frustrados por perceberem que o PT já não é capaz de mobilizar energias transformadoras. As pessoas comuns percebem a contradição latente no partido dos trabalhadores ao denunciar um golpe na esfera federal, mas insistir em continuar aliado a esses mesmos golpistas na esfera estadual. 

Tenho inúmeros amigos que ainda permanecem no Partido dos Trabalhadores que, certamente, não se sentem confortáveis com essa posição. O PSOL luta para ser essa alternativa aos setores progressistas e poder liderar uma agenda radicalmente transformadora no Estado, que jamais será possível a partir de alianças e pactos com oligarquias conservadoras, que historicamente recorreram à violência e ao clientelismo para se perpetuarem no poder.

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