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21 de Setembro de 2018

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Edição nº 874 / 2016

10/06/2016 - 19:38:46

Manobras para salvar bandido

Pedro Oliveira

Com total apoio e subserviência do presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP/MA) e a tropa de choque imunda de Eduardo Cunha os últimos dias têm sido de articulações e manobras as mais imorais possíveis, para salvar o mandato do presidente afastado.

As protelações imorais comandadas pelo próprio Eduardo Cunha, que ainda comanda a Câmara instalado na residência oficial que tem movimentação maior que alguns ministérios todos os dias, o uso nefasto da Comissão de Constituição e Justiça para barrar a cassação e agora a desqualificação e denúncias contra o relator deputado Marcos Rogério, que entregou esta semana ao Conselho de Ética da Câmara o relatório e o seu voto sugerindo a cassação do mandato. O voto do relator ficará lacrado até a sessão do Conselho, mas já se sabe por integrantes do colegiado que ele pede a cassação de Cunha com base no argumento principal de que ele mentiu à CPI da Petrobras quando, em 2015, negou ter “qualquer tipo de conta” no exterior.

São muitas as articulações também nos gabinetes e corredores do Congresso Nacional e há a expectativa de que mesmo com o relatório sendo aprovado pela CCJ a cassação seja derrubada em plenário.

É na verdade um grande e envolvente acordo buscando salvar Eduardo Cunha que inclusive promete “fechar a República” se o seu mandato for cassado, chegando até a ameaçar o presidente interino Michel Temer e ministros do Supremo Tribunal Federal. Parece que no meio político entre governo e oposição há uma torcida para que não aconteça a cassação, para o bem e sossego de todos os corruptos que ele tanto conhece e poderá apontar. 

Já vimos coisas parecidas tempos atrás quando figuras expressivas da Câmara e Senado escaparam de cassações tidas como inevitáveis, através de manobras e barganhas muito parecidas. Acontece que podem estar enganados os que imaginam que o mandato de Cunha termina agora, mesmo diante de tantas provas e evidências de improbidade. Afinal isto aqui é Brasil minha gente.

Um partido acanalhado

O diretório nacional do PDT puniu os seis deputados que votaram a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, contrariando a orientação partidária. A punição mais grave foi aplicada a Giovani Cherini (RS), que foi expulso da legenda. Os outros cinco parlamentares – Sérgio Vidigal (ES), Flávia Morais (GO), Mário Heringer (MG), Subtenente Gonzaga (MG) e Hissa Abrahão (AM) – foram suspensos por 40 dias. Flávia e Vidigal também foram afastados do comando dos diretórios estaduais de Goiás e do Espírito Santo. Muito estranho que para o mesmo “crime” aconteçam condenações diferenciadas. E os senadores que votaram pela aceitabilidade do impeachment? A estes nada aconteceu. Incoerência ou banditismo político?

Na verdade qualquer ação marginal vinda de uma figura repugnante a exemplo de Carlos Lupi (presidente da legenda) não surpreende.  

O parlamentar punido desabafou: “Fui, enfim, vítima de um covarde, que com interesses inconfessáveis comanda o PDT com mão de ferro sem jamais se colocar sob o crivo do voto popular, inarredavelmente divorciado da vontade das bases populares que diz representar”.

Fui “julgado” em um processo de cartas marcadas. Antes mesmo da votação do impeachment, o Sr. Carlos Lupi já havia decretado minha expulsão pela mera intenção de eu votar favoravelmente ao impedimento da Sra. Dilma Rousseff, tal qual se noticiou amplamente na imprensa. A decisão do Diretório foi apenas homologatória, própria de um partido que tem dono.

Na verdade Carlos Lupi e sua “trupe” conseguiram destruir a história de um partido e manchar a memória de Leonel Brizola, sua mais expressiva figura. Hoje é um partido acanalhado.

Os equívocos de Almeida

O ex-prefeito Cicero Almeida está enveredando por um caminho totalmente equivocado ao antecipar os debates eleitorais com acusações levianas e irresponsáveis. Criticou o prefeito Rui Palmeira pelo fato de contratar, na conformidade da Lei Orçamentária e cumprindo todos os requisitos legais, por um custo “exageradamente alto” a verba de comunicação para o exercício de 2016. Só que Almeida não teve o cuidado de tomar conhecimento que o montante financeiro previsto para as despesas deste ano é exatamente igual ao previsto em 2012 quando ele era prefeito. Além do mais o valor contratado, R$ 21 milhões, não significa que seja consumido integralmente e com certeza tudo que for gasto será transparente, legal e moral como tem mostrado o perfil de Rui Palmeira, bem diferente do ex-prefeito alvo de muitas denúncias e suspeitas de improbidade.

Um vice que ajuda

Na história da política não são poucos os vices que se tornam um transtorno para os titulares do cargo de presidente, governador ou prefeito. Muitos terminam os mandatos rompidos e às vezes provocam estragos profundos nas alianças eleitorais. Em Maceió este prognóstico não vingou. Marcelo Palmeira não tem sido um vice que atrapalha. Foi um companheiro leal desde o primeiro momento, colaborou positivamente com a administração e sua fidelidade ao prefeito é incontestável. Se nada de perverso acontecer (e em política acontece muito) voltará a disputar a eleição ao lado de Rui e dará ampla contribuição na construção de uma chapa para vencer. 

Pena de morte

O governador em exercício do Rio, Francisco Dornelles, exigiu desde o primeiro momento prioridade máxima para a investigação do crime de estupro coletivo contra a jovem de 16 anos na Zona Oeste do Rio, ocorrido na última semana. Questionado  sobre o caso, Dornelles afirmou que, se dependesse dele, a punição seria a pena de morte.

“Eu considero o crime de estupro o mais hediondo dos crimes. Se dependesse de mim ele seria punido com a pena de morte. Eu estive com o Fernando Veloso [chefe da Polícia Civil do Rio] e pedi que o Estado fosse profundo, para tomar todas as medidas, uma punição.

“É preciso que haja uma punição violenta contra os que desonraram o estado do Rio de Janeiro”, disse Dornelles.

Concordo integralmente com a opinião do governador do Rio. Só mesmo a pena de morte para este tipo de crime hediondo.

Dilma pode voltar

Em meio à crise política que atinge o governo interino de Michel Temer, que já teve que afastar dois ministros flagrados em grampos telefônicos tentando barrar a Operação Lava Jato, os senadores Romário (PSB-RJ) e Acir Gurgacz (PDT-RO), que votaram pela abertura do processo de impeachment da presidente Dilma, admitem agora a possibilidade de rever seus votos no julgamento final, que deve ocorrer até setembro. A virada desses dois votos, caso se concretize, e a manutenção dos demais votos seriam suficientes para evitar a cassação definitiva da petista.

Valorizando 

o servidor

A política de valorização do servidor público tem sido uma pauta muito positiva na Prefeitura de Maceió. Esta semana ouvia de uma servidora prestes a se aposentar: “Em todos os meus mais de 30 anos trabalhando nunca vi um prefeito investir tanto em capacitação e qualificação de pessoal como na atual gestão. Com isto melhoramos as nossas capacidades e consequentemente o serviço público”.  

O artífice desse projeto de capacitação é o competente secretário de Administração Fellipe Mamede, uma excelente escolha do prefeito Rui Palmeira.


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