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Edição nº 874 / 2016

10/06/2016 - 19:11:13

A quatro meses da votação, pré-candidatos não empolgam

Renan Filho evita clima “festeiro” de Cícero Almeida; Rui é engolido pela crise

Odilon Rios Especial para o EXTRA

O governador Renan Filho (PMDB) e o prefeito Rui Palmeira (PSDB) começam, timidamente, a campanha pela Prefeitura de Maceió. Mais tímidos ainda estão o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), e o senador Fernando Collor (PTC). Recolhido ficou o deputado federal Ronaldo Lessa (PDT), ainda cotado para movimentar a campanha do deputado federal Cícero Almeida (PMDB) pela chefia do Executivo na capital.

Talvez esse movimento lerdo das principais lideranças alagoanas esteja relacionado à data das convenções. Pelo calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), estão agendadas de 20 de julho a 5 de agosto.

É quase uma certeza que todas as principais fiquem para o último dia. Assim, faltam dois meses para que os nomes sejam oficializados.

Daí é explicável porque o lançamento de Cícero Almeida, no dia 30, à Prefeitura da capital, empolgou pouco. Não teve a presença de Lessa nem representantes de Collor. Gente do PMDB e comissionados foram chamados às pressas para “inchar” as fileiras almeidistas, dando a aparência de que o evento foi disputado.

Não foi.

E nem mesmo o governador Renan Filho (PMDB) conseguiu esconder a pouca empolgação no apoio a Ciço.

“PMDB tem como candidato Cícero Almeida, que foi um bom prefeito e vem com competitividade no pleito. E uma grande referência e em chances de vitória”, disse, em discurso protocolar.

Nas pesquisas de Rui e Renan, Almeida larga na frente. Espera, nos próximos dois meses, incrementar o projeto “Pequenas Obras, Grandes Mudanças”- ideia de Renan Filho para investir R$ 35 milhões nas 76 grotas da capital, construindo escadarias, pontilhões - ou seja, melhorando o acesso àqueles que são mais lembrados durante as campanhas eleitorais. E imediatamente esquecidos ao virar da folha dos tempos de campanha de rua. 

O executor do projeto é Mosart Amaral, secretário dos Transportes ou o “prefeito das grotas e periferia”. Amaral é ventilado como vice de Almeida. Provável que a chapa seja puro-sangue- considerando que o grupo político de Renan Filho conta com ele mesmo e o pai, Renan Calheiros, e mais três vereadores do PMDB: Antônio Holanda, Galba Neto e Silvânio Barbosa.

Rui

Por outro lado, Rui Palmeira tenta injetar ânimo à equipe política. Seu articulador é Abraaão Moura, prefeito de Paripueira, ex-assessor do pai de Rui, o ex-ministro do Tribunal de Contas da União e ex-governador, Guilherme Palmeira. 

O secretário da Saúde, José Thomáz Nonô, aparece pouco. E tenta costurar a rede de postos na capital que será mostrada durante a campanha- comparando com o “passado”. Ou seja: Cícero Almeida.

Rui disse na quarta-feira (1) que não cumprirá a promessa de reformar 100% dos postos na capital. Chegará a, no máximo, 80%. Vai abrir, até o final de junho, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Benedito Bentes, em parceria com o Governo. Será a segunda gerenciada por uma organização social. A primeira é a UPA do Trapiche da Barra, que ainda não cumpriu a promessa de desafogar o Hospital Geral do Estado. 

Ele tenta reverter a suspensão do funcionamento dos pardais, medida impopular entre a classe média, mas a proposta é a redução dos acidentes de trânsito. É uma pauta pequena a um gestor engolido pela pior crise brasileira em 80 anos.

Rui e Renan ensaiaram uma rusga na última quarta-feira (1). O governador falou da promessa de um hospital - feita por Rui, durante a campanha de 2012. O prefeito fez ar de muxoxo.

O prefeito tem apoio dos vereadores Zé Márcio (PSDB), Wilson Junior (PDT), Tereza Nelma (PSDB), Simone Andrade (DEM), Luiz Carlos Santana (DEM), Silvânia Barbosa (PRB), Kelman Vieira (PSDB), Guilherme Soares (PSDB), Eduardo Canuto (PSDB), Dudu Ronalsa (PSDB), além da fidelidade dos filiados ao PP: Chico Filho, Cléber Costa, Davi Davino e Fátima Santiago, arrastados pelo seu vice, Marcelo Palmeira, presidente do diretório regional do PP, sob beneplácito do senador Benedito de Lira.

JHC

Um adversário incômodo a Rui é o deputado federal João Henrique Caldas (PSDB), com bastante capilaridade nas redes sociais. E sem uma pauta local. Assumiu a bandeira da internet livre- em busca de eleitores com menos de 30 anos de idade. E deve esconder o pai, João Caldas, no palanque. JC é réu na máfia da sanguessuga. O processo está sob recursos no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em Recife.

Não faz ataques nas redes sociais. Deve compor com Rui Palmeira, em um provável segundo turno, tendo, do outro lado, Ciço Almeida.

Não tem apoios na Câmara nem na Assembleia Legislativa.

Esquerdas

As esquerdas ainda não estão em consenso. PCB, PSTU e PSOL discutem se lançam um nome para a disputa em Maceió ou se dividem, em busca dos votos dos insatisfeitos com o momento político brasileiro. 

Um dos “costuradores” é o professor Alexandre Fleming, que deve ser candidato a prefeito pelo PSOL.

Mesmo assim, os entendimentos estão ligados ao cenário nacional. E até que ponto as investigações da Lava Jato vão avançar em personagens locais, como Collor, Renan e o senador Benedito de Lira (PP).

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