Acompanhe nas redes sociais:

19 de Setembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 874 / 2016

10/06/2016 - 18:46:40

Gabriel Mousinho

O terror da Lava Jato

Gabriel Mousinho

Depois da delação premiada do ex-deputado Pedro Corrêa, ninguém segura mais a Lava Jato, que chega com força também e envolvendo personagens alagoanos. Os esquemas de bastidores aos poucos vão se tornando público e os atores começam a dar a cara na mídia nacional.

A saída do Ministro da Transparência, Fabiano Silveira, flagrado em gravação numa conversa gravada com o senador Renan Calheiros, complicou ainda mais. E o bicho vai pegar com a delação premiada de Marcelo Odebrecht, que já cansou de ficar preso.

Nessa nova leva, cerca de 300 políticos serão nominados pela uma das maiores empresas do mundo. Pelo visto, não ficará pedra sobre pedra. Quem pensava num acórdão nacional, pode ir tirando o cavalinho da chuva. A Lava Jato não tem mais retorno. Agora, é passar o Brasil a limpo, mesmo que se corte na própria carne. Afinal de contas esta é a grande oportunidade de se acabar ou pelo menos diminuir a corrupção no país.

Renan, o gênio?

Circulou na gravação de Renan e Fabiano Silveira, de que o presidente do Congresso Nacional era um gênio. Essa palavra sempre é atribuída a pessoas que descobrem ou faz algo muito importante para a humanidade. No caso, como Renan não descobriu nada, a atribuição da palavra gênio não foi a mais bem empregada.

Resistência

O senador Renan Calheiros, diga-se de passagem, é leão nas composições políticas. Mas as novas revelações dos que se diziam seus amigos, podem trazer mais complicações para o presidente do Congresso Nacional.

É grave a crise

Até o término desta coluna a Procuradoria da República, em Brasília, estudava a possibilidade de pedir o afastamento de Renan ao Supremo Tribunal Federal. A justificativa era de suposta tentativa de interferir na Lava Jato.

Sempre o servidor

Se não bastasse o aperto que vem passando ao longo dos anos e a inflexibilidade do governo de negociar aumento salarial, o servidor público ainda passa o constrangimento de receber cobrança da Caixa Econômica Federal por empréstimo consignado, cuja responsabilidade é do Governo do Estado. Lastimável como funcionário é tratado e por cima taxado de caloteiro. Pelo menos 7 mil servidores estão nesta pendenga.

Entrou na campanha

O governador Renan Filho tem mesmo muita disposição política. Na segunda-feira, ao lançar um programa de construção de escadarias e pontilhões nas encostas da periferia de Maceio, levou a tiracolo o deputado licenciado Cícero Almeida, candidatíssimo a prefeito da capital pelo PMDB. Esse programa está sendo considerado pelos analistas políticos, como oportunista e eleitoreiro, já que Almeida é o seu candidato.  

De fora´

Dos 21 vereadores de Maceió, pelo menos dois não participarão das eleições de outubro: Heloísa Helena que prepara voo maior em 2018 e Silvânio Barbosa, que deverá figurar na chapa majoritária com Cícero Almeida.

Briga de foice

Candidatos a vereador por Maceió andam de máquina de calcular na mão. Fazem contas, projeções e observam que a eleição de outubro não será brincadeira. Com dificuldades financeiras e o Tribunal Eleitoral de olho principalmente nas doações, depois dos escândalos que atingiram o Brasil, a cautela é a palavra de ordem durante a campanha.

O mesmo valor

O deputado Cícero Almeida criticou o governo de Rui Palmeira por estabelecer no orçamento do município recursos na ordem de 21 milhões de reais para publicidade. Mas esqueceu de que este mesmo valor foi utilizado quando ele era prefeito, ou seja, cerca de cinco anos atrás. Almeida precisa ser mais bem assessorado para não dar novo tiro no pé.

Perda de tempo

No lançamento das Pequenas Obras, Grandes Mudanças, na Grota do Pau D´Arco, o governador Renan Filho criticou a delação premiada e disse que vai pedir uma audiência ao Ministro Henrique Meireles para manter o Bolsa Família. Precisa não, governador. O presidente Michel Temer já disse que não irá mexer nos programas sociais.

Dividindo espaço

Bem que o governador Renan Filho tem boa intenção, mas esse novo programa lançado na Grota do Pau D´Arco cheira mais à política do que mesmo ações concretas, que deveriam ficar a cargo da prefeitura de Maceió. 

O rombo

A Casal está tentando negociar um débito de 200 milhões de reais e pediu socorro à Assembleia Legislativa. Pelo visto, é tapar o sol com a peneira, já que a empresa não tem nenhuma perspectiva de dar lucro. Com o empréstimo, mais dívida pela frente. Talvez, agora, o governo entenda que é hora de se livrar de um grande abacaxi, preservando naturalmente o seu corpo técnico da mais alta qualificação.

Ilusão

Bem que o empresário João Lyra gostaria de pagar a todos os trabalhadores que foram dispensados de suas empresas, mas o crédito de 700 milhões de reais da lei 4870 é apenas um pequeno alívio para os grandes problemas. Para reativar suas indústrias, todas sucateadas pelo tempo, é necessário investir pelo menos o dobro do que vai receber.

De olho

O Ministério Público está de olho bem aberto para àqueles fichas-sujas que irão tentar se candidatar este ano. Para o Procurador Sérgio Jucá, o MP está fazendo um pente fino para evitar que maus políticos continuem se aproveitando do mandato em proveito próprio.

Ponto de equilíbrio

Autoridades que procuram o secretário do Gabinete Civil, Fábio Farias, vêem nele um ponto de equilíbrio entre o governador e as instituições. Ponderado, atencioso e com grande jogo de cintura, Farias tem dado lição de cordialidade a quem lhe procura no Palácio dos Martírios.

Perguntar não ofende

Quando o governador Renan Filho irá fazer nova avaliação do seu secretariado? Alguém já levou alguma nota vermelha nos 

Assombração

A 31ª fase da Operação Lava Jato está para ser deflagrada a qualquer momento e os grandes da República já começam a dormir com tranquilizantes. Pelas contas, o senador Renan Calheiros já está sendo investigado em doze inquéritos e o senador Fernando Collor em seis. O senador Biu de Lira figura em uma investigação.

Efeito bumerangue

Com o avanço da Lava Jato muitos candidatos ao governo que ganharam as eleições, vão ter que explicar mais detalhadamente a origem dos recursos de campanha, mesmo que tenham declarado à Justiça Eleitoral. Alagoas também está na rota das investigações, onde tiveram as presenças financeiramente 


Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia