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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 874 / 2016

10/06/2016 - 18:45:20

Jorge Oliveira

O fim da boquinha

Jorge Oliveira

Brasília - A histeria coletiva dos petistas tem nome: desemprego. Milhares deles vão se juntar agora aos milhões de brasileiros desempregados pelo governo da Dilma.Sentirão na pele, fora das tetas do Estado, o que é ficar na rua da amargura e sem perspectivas em um país que já ultrapassou a casa dos 10 milhões de desempregados. O pior de tudo é que seguramente mais de 90% desses militantes não têm qualificação para disputar o concorrido mercado de trabalho porque se acostumaram aos empregos públicos, na maior fábrica de ociosidade que se tem notícia em um país.  

O sonho de se perpetuar no poder acabou. Para aqueles que achavam que o Brasil iria repetir o México, onde o  PRI – Partido Revolucionário Institucional – governou o país por 71 anos, infelizmente a casa caiu. A choradeira é geral. A troca de cadeiras também. Durante os últimos doze anos, os petistas invadiram os órgãos estatais, praticando todo tipo de atividade criminosa. Na Petrobras, por exemplo, conseguiram derrubar os ativos da empresa de 340 bilhões de reais para reles 35 bilhões. Criaram novas empresas públicas, aparelharam outras e dilapidaram o patrimônio dos brasileiros institucionalizando a corrupção como símbolo da administração.

Lula, o homem que chefiou a organização criminosa, vive hoje refém do seu próprio medo, na expectativa de não saber a hora e o dia que a turma do Sérgio Moro baterá à sua porta. Os filhos, que ele envolveu nas maracutaias, estão atormentados, mesmo com o caixa abarrotado de dinheiro, como é o caso de Luís  Cláudio Lula da Silva com  10 milhões de reais nas contas descobertas pela Lava Jato.  Seus auxiliares como o ex-ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, já preparam a trouxa que levarão para Curitiba quando a Polícia Federal os escoltará a pedido de Moro para responder pelo dinheiro sujo que receberam para a campanha da Dilma.

E a Dilma? Não perde por esperar. Marcelo Odebrecht começou a falar na delação premiada e pelo que se escuta em Brasília vai levá-la ao fundo do poço onde já estão os tesoureiros do PT e um bando de políticos e empresários que, com a sua cumplicidade, transformaram o Brasil numa reedição da máfia siciliana. Odebrecht, já condenado a 19 anos, foi instruído pelo pai a levar à sepultura todos do governo que o ajudaram a assaltar o Estado. Não quer passar o resto da vida na cadeia por acobertar os refinados petistas que embolsaram os bilhões das empresas estatais.

Os brasileiros devem se acostumar a partir de agora com comícios e passeatas relâmpagos, posts desabonadores na internet e notícias falsas produzidas pelos blogueiros oficiais, que ainda mamam na tetas das empresas estatais para transformar notícias em panfletos terroristas. Mas, à medida que o dinheiro deixa de pingar no caixa, o esforço “ideológico” desses escrevinhadores chapas brancas para sustentar as ideias do golpe derrete-se como uma geleira no verão. 

Aos poucos, como era de se esperar, os movimentos de rua vão se escasseando por falta do dinheiro público que alimentava centenas deles por meios dos sindicatos e centrais sindicais. A própria Dilma, sozinha, perdeu seus auxiliares mais aguerridos depois que o Lula a culpou pela crise e se disse arrependido do seu nome para sucedê-lo. Contenta-se em reunir estudantes da UNE na UNB para repetir insistentemente a tese do golpe, como se houvesse abalo das instituições brasileiras com o seu impeachment. O tempo certamente vai deixá-la mais isolada ainda. A Dilma não tem um histórico petista, suas raízes são brizolistas e seus métodos de enxergar o Estado se assemelham

A farra

Se o Temer de fato pensa em fazer uma administração austera para se diferenciar da bagunça financeira do governo petista, precisa urgentemente acabar com o Cartão Corporativo. É inadmissível a orgia financeira da presidência da república com o dinheiro do contribuinte. Além dos gastos com alimentação, hotéis de luxo, roupas, flores, a Dilma ainda conta com o sigilo. O ex-presidente Lula determinou, quando exercia o cargo, que as despesas do governo seriam sigilosas. E assim, desde lá, nenhuma das autoridades de posse do cartão presta contas dos gastos.

O cartão

Afastada do cargo, Dilma continua como se ainda estivesse no comando do país. Só este ano já foram quase 4 milhões de reais. Em 2014, na época da eleição, o governo gastou 64 milhões de reais usando os cartões corporativos. Apenas a Presidência da República torrou 22 milhões de reais. Não se conhece no mundo, uma mordomia como essa, onde integrantes do governo fazem compras indiscriminadamente com dinheiro público sem a obrigação de pres-tar contas. 

Bagunça

O presidente em exercício parece que pretende moralizar a bagunça. Proibiu, por exemplo, despesas com compras de flores que a Dilma pretendia comprar para ser recepcionada por seus militantes. Mas ainda é pouco. Temer precisa cortar na carne acabando com os cartões corporativos de seus principais auxiliares. Enquanto o pais vive um momento de caos na economia com 12 milhões de desempregados, a inflação ameaçando sair dos eixos, as contas públicas fora de controle e os preços nas feiras e supermercados incontroláveis, ainda existem 11.510 cartões nas mãos de 7.145 funcionários públicos que farreiam com o dinheiro do contribuinte sacrificado pela política desastrosa da dupla Dilma/Lula.

Escândalo

O Cartão Corporativo já foi objeto de escândalo no governo PT. Descobriu-se, à época, que ministros usavam até para comprar tapioca e fazer compras pessoais como foi o caso de Orlando Silva, do Esporte. O escândalo ainda arrastou Matilde Ribeiro, da Igualdade Racial, e Altemir Gregolin, da Pesca. Mesmo assim, os cartões voltaram a financiar passagens e comida em restaurantes de luxo. 

Transparência

Temer daria um bom exemplo se eliminasse a farra dos cartões e tornasse transparentes os gastos da Presidência da República e de seus auxiliares diretos. O povo brasileiro precisa de demonstrações efetivas de que o novo governo está sendo vigilante com o seu dinheiro. 

Sigilo

Em 2014, Dilma e a sua equipe gastaram uma media de 24 mil reais por dia usando os cartões corporativos, incluindo aí os feriados e fins de semana, no ano em que a presidente passou pouco tempo governando. A despesa foi declarada sigilosa. Ou seja: os gastos estão amparados por uma lei draconiana que só beneficia a quem dela se serve de forma sorrateira e enganosa. Como está sob sigilo, é difícil saber se o dinheiro está sendo usado em hospedagens e restaurantes, não permitido pelo governo.

Jatinhos

Outra medida que mostraria um governo preocupado com os gastos público seria a de acabar com as viagens dos jatinhos da FAB que cortam o país nos fins de semana levando a bordo ministros e assessores para seus estados. Uma despesa desnecessária já que existem aviões de carreira disponíveis a toda hora para qualquer lugar do Brasil. Aqueles que se envergonham ou temem ser hostilizados  em aeroportos comerciais estão condenados a não exercer cargos públicos.  

Mudança

O fim dessas mordomias levaria o brasileiro a acreditar que realmente o  país está mudando para melhor. Certamente seria visto com um olhar diferente. Se nada for feito de forma a impedir a evasão do dinheiro do povo, mais cedo ou mais tarde a massa vai novamente às ruas cobrar as mudanças. E dessa vez, as consequências serão imprevisíveis. 

Caixa preta

Com a abertura da caixa preta petista, sabe-se agora que por onde andou um petista ficou a pegada da corrupção no caminho. Descobre-se, por exemplo, um rombo do Bolsa Família de mais de 2 bilhões de reais, o principal programa do PT, que deixaram de chegar às famílias mais pobres. E ainda há quem alimente a lorota de que o governo petista fez uma revolução social no país. Uma mentira que de tanto ser propagada quase virou verdade. É o fim da pirotecnia petista. 


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