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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 874 / 2016

10/06/2016 - 18:41:41

Sururu

A gênese do imbróglio

Da redação

1 - Uma ação de usucapião é a causa de um imbróglio jurídico que começou no governo de Ronaldo Lessa, atravessou a gestão de Téo Vilela, desembarcou no governo de Renan Filho e até agora não foi julgada. 

2 - O rolo jurídico se agravou no governo tucano com a interfe-rência do então secretário de Indústria e Comércio, Luiz Otávio Gomes, que ao farejar a possibilidade de enriquecimento fácil, atropelou direitos de terceiros e deveres do Estado e tentou resolver o litígio ao seu modo, passando por cima de tudo e de todos. E pior, com o aval de membros da Procuradoria-Geral do Estado. 

3 - O processo trata da desapropriação de uma extensa área de terra na região do pólo industrial de Marechal Deodoro e pode terminar no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com sérias conseqüências para os envolvidos. 

4 – Esse processo envolve interesses milionários e já passou por vários juízes e desembargadores, mas até agora ninguém resolveu nada. E mais grave: a preocupação não é preservar o interesse público, mas saciar a gula de alguns espertalhões. 

5 - Com a palavra o juiz de Marechal Deodoro, Léo Denisson, titular da ação, e o Tribunal de Justiça de Alagoas, que também tem sido omisso nesse caso. 

Chantagem 

Três senadores que votaram pelo impeachment de Dilma estariam chantageando Michel Temer com ameaças de rever seus votos no julgamento final, que deve ocorrer até setembro: Benedito de Lira, do

(PP-AL), Romário (PSB-RJ) e Acir Gurgacz (PDT-RO). 

 O Senado abriu o processo de impeachment com o apoio de 55 senadores e, para confirmar essa decisão no julgamento final, são necessários 54 votos. A virada de apenas dois votos pode melar tudo e reconduzir Dilma ao Palácio do Planalto, o que será um desastre político de proporções inimagináveis. 

Segundo o jornalista Diogo Mainardi, o senador Benedito de Lira foi o primeiro a pressionar Temer, mas já teve sua exigência atendida: a escolha do filho Arthur Lira para comandar a CMO, poderosa Comissão Mista de Orçamento. Romário e Acir ainda não botaram as cartas na mesa. 

Quem conhece o espírito nada cívico dos senadores, não se espantará se surgirem novas chantagens até o julgamento de mérito do processo de impeachment. 

O Planalto, no entanto, trabalha com outro cenário. O governo acredita que devem ocorrer reversões a favor do impeachment, pois alguns senadores que votaram contra o afastamento de Dilma hoje fazem parte da base de apoio a  Michel Temer. 

Mau administrador 

O deputado Cícero Almeida parece não ter mesmo coração, nem consciência. Depois que abandonou a Rádio Jornal com sua desastrada administração, a emissora fechou as portas mesmo com o apelo dos trabalhadores, que viam nele uma tábua de salvação. Hoje a Rádio Jornal, transformada em Rádio Globo, foi abandonada e com seus servidores passando necessidades. Isso sem falar em outros débitos, a exemplo de tributos federais como INSS e FGTS que nunca foram recolhidos.

Mau exemplo  

Mas o deputado Cícero Almeida que se submeteu aos caprichos dos Renans para ser candidato a prefeito de Maceió não está nem aí para o que aconteceu com a rádio. Até o único veículo novo que a emissora possuía, seus “laranjas” venderam, atolando ainda mais no abismo financeiro o que restou da AM-710. Se sua “moderna” administração for levada para a prefeitura, os maceioenses estarão perdidos.

Mau pagador

Com a rádio sem transmitir sua programação e os portões fechados a correntes, João Lyra, que retomou a emissora de Cícero Almeida, ainda acredita que vai recuperá-la. Devendo uma fortuna de aluguel do prédio onde está instalada e do terreno pertencente ao Grupo Verdes Mares, onde ficam os transmissores, a Rádio Jornal, hoje Rádio Globo, também deve pequena fortuna aos trabalhadores que foram jogados nas ruas da amargura.

Mau candidato

O ex-prefeito, que torrou 21 milhões de reais em propaganda durante seu governo e que agora critica Rui Palmeira, deve estar muito bem de vida. Envolvido até o pescoço na Máfia do Lixo, Almeida tem, nada mais, nada menos, como seu advogado, o famoso Nabor Bulhões, profissional dos mais caros do Brasil.

Mau caráter 

Mas não é só da Máfia do Lixo que Cícero Almeida vive assombrado. Ele também tem contas a prestar sobre denúncias da merenda escolar no município de Maceió e de empréstimos feitos na Assembleia Le-gislativa, onde foi deflagrada a Operação Taturana. Ninguém sabe até quando o governador Renan Filho vai aguentar tantas denúncias com seu candidato cheio de ações judiciais. 

Mamata 

O Ministério Público Estadual se debruçou sobre o nome de procuradores da Câmara de Maceió que ocupam cargos de forma irregular. Durante mais de duas décadas pessoas ligadas a eternos figurões da Casa de Mário Guimarães receberam salários de marajás. 

Conveniência

Todas as Mesas Diretora da Câmara desde o início dos anos 90 sabem do problema, mas nunca agiram para mudar a realidade. O delegado e vereador, Kelman Vieira, assumiu o comando da Casa com o discurso de probidade e implantou o ponto eletrônico para os desocupados de plantão. Será que ele também irá agir nesse caso dos marajás da CMM?

Sucateado 1

Muitos maceioenses se questionam onde foi parar o trenzinho do Parque Municipal de Maceió. O veículo servia de atrativo para visitantes, mas desde o final de fevereiro a atração deixou de funcionar. Lamentável, já que milhares de maceioen-ses iam até o local para desfrutar do passeio.

Sucateado 2

A gestão do ex-secretário Davi Maia fez questão de deixar de lado o trenzinho do Parque Municipal de Maceió, que hoje encontra-se abandonado e em estado de sucateamento. Quem perdeu com o desinteresse da gestão do Parque foi a população de Maceió.  O empresário do veículo promete revelar detalhes do descaso. É aguardar!  

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