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21 de Novembro de 2018

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Edição nº 873 / 2016

31/05/2016 - 11:49:47

Pedro Oliveira

O que quer JHC?

Pedro Oliveira

O deputado JHC não é apenas um parlamentar medíocre, mas também irresponsável e inconsequente. É capaz de qualquer gesto de insensatez para atrair para si os holofotes da mídia. Sua atuação parlamentar em Brasília, para onde foi por um grande equivoco eleitoral, é vergonhosa e em nada contribui positivamente para Alagoas. É uma nulidade política.

Apostando na falta de memória daqueles que lhe deram o voto nas últimas eleições, ousa lançar uma candidatura própria, sem qualquer consistência nem chance de vitória para prefeito de Maceió, e escolhe os caminhos mais sujos e desleais para tentar fazer deslanchar uma aventura impossível.

Sem a menor responsabilidade, tem feito críticas inconsequentes e demagógicas ao prefeito Rui Palmeira e a setores de sua administração, apenas com o objetivo de tumultuar o processo e com interesse eleitoral para se promover. 

Sem nenhum conhecimento técnico ou jurídico, ataca o procedimento licitatório para contratação da verba de comunicação social efetuada pela prefeitura obedecendo todos os ritos legais. Com um detalhe a se considerar: o valor orçamentário praticado é o mesmo de 2011, na gestão do ex-prefeito Cicero Almeida. 

A criticada licitação que terminou com o contrato publicado esta semana no Diário Oficial teve mais de 15 concorrentes e tem cerca de um ano de tramitação. O processo foi idôneo, sereno, conduzido por servidores públicos efetivos do município, sem vinculação com o órgão contratante. Caracterizando a transpa-rência o certame licitatório contou com a consultoria jurídica  da ABAP nacional (Associação Brasileira das Agências de Publicidade). 

Comparada com outras capitais a verba orçamentária da Comunicação de Maceió é irrisória e mesmo assim o prefeito Rui Palmeira a manteve durante todo o seu mandato.

A gestão de Rui Palmeira tem se pautado pelos princípios da moralidade e da legalidade (coisa rara hoje em dia na administração pública) e não seria um deputado qualquer, conhecido de “origem” pela população alagoana que iria manchar essa trajetória de vida política bem diferente de um acusador irresponsável.

Se o senhor JHC quer aparecer deve procurar outra maneira menos marginal para se promover; do contrário vai pagar o preço da desmoralização e encerrar uma carreira que nunca deveria ter começado.

Eleições antecipadas

O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) sugeriu a realização de eleições presidenciais antecipadas como forma de superar a crise política e buscar uma saída para os “momentos difíceis” que esperam o Brasil nos próximos meses. Ele avaliou que as revelaçõesenvolvendo o ex-ministro do Planejamento, Romero Jucá, são, para a classe política, uma “surpresa esperada” que revela o esgotamento do modelo de presidencialismo de coalizão. Cristovam disse que o caso respinga no presidente interino Michel Temer, que, conforme sublinhou, tem em seu ministério nomes supostamente envolvidos na Operação Lava Jato.

— O fatopode ajudar a apressar um encontro mais radical daquilo que a gente precisa: um grande encontro nacional, e, ao meu ver, um caminho é a eleição direta antecipada

A história triste de uma mãe

Muito triste a história de dona Olga Guedes da Silva de 94 anos de idade ao ver a casa onde reside e se sentia dona ser confiscada por determinação do juiz Sérgio Moro. Havia ganhado a casa do “filho herói” que tanto a orgulhava desde os idos dos anos 60 quando militava como um dos maiores líderes do movimento estudantil brasileiro. Como mãe acompanhou os caminhos de sofrimento, o exilio e as perseguições políticas. Depois veio o retorno, a volta à política e a glória que o fizeram um dos homens mais importantes país. Sonhou em ver o filho presidente e assim seria se a história não mudasse o rumo das coisas. Testemunhou a queda, a prisão e a condenação pela prática de vários crimes que combateu em sua ideologia jogada na lama. Hoje assiste o “herói Macunaíma”pagar uma condenação de quase trinta anos de cadeia e ainda ficará sem sua casa. Se ela pudesse olhar em seus olhos e lhe perguntar o por quê? Certamente ele lhe diria tal qual o escorpião: “É o caráter minha mãe”.

A Polícia Federal (PF) descobriu que o ex-ministro José Dirceu usou um laranja para comprar a casa onde sua mãe, Olga Guedes da Silva, 94, mora em Passa Quatro, no Sul de Minas Gerais. A casa foi comprada em 2005 – quando ele ainda era ministro da Casa Civil do governo Lula – por R$ 250 mil.

Ações de cidadania

“Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes” foi o tema de mais uma palestra promovida pela Escola Superior da Magistratura (Esmal), por meio do Programa Cidadania e Justiça na Escola (PCJE).. A ação ocorreu na Escola Professor Pedro Café, localizada no bairro Rio Novo, em Maceió.

O juiz André Gêda, coordenador do Projeto Justiça Itinerante, falou para cerca de 70 pais de alunos da escola, que possui turmas do 1º ao 5º ano do ensino fundamental. Segundo ele, os casos de abuso precisam ser mais divulgados. 

“A gente tem um dado estarrecedor onde, a cada 100 mil casos de abuso ou exploração sexual contra crianças e adolescentes ao ano, apenas 20% são notificados, segundo o Ministério Público Federal. Então, é importante relatar aos órgãos que realizam a apuração dessa prática destrutiva, para que a população saiba como se deve agir e a quem recorrer em casos como esses. O papel de conscientização é essencial para a diminuição dessa violência”, explicou o magistrado.

Reforma 

política já

O presidente Michel Temer marcaria sua gestão na história se pedisse ao Congresso Nacional e sua base de sustentação, aprovei-tando o bom momento, para aprovar em caráter de urgência uma reforma política radical para melhorar o Brasil. Fim total do foro privilegiado e imunidade parlamentar, extinção da maioria dos partidos nanicos que não passam de legendas de aluguel e balcão de negócios sujos a cada eleição, redução drástica no imoral fundo partidário que enche os bolsos dos corruptos dirigentes partidários, mecanismos de fortalecimento da Justiça Eleitoral e do Ministério Público para combater sistematicamente a corrupção eleitoral. Bastaria isto para entrar na história. Resta saber se é isto que ele quer.

A marginalidade política

Alguns prefeitos em segundo mandato, impedidos de disputar eleição, encontraram uma maneira de continuar mamando nas tetas públicas e administrando muito dinheiro em beneficio próprio. Por suas influências eleitorais/geográficas usam o município vizinho para candidatar mulheres, filhos ou apadrinhados. A maioria desses aventureiros nunca morou um dia na cidade em que é candidato(a). É um fato imoral, ilegal e criminoso. Pena que a Justiça Eleitoral feche os olhos para tamanha aberração. São os marginais da política na busca de permanecer no podre poder da enganação explícita.

Procuradores irregulares

O promotor Marcus Rômulo é sem dúvida um dos mais competentes e diligentes quadros do Ministério Público estadual e através de sua eficiente atuação em defesa do interesse público ajuizou uma ação civil pública com o objetivo de conseguir a demissão de sete procuradores da Câmara de Vereadores de Maceió. A noticia foi fartamente divulgada esta semana na imprensa local. Os servidores são acusados de tomar assento aos cargos sem que, para isso, tenham sido aprovados em concurso, como manda a Constituição Federal desde 1988. Para o promotor, os funcionários devem voltar para o cargo inicial ocupado antes de serem beneficiados de forma irregular. Segundo ele, a medida adotada pelo MPE/AL visa a desconstituição de ato administrativo ilícito praticado pela mesa diretora da Câmara de Vereadores, já que, supostamente entre os anos de 1992 e 1995, aquele Poder Legislativo teria investido sete pessoas no cargo de procurador, apesar de nenhuma delas ter disputado a vaga por meio de concurso público. É a busca incessante do Ministério Público do Estado na moralização dos atos da Administração Pública.


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