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21 de Setembro de 2018

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Edição nº 873 / 2016

28/05/2016 - 16:14:00

Gabriel Mousinho

Prestígio de Quintella

Gabriel Mousinho

O deputado Maurício Quintella nunca foi tão prestigiado como agora, depois que assumiu o Ministério dos Transportes. Ignorado no Palácio dos Martírios desde as últimas eleições, quando figurou na coligação de Benedito de Lira, ele já chegou a receber a visita do governador Renan Filho, em Brasília, e o convite para se reunir em Maceió. E foi o que aconteceu na segunda-feira.

Nunca se viu tanta gentileza por parte do governador de Alagoas. Quintella, que pode fazer muito pelo Estado independentemente de Renan Filho, sabe perfeitamente que esta aproximação é de interesse, de momento, para tirar proveito dele como ministro dos Transportes.

Mas como política tem dessas coisas e como nessa área não se viu apenas boi voar, as relações de um  “ex-adversário”´ e um governador naturalmente que devem ser amistosas. Maurício deve tocar o projeto de expansão da duplicação da BR-101 e outros projetos na área de construção para o estado de Alagoas. É o momento de fazer muito por este estado pobre e sofrido. Mas não deve esperar, futuramente, algum reconhecimento por parte do governador Renan Filho, quase sempre, sofre de amnésia para não divulgar quem colocou emendas parlamentares para o estado e contribuir para o desenvolvimento de Alagoas.

Exemplo

Bem que outras autoridades poderiam fazer o mesmo que Maurício Quintella. Veio de Brasília para Maceió em voo de carreira, ao lado da família, quando tinha direito de se deslocar em um jatinho da Força Aérea Brasileira.

Voo próprio

Não foi à toa que o deputado Arthur Lira foi líder da bancada do PP na Câmara e presidente da Comissão de Constituição e Justiça, além de responsável, como um dos grandes articuladores, da eleição de Eduardo Cunha para presidente da Câmara. Eleito por aclamação para a presidência da Comissão Mista de Orçamento, Lira demonstrou o grande poder de interlocução que tem com outros deputados.

Ladeira abaixo

O Instituto Trata Brasil foi cruel na sua pesquisa sobre saneamento básico em Maceió. Apontou que a Casal foi quem menos investiu no setor na capital, se comparado com outras cidades brasileiras. Segundo o IBGE, de um pouco mais de 1 milhão de habitantes, apenas 371 mil e 900 possuem saneamento básica em suas residências. É por isso que o governador Renan Filho ainda não tirou da cabeça a ideia de privatizá-la.

Caos na saúde

Não é só Maceió que passa grandes dificuldades na área de saúde. Em Arapiraca a coisa tá feia. Até o Samu está caindo aos pedaços, sem ter veículos nem pessoal suficiente para fazer atendimento à população.

Perdão da dívida

O senador Biu de Lira não só votou pelo refinanciamento da dívida dos produtores rurais, como afirmou que votará em outra oportunidade pelo perdão das dívidas, tidas como impagáveis.

Vaidade

O governador Renan Filho não gostou nem um pouco quando Ronaldo Lessa foi se encontrar com Rui Palmeira para tratar das eleições de outubro. Queria mesmo era que Ronaldo fosse levado por ele.

Sem freio

Os rodoviários não descartam nova paralisação em Maceió. Depois de sofrerem 400 assaltos em quatro meses, dois ônibus foram atacados na semana passada. Um no Jacintinho e outro no centro da capital. Infelizmente a política tem sido impotente para combater os marginais.

Chegando

Os deputados alagoanos que votaram contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, aos poucos tentam se aproximar de Michel Temer. Não conseguem sobreviver sem uma boquinha nas tetas do governo.

Alto lá

Como o governo de Temer sabe de cor e salteado quem votou a favor ou contra Dilma, alguns deputados vão ter dificuldades de emplacar seus afilhados políticos em cargos públicos no estado de Alagoas.

Licença

O deputado Cícero Almeida prometeu tirar quatro meses de licença do mandato para se dedicar à campanha para a Prefeitura de Maceió. O suplente Val Amélio reza todo dia para que ele cumpra a promessa.

Influência

Ninguém sabe até quando o governo vai influenciar na eleição de prefeito de Maceió. Com sérias dificuldades, a crise também chegou por aqui, e se torna cada vez mais difícil transferir votos.

Esperança de JL

O empresário João Lyra está absolutamente consciente de que a volta do seu antigo assessor, Paulo dos Santos, o Paulão, vai resolver todos os seus problemas. Tanto jurídico como empresarialmente. Paulão é conhecido como homem de papo para derrubar avião, contanto que leve alguma vantagem.

Cenas ridículas

Os amigos de João Lyra bateram palmas quando ele deixou de escrever seus artigos em um jornal local. Já estava se tornando ridículo. Os temas eram de alto nível e de assuntos complexos. Quem conhece JL sabe que ali não é a sua praia.

Vem corte por aí

A crise chegou a um ponto que o governo de Alagoas já estuda novo corte nos cargos comissionados. Teme não conseguir honrar seus compromissos, principalmente com o funcionalismo público. Alagoas, se faça justiça, é um dos poucos que vem mantendo rigorosamente em dia o pagamento de pessoal.

Reajuste zero

Pelo menos esta é a perspectiva com relação a novos reajustes salariais dos trabalhadores do governo. Do jeito que a coisa vai o reajuste poderá ser zero, ou o funcionalismo apostar se o governo vai pagar em dia os salários.

Pito no STF

O ministro licenciado Romero Jucá, em uma das suas inúmeras entrevistas, disse que a Justiça não deve ficar indefinidamente sem julgar. Ele se referia às denúncias da Procuradoria Geral da República sobre a Lava Jato.

No ar

Se realmente o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, fizer uma delação premiada, dizem em Brasília que não ficará pedra sobre pedra. A delação de Machado atingiria em cheio a cúpula do PMDB à qual ele sempre foi ligado.

Meteórica

Depois da matéria na Folha de S. Paulo publicada na segunda-feira, não demorou mais que doze horas para o ministro do Planejamento, Romero Jucá, pedir licença do cargo. A pressão em Brasília foi grande e a solução caseira de seu afastamento não agradou a todo mundo.

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