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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 873 / 2016

25/05/2016 - 18:59:52

Sururu

Mar de lama

Da redação

1 - Poucos dos 102 prefeitos de Alagoas conseguirão concluir os atuais mandatos sem rachar com seus vices-prefeitos. Na maioria dos casos a briga pelo poder começa logo após a posse. 

2 - Mais difícil ainda é o prefeito chegar ao final do mandato sem se envolver com atos de corrupção e roubalheira, um fato raro no Brasil de hoje. 

3 - Em ambos os casos, Maceió é uma exceção, e o prefeito Rui Palmeira é o bom exemplo nesse mar de lama em que o país naufraga. 

4 – Conhecer essa parte da história é um dever de todo maceioense que conviveu – nos últimos tempos – com toda sorte de gestores corruptos, que usaram os cofres públicos para enriquecimento ilícito. 

5 – Rui Palmeira é o sexagésimo administrador de Maceió, entre intendentes, nomeados e prefeitos eleitos pelo voto popular.  

6 - Desses, são exemplos no campo da ética, Djalma Falcão, Dilton Simões, Pedro Vieira e o próprio Rui, para ficar apenas nos mais recentes. 

7 - No momento em que a nação se une para passar o Brasil a limpo, nunca é demais lembrar a responsabilidade de todos na missão de expurgar da vida pública os “taturanas”, “gabirus” e demais roedores do dinheiro público. 

Zero à esquerda

O deputado Cícero Almeida vai se afastar da Câmara para cuidar da campanha a prefeito de Maceió. Sua ausência sequer será notada, por obra e graça da notória inutilidade de seu mandato.  

Máfia do lixo 

Com vários processos judiciais nas costas, incluíndo a “Máfia do Lixo”, Almeida corre o risco de ser derrotado na eleição e ainda perder a cadeira na Câmara para o PRTB, dono de seu mandato.  

Paulão na berlinda

O deputado Paulão, último alagoano a resistir à maré antipetista que assola o país, é um dos pré-candidatos a prefeito de Maceió. Ele precisa explicar aos eleitores como e por que se envolveu com a “Opera-ção Taturana”, que arrombou os cofres da Assembleia Legislativa do Estado. 

Contrassenso

O deputado JHC foi à tribuna da Câmara Federal se solidarizar com os trabalhadores da Prefeitura de Maceió pelas reivindicações salariais. Iniciativa importante do parlamentar se ele cumprisse com suas obriga-ções de pagar em dia seus funcionários de emissoras de rádio que tem na capital e no interior de Alagoas. JHC e o pai, empresários do setor de comunicação, não estão pagando nem promessa a santo.

Uma cosia leva à outra..

“É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber”.  

Adrian Rogers

Reajuste

Enquanto o governo de Alagoas briga para não conceder reajuste salarial aos servidores, a Prefeitura de Maceió anunciou um aumento de 4,5% e acabou com a greve. Reajuste considerável, se levar em consideração que outros municípios e estados sequer cogitam em conversar sobre o assunto.

Bloqueio

Tribunal de Justiça de Alagoas bloqueou as contas da Assembleia Legislativa no valor de R$ 1.466.277,03, mensalmente, por conta do reajuste de 15% aos servidores daquele poder, desde julho de 2015, e até agora não cumpridos.

Calote no Zé

O motorista do então deputado federal João Lyra, José Maria, ainda lamenta pelo calote em que foi vítima do atual super assessor de JL, Paulo dos Santos, o conhecido Paulão. Zé Maria, como é mais conhecido dos amigos, tirou um empréstimo para o Paulão de 50 mil reais e terminou levando um grande calote do antigo companheiro. Ainda chora quando relembra da cilada em que se meteu.

Mais tempo

A Polícia Federal pediu e o Ministério Público Federal concordou em prorrogar o prazo das investigações sobre Ronaldo Lessa no processo que tramita no Supremo e no qual ele é acusado de falsificar assinaturas de doações eleitorais na campanha a governador do Estado em 2010. O inquérito tramita no STF desde março do ano passado.

“Voto nulo”  1

Por maioria de votos, o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas absolveu, na semana passada, o juiz aposentado Rivoldo Costa Sarmento Júnior da acusação de falsificação de documento público para fins eleitorais, crime pelo qual havia sido condenado pelo próprio TRE em 2013. Rivoldo, que foi aposentado compulsoriamente pelo Conselho Nacional de Justiça, foi um dos alvos da Operação Voto Nulo, deflagrada pela Polícia Federal em Porto de Pedras nas eleições de 2008. Na época, ele era o juiz titular da Comarca.

“Voto Nulo” 2

Na época, o hoje prefeito afastado da Barra de Santo Antônio, Rogério Farias, também foi preso. Ele tentava a reeleição para a Prefeitura de Porto de Pedras pela terceira vez e, junto com o juiz e ou-tras 26 pessoas, foi acusado de participação num esquema de títulos eleitorais falsos para garantir sua eleição. Farias chegou, inclusive, a ser preso.

Quanto ao juiz, foi aposentado compulsoriamente pelo CNJ por conta de outro processo. Em liminar concedida durante um plantão judiciário, ele determinou à Eletrobras que depositasse R$ 63 milhões na conta de Glayton Goulart, que havia entrado com ação contra a distribuidora de energia.


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