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21 de Setembro de 2018

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Edição nº 872 / 2016

24/05/2016 - 08:10:37

Pedro Oliveira

A hora e a vez

Pedro Oliveira

Nem tudo está perdido para o estado de Alagoas diante de tanta crise e sobressaltos nas eras recentes. Os investimentos federais são sempre minguados e o pouco que nos chega para o setor proveem de emendas parlamentares, normalmente direcionadas e focadas em interesse puramente políticos e em  benefícios dos próprios deputados e senadores, sem que seja olhado o real interesse público.

Alagoas apesar de uma bancada medíocre, com raríssimas exceções, conta agora com dois nomes de pesos para que possa assegurar recursos mais objetivos e práticos para investir com maior vigor.

Mauricio Quintella como ministro dos Transportes pode e deve mudar este cenário de penúria e trazer mais recursos. Não pode nem deve ser “ministro de Alagoas”, pois aí não estaria cumprindo seu institucional, mas há maior chance de cuidar de seu estado. Tem tudo para dar certo com a ampla estrutura do seu Ministério que cresceu e apareceu. Sabe fazer e acontecer e mostrou isto como o melhor nome da bancada alagoana na Câmara dos Deputados, com um mandato de visibilidade e tendo luz própria e trazendo para ele holofotes nacionais e muito prestígio no Congresso Nacional, daí chegar aonde chegou: no topo. 

Tem uma história com uma bela coleção de vitórias. Por aqui foi sacaneado e traído por adversários e até correligionários desonestos, mas resistiu com sabedoria e capacidade de superar tempestades.  Vai dar certo no desempenho do cargo de ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil.

Senador Renan Calheiros é o outro nome. Tem ajudado muito Alagoas e sua ação está presente em praticamente todos os municípios inclusive Maceió. Se nada acontecer que venha a atrapalhar sua trajetória parlamentar ( as denúncias de seu envolvimento em casos de corrupção) continuará sendo uma das personalidades mais influentes da República, com poder de construir ou destruir o que estiver em sua frente. É habilidoso e talvez o maior conhecedor do xadrez da política nacional. Tem sobrevivido a tempestades, tornados e tsunamis e saído vitorioso em seus embates até agora. Sobrevivendo Alagoas só tem a ganhar. Pode ser que sim , agora seja a nossa vez.

Mulheres dizem não

O presidente Michel Temer bem que tem insistido em suprir a ausência de mulheres em seu ministério, fato pelo qual foi duramente criticado nos últimos dias. Acertou em extinguir o Ministério da Cultura (um bunker petista de reação criminosa para proteger e encher os bolsos de artistas desonestos e comprometidos com a defesa de um governo corrupto), mas não foi compreendido por setores intelectuais importantes do país. 

Para a Secretaria Nacional de Cultura (com força de ministério) mandou sondar várias mulheres que desdenharam do cargo talvez por arrogância ou burrice mesmo.

Um caso que chamou a atenção foi a ex-secretária nacional de Economia Criativa da Cultura, a antropóloga Claudia Leitão que postou nas redes sociais com “um sonoro não ao contato de aliados de Temer para comandar a secretaria”. Nem chegou a ser convidada, mas sondada por pessoas ligadas ao presidente. É grossa, deselegante e mal educada. Com certeza não serviria para o cargo.

Diante das negativas de algumas mulheres sondadas e que recusaram o convite Temer já pensa convocar um homem da cultura para o cargo. 

Até o fechamento da coluna não havia um nome escolhido, o que pode ocorrer até o final de semana.

Palmeira quer mudar

Os palmeirenses se mostram cansados depois de tantos equívocos eleitorais há mais de três décadas com escolhas de nomes para prefeito que resultaram na estagnação do desenvolvimento e a morte literal da economia, da cultura e da vida social do antes “invejado município modelo do estado”. A última eleição que a população lembra com orgulho é a do prefeito Jota Duarte. Daí por diante só foi tragédia. 

Ao que parece está surgindo na cidade uma frente de oposição pluripartidária em busca de um nome de consenso para apresentar como candidato. A candidatura apoiada pelo prefeito atual tende a ser sufocada. No entanto já vi coisa parecida e no final todos da oposição se acham o candidato ideal e vence mais uma vez o poder do atraso e da permanência da destruição. 

Já em Arapiraca

Diferente de Palmeira dos Índios a cidade de Arapiraca teve nos últimos vinte anos o maior desenvolvimento de toda a região Nordeste. Como prefeito por dois mandatos o atual vice-governador e secretário de Educação Luciano Barbosa conseguiu fazer uma revolução administrativa dinâmica e empreendedora. A economia, a educação e as ações sociais deram imensos saltos de qualidade graças a habilidade e visão do administrador. Eleita para sucedê-lo a prefeita Célia Rocha tem sido um desastre em termos de gestão da coisa pública.  Pessimamente avaliada tem tudo para nem ser candidata a reeleição. Quem tiver o seu apoio também corre sérios riscos de rejeição. Vai ser preciso Luciano Barbosa investir pesado para recuperar a credibilidade destruída por Célia Rocha e apresentar um candidato com o seu perfil.

De ganso a pato

Esta semana vários assessores de Dilma Rousseff que estão como “serviçais” em sua residência provisória no Palácio da Alvorada tiveram suas demissões publicadas no Diário Oficial. 

José Eduardo Cardozo, ex-ministro da Justiça e da AGU (Advocacia-Geral da União), foi integrado à equipe de Dilma Rousseff, mas perdeu direito a residência e a carro oficial. Está se locomovendo pela capital de bicicleta.

Detalhe: Dilma emprestou a própria bicicleta para que o ministro possa pedalar do flat em que está hospedado para o Palácio da Alvorada, onde ela despacha.

Jogos legais

Ministros do governo Michel Temer querem propor a legalização dos jogos de azar como medida para aumentar as receitas da União. A ideia é defendida por ao menos dois auxiliares próximos ao presidente interino: os peemedebistas Henrique Eduardo Alves (Turismo) e Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo). Segundo Alves, a proposta de legalização deve incluir bingos, cassinos e o jogo do bicho. “A ideia é legalizar todo tipo de jogo. Hoje o jogo existe de forma clandestina e sem gerar qualquer benefício para o Estado”, afirma.

Ele diz que Temer é “simpático” à ideia, mas ainda não tratou dela desde que assumiu como presidente interino, na semana passada.

O ministro sustenta que a liberação do jogo seria um estímulo ao turismo e à retomada da atividade econômica.

Os argumentos são contestados pelo Ministério Público Federal, que se opõe à ideia e vê risco de incentivo à lavagem de dinheiro e à corrupção. Besteira de quem quer mostrar serviço desnecessário. 

Com exceção do jogo do bicho, bastante ligado ao tráfico de drogas, sou a favor da legalização. É uma maneira de se arrecadar mais impostos legalmente sem sacrificar o povo, um forte atrativo turístico e um gerador de emprego e renda. 

Republicas de bananas

Ao longo dos últimos dias, alguns países, instituições e líderes internacionais de quinta categoria  se manifestaram sobre a instauração do processo de impeachment e consequente afastamento de Dilma. O Ministério das Relações Exteriores diz rejeitar “enfaticamente” declarações recentes dos governos da Venezuela, de Cuba, da Bolívia, do Equador e da Nicarágua, além da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América/Tratado de Cooperação dos Povos (Alba/TCP).

Segundo o Itamaraty, esses cinco países e a Alba “se permitem opinar e propagar falsidades sobre o processo político interno no Brasil”.

“Esse processo se desenvolve em quadro de absoluto respeito às instituições democráticas e à Constituição federal”, destaca um das notas.

Por meio de sua conta pessoal no microblog Twitter, o presidente da Bolívia, Evo Morales,  publicou uma mensagem de solidariedade a Dilma e afirmou que estava indignado com “o golpe congressista e judicial”.

Não passa de um bando de ditadores disfarçados, de republiquetas bolivarianas comprados como dinheiro petista da corrupção e que têm consciência que “a fonte secou”. Precisam mesmo é devolver o dinheiro brasileiro que foi roubado para ajuda-los.

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