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Edição nº 872 / 2016

24/05/2016 - 08:08:33

Honesta, inocente e ingênua

Jorge Morais

Durante o seu discurso de despedida do Palácio do Planalto, após a admissibilidade do impeachment e o conseqüente afastamento por 180 dias, a presidenta Dilma Rousseff, serena, com semblante bem tranqüilo, disse que estava saindo, mas que continuaria lutando para voltar a completar o seu segundo mandato conquistado pelo voto, em 2014. Seu afastamento, que é resultado das mentiras e das famosas pedaladas do seu governo, que não são as pedaladas mais comuns, por meio de bicicletas, como ela faz todas as manhãs, ou fazia.

Disse ela: “saio, temporariamente, do governo, de cabeça erguida, consciente que tudo isso é fruto de um golpe daqueles que querem assumir o Poder a qualquer custo. Sou uma mulher honesta e inocente”. Só faltou dizer que é ingênua também e que acredita em estórias da Carochinha, do Lobo Mau, da Branca de Neve e os Sete Anões, e que Papai Noel vem mesmo lá do Polo Norte para descer pelas chaminés das residências, aqui, do Brasil, para deixar seus presentes.

Até que me provem o contrário, a Dilma vai ter que gastar muita saliva para convencer que é honesta e inocente. Antes dela, o chavão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva era que não sabia de nada, não via nada e nem ouvia nada, mesmo que tudo estivesse sendo armado no gabinete ao lado, com o comando do quadrilheiro José Dirceu, assessorado por José Genuíno e uma gangue do Partido dos Trabalhadores, e aliados, descobertos nas operações do Mensalão, na Lava a Jato, na Zelotes e tantas outras denominações criadas pela Polícia Federal.

Depois se viu o resultado de tudo isso. O sítio em Atibaia, o apartamento no Guarujá, os presentes dos amigos e empreiteiros, os milhões de reais graciosos das palestras e outros meios escusos encontrados pelo Lula, da noite para o dia, para enriquecer, os filhos também, a família, que não ganhou na Mega-Sena, passou a viver e ostentar carros de luxo, dinheiro em profusão, significando: quantidade, abundância, exuberância, gasto excessivo, superabundância e por aí vai.

Foi, exatamente, o que ocorreu com a família Lula. E é, exatamente, o que vai ser descoberto da Dilma Rousseff, sem querer fazer o papel de adivinhar as coisas. O caminho vai ser o mesmo. Por exemplo: Como é que a pessoa autoriza um negócio de mais de 1 bilhão de reais, a compra da Refinaria de Pasadena/EUA, sem olhar ou saber o que está assinando? Só o volume de dinheiro aplicado na negociação, já assusta qualquer ignorante, imagine uma poderosa diretora de uma grande empresa, como no caso a Petrobras.

Se a Dilma Rousseff não levou um pedaço nessa compra da refinaria americana falida, alguém levou, e ela sabe disso. Então, é conivente com a roubalheira do dinheiro público, e deve ser responsabilizada por isso. É bem verdade que a presidenta andou punindo alguns ministros e assessores com a demissão de seu governo, mas ela própria não pode ficar impune ou sair sem se melar nesse mar de lama todo, ou de petróleo, que se transformou o seu governo e do Lula.

Portanto, gente, dizer que é honesta e inocente só não vale. É preciso que o juiz Sérgio Moro e o Supremo Tribunal Federal continuem investigando com profundidade essas questões, e essa gente toda que assaltou o país, precisa continuar pagando por isso na prisão e devolvendo o dinheiro surrupiado. Todo dia, uma nova denúncia aparece, novas pessoas são levadas pela Polícia Federal, mas precisamos acelerar e chegar logo nos cabeças de todas essas operações, além daqueles que já estão presos.

Por tudo isso presidenta Dilma, de uma coisa já tenho absoluta certeza: inocente e ingênua a senhora não é.      

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