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19 de Setembro de 2018

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Edição nº 872 / 2016

24/05/2016 - 08:06:00

Sonhos destruídos

ELIAS FRAGOSO

Afinal estamos nos livrando da seita Lulopetista que nos deixa como “legado” a pior crise econômica de todos os tempos, o terceiro maior índice de corrupção do mundo e uma ausência de protagonismo externo que nos atrelou – vejam só – à liderança bolivariana de Hugo Chavez e nos afastou dos três maiores blocos econômicos do mundo.    Algo que “nuncanahistóriadestepaís” jamais poderia ter ocorrido.

Para não falar do populismo voluntarista do desgoverno Dilmista que nos levou à aventura do “bem-estar por decreto” reduzindo juros e tarifas de energia além de criar a “solução mágica” do crescimento via aumento do consumo, que culminaram nos brutais aumentos de 2015 que a todos inferniza e na volta da inflação de dois dígitos que penaliza justamente os mais pobres, aqueles a quem a “seita” petista diz defender.

Some-se a esse descalabro, a brutal queda dos investimentos em infraestrutura (uma das fontes para o crescimento), um colossal déficit em conta corrente que se aproxima dos 250 bilhões de dólares e uma carga tributária imoral que beira os 37% (para sustentar a gastança do irresponsável modelo patrimonialista estatal) e temos a tempestade perfeita: destruíram ao mesmo tempo os sonhos das pessoas e a semente do crescimento futuro do país. 

As seguidas quedas do PIB é a face mais visível dessa realidade.  E, se nada for feito – e urgentemente – teremos mais sofrimento para milhões de trabalhadores (já são 12 milhões de desempregados) e para os brasileiros mais pobres em geral, principalmente.

O novo governo que chega é depositário da esperança de mudanças. Mas precisamos entender que esse é um governo de transição e como tal, seu papel é o de ajustar as contas governamentais, reduzir a inflação e os juros para que o futuro governo eleito em 2018 assuma as rédeas das mudanças estruturais que o país tanto precisa: a reforma política (a mãe de todas elas. Não é mais possível continuarmos com esse modelo de presidencialismo de cooptação); A reforma previdenciária (que para ser uma reforma de verdade precisa criar a previdência pública e a previdência privada – não é mais possível que milhões de trabalhadores continuem financiando os “nababos” do serviço público); A reforma trabalhista (que nos livre dos grilhões getulista e que somente interessam aos “sindicalistas de resultados” e impedem o avanço do país);  E a reforma fiscal (para nos tirar da contramão mundial no tocante à arrecadação mais equânime de impostos).

O momento atual exige operadores com fina sensibilidade técnica, acurada visão política e postura de estadistas com E maiúsculo (quase todos os nossos líderes estão pendurados na Lava Jato).

Qual o papel então do governo Temer? Redesenhar por completo nosso modelo de Orçamento que é a “mãe” de todo o processo de corrupção já que é ali onde tudo começa (o ministro do planejamento é especialista na área e sabe o que fazer); Realizar  o desmonte do estado patrimonialista –  acabando com a fonte maior da corrupção - vendendo tudo, inclusive Petrobras, Eletrobras, portos, aeroportos, todos os bancos estatais, abrindo a área de serviços (bancários, infraestrutura, de saúde e saneamento, TV) para empresas estrangeiras; Promover os cortes exigidos nas despesas de custeio da máquina governamental (inclusive as dos estados, aproveitando o momento da renegociação das suas dívidas).

Se mais não o fizer, já tornará o presidente Temer num novo “Itamar”. Desta feita versão estrutural. Saber como fazer eles sabem. Resta saber se podem. Essa é a diferença entre o político e o estadista. 

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