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20 de Novembro de 2018

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Edição nº 872 / 2016

24/05/2016 - 07:58:48

Gabriel Mousinho

A crise e as decisões

Gabriel Mousinho

O início do ano parece não ter sido muito bom para os trabalhadores do Estado, principalmente quando o assunto é reajuste salarial. E o governo tem jogado pesado contra as categorias, com decisões favoráveis da Justiça, onde não se discute o mérito da questão. 

Primeiro foram os policiais civis, cuja greve foi decretada ilegal por parte do Tribunal de Justiça. O segundo foram os agentes policiais que já foram instados a retornarem ao trabalho sob pena de multa diária de 50 mil reais e outras penalidades e, o terceiro, vai acontecer logo, logo.

A greve, desta forma, mesmo cumprindo os dispositivos legais, não tem encontrado amparo na Justiça alagoana, pelo menos nas últimas decisões. O governo ganha todas e isto é um aviso nada discreto às outras categorias. Quem decretar greve, já sabe que terá pela frente jogo duro, em nome da segurança da população e dos interesses do Estado. Se a Justiça está certa ou errada, não é o caso de aqui se discutir.

A verdade é que a situação financeira de Alagoas não permite, segundo o próprio governador, atender às várias demandas do funcionalismo público. Fazer concessões e não poder cumprir é pior do que negar o reajuste pretendido. Com isso o governo diz jogar limpo e deixa bastante claro que é melhor pagar em dia, do que não pagar.

O ano de 2016, com certeza, não será dos melhores para os servidores estaduais.

Justiça devagar

Como é célere em decisões emergenciais, a Justiça também deveria fazer o mesmo com processos que dormem em berço esplêndido nos arquivos de muitos magistrados e que sentenças transitadas em julgado nem sempre cumprem a agilidade do rito processual. Mesmo respeitando-se as decisões, já que ordem judicial não se discute, cumpre-se, a Justiça de nosso estado bem que poderia minimizar a situação de muitos jurisdicionados, que nela confiam mas não têm os seus direitos respeitados.

Alô, Receita

Há muito tempo existe uma prática de sonegação de impostos federais em alguns hospitais em Alagoas. Em Maceió e em alguns municípios alagoanos, a exemplo da região sul do Estado, os pagamentos a médicos plantonistas são feitos em dinheiro vivo, sem constar, naturalmente, descontos do Imposto de Renda, INSS e outros tributos. Uma forma de sonegação usual, evitando que o profissional, e consequentemente o hospital, declarem pagamentos e recebimentos à Receita Federal.

Acomodação

A distribuição de cargos federais em Alagoas, como das outras vezes, vai passar por um período de acertos e acomodação, o que deve demorar pelo menos uns 30 dias. Alguns interesses políticos devem ser preservados em nome da unidade e do apoio ao presidente em exercício, Michel Temer. Mas quem votou compra o impeachment parece que terá tratamento diferenciado nessa arrumação.

Cortes

Como em Alagoas existem poucos cargos comissionados nas repartições públicas federais, é muito difícil se cortar ainda mais como anunciou o presidente da República. Esses cortes devem atingir a esfera de grandes centros e de ministérios robustos.

Rolete chupado

Muitos governadores se aproveitaram da bondade da presidente Dilma Rousseff, mas poucos sequer estiveram em Brasília para lhe dar um último abraço. Preferiram se esconder para talvez não desagradar Michel Temer. 

Crescendo a onda

Polícia Civil em greve, agentes penitenciários idem e até o final do mês outras categorias engrossam o coro. O governador vai ter que fazer ginástica para parar a onda de insatisfações sobre reajustes salariais.

Não se fala em crise

Mesmo que exista e com força, o presidente Michel Temer não quer falar em crise, mas sim em trabalho. Ele está certo, embora tenha que trabalhar rápido para melhorar a economia, frear a recessão e fazer com que 11 milhões de desempregados voltem aos postos de trabalho.

Sem chances

A exemplo do resto do Brasil, os candidatos petistas vão se distanciar dos peemedebistas nas eleições de outubro. Em Maceió o deputado federal Paulão, que já confirmou sua candidatura a prefeito de Maceió, dificilmente fará qualquer aliança com o PMDB do senador Renan Calheiros.

O cangaceiro

Um pote de mágoas com Renan Calheiros, Delcídio do Amaral, no programa Roda Viva da TV Cultura na última segunda-feira, chamou o senador alagoano de cangaceiro por duas vezes e disse que o presidente do Senado terá ainda muitos problemas pela frente.

Sem freio

O apoio que o presidente Michel Temer deu às investigações da Lava Jato durante o seu primeiro pronunciamento demonstra que agora as operações vão ganhar força. Ou seja, a medida é toda e salve-se quem puder, inclusive muitos dos seus aliados políticos.

Sem ruído

Com eleições municipais a praticamente quatro meses, os candidatos mergulham no silêncio. Em Maceió Rui Palmeira, Paulo Memória, JHC, Paulão e Cícero Almeida ainda não deram pra valer a partida na campanha. O clima deve esquentar mesmo a partir do próximo mês de junho.

Apelo popular

Como dinheiro neste momento de crise está difícil, os candidatos a prefeito de Maceió vão tentar ganhar o eleitorado na prestação de serviços e num bom papo, além, é claro, de algumas promessas que nunca serão cumpridas.

O tom é outro

As peças publicitárias do governo sobre a redução da criminalidade são de primeira qualidade, mas a realidade é outra completamente diferente. Que o digam os moradores da periferia e quem anda de ônibus pela cidade.

Corte esperado

O Bolsa Família, mesmo que o presidente Temer diga que vai manter, já está sendo questionado pelo seu próprio ministro do Desenvolvimento Social, Osmar Terra. Se existe menos de 10% de pobres como disse a presidente Dilma Rousseff, como existem ´´50 milhões no Bolsa Família?´´, indagou o ministro. Ou seja, vem corte por aí.

Tirando o corpo

A Polícia Militar tirou o corpo da onda de agressão no último CSA x CRB e justificou dizendo que o Rei Pelé estava lotado além da capacidade e até o governador entrou na brincadeira, afirmando que a PM chegou ao local da confusão em 34 segundos. A Polícia Militar não deveria ter nem justificado. Deveria, mesmo, ter evitado que o problema acontecesse. Afinal de contas, mais de 300 homens faziam a segurança dentro e fora do estádio. O que se viu mesmo na confusão, cujas imagens chocaram o mundo, foi falta de planejamento e de treinamento dos policiais que faziam a segurança. No mais, é conversa pra boi dormir.

Futuro político

Habilidoso, atencioso, competente e humilde Maurício Quintella tem um futuro político brilhante o que pode ser consolidado com seu desempenho no Ministério dos Transportes. Por Alagoas ele pode fazer muito, como desencalhar projetos de duplicação da BR-101 que anda muito devagar e outras obras fundamentais para o desenvolvimento de Alagoas.

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