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Edição nº 871 / 2016

14/05/2016 - 22:17:46

Coisas das Alagoas

Alari Romariz Torres

Andando pelas ruas de Maceió e pelas cidades do interior, fico verificando irreverências praticadas no trânsito e em outras atividades.

É comum ver o “motorista costureiro”: de moto ou de carro, ele sai costurando os outros veículos. Quebra espelho retrovisor, arranha a lataria dos carros, quando não bate nos outros e se afasta rindo.

As motos são verdadeiras máquinas mortíferas: assustam os motoristas dos automóveis, cortam pela direita e sempre querem passar na frente. É comum vermos motoqueiros estendidos no chão: mortos ou feridos.

E as bicicletas? Agora resolveram transitar pela contra mão. 

Se você por acaso, bater num táxi, está perdido. De repente, aparecem testemunhas que não estavam presentes na hora do sinistro. Realmente, é uma classe unida e uns defendem os outros, mesmo sem terem visto nada.

Na orla, outro problema sério: os ônibus de turismo. Na hora do trânsito mais intenso param em frente aos hotéis de qualquer maneira. Existem estacionamentos enormes do outro lado da rua, mas, de nada adianta; eles param onde querem! Reclamar é caso perdido. Não sabem eles que os próprios turistas estranham tal comportamento.

Quem tiver o azar de passar na porta dos colégios, na hora de entrada ou saída dos alunos, vai ficar estressado. Os carros param em fila dupla ou tripla; os pais esperam seus filhos. As autoridades não conseguem evitar o abuso.

Morei num edifício na Ponta Verde e não houve síndico que evitasse o transporte de alunos parar na porta da garagem. A ameaça de chamar a polícia ou comunicar à escola não adiantou. O motorista era atrevido e deseducado!

Durante os fins de semana, na orla marítima é uma falta de tranquilidade; carros em fila dupla, em cima das calçadas. Parece uma terra sem lei.

Na Casa Vieira da Mangabeiras, às 8 horas da manhã, hora do trânsito pesado na Avenida Gustavo Paiva, o caminhão de lixo estaciona na via e os automóveis são obrigados a fazer fila única. É preciso explicar às pessoas que a hora de entregar encomendas, mercadorias ou recolher lixo é de noite ou antes das 7 da manhã.

Passei pela estrada que leva ao Litoral Norte e vi uma jovem vendendo frutas. Em cima da mesa onde havia bananas, mangas e outras frutas estavam os pés da garota bem sujos. Deveria haver um aviso: “Frutas com chulé”.

 As cidades litorâneas são um péssimo exemplo no trânsito: menores e jovens dirigem como se estivessem sozinhos, em pleno deserto. Não respeitam ninguém. Outro grande problema é o som no carro ou nas casas. Os visitantes saem de suas casas e vão para a praia. Aí, ligam o som bem alto e vão aproveitar o fim de semana. Esquecem que nas cidades de veraneio moram outras pessoas e elas merecem respeito.

No condomínio onde moro, em Paripueira, lutamos há três anos com um caso absurdo. A casa de um vizinho fica num terreno de 15X20 metros, com duas frentes. No último fim de semana trouxeram uma banda musical, dessas de show em grandes espaços abertos. Não adianta chamar a polícia, comunicar ao síndico. O dono da casa não respeita ninguém!

E lá vamos nós com os desrespeitos: no trânsito, nas praias, nas lojas, nos condomínios. Transformamos as cidades, o estado, numa terra sem lei.

Andando pelas estradas vemos pessoas sentadas no acostamento. De vez em quando, morre um.

É uma pena que numa cidade tão bonita, cheia de recantos maravilhosos, praias belíssimas, não contemos com a cooperação de nosso povo nos mínimos detalhes de convivência.

Não há nada mais incômodo do que brigar com vizinhos, chamar a polícia. Mas, infelizmente, quando o desrespeito é grande, alguém precisa fazer algo.

Ainda hoje tenho amigos que moravam na mesma rua que eu há sessenta anos. Respeitar o próximo, o vizinho, o desconhecido que está no carro ao lado na frente ou atrás, faz parte de educação de base.

É só querer!

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