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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 871 / 2016

14/05/2016 - 22:13:00

Repórter Econômico

JAIR PIMENTEL

Sem noção do perigo

Venho alertando sobre o perigo da recessão brasileira desde o início da crise econômica mundial, em 2008, que afetou os países ricos da Europa e os EUA. Ela chegou há mais de um ano e foi se aprofundando cada vez mais. A inadimplência das pessoas físicas e jurídicas atinge índices alarmantes. Os juros são de respectivamente 150,42% e 71,15% ao ano, contando abril de 2015 a abril de 2016. Observem bem que os consumidores pagam mais do dobro do que a empresa paga. E vai continuar assim.

Segundo os economistas, é o cenário econômico atual do aprofundamento da crise, que aumenta o risco do crescimento nos índices de inadimplência. Tudo se deve ao fato dos índices de inflação mais elevados, o aumento de impostos e juros maiores, que reduzem a renda das famílias. E mais: o desemprego vem aumentando, fazendo com que os bancos aumentem suas taxas de juros para compensar prováveis perdas com a elevação da inadimplência. 

Dinheiro fácil

Todo esse cenário, que já era previsível desde 2008, fez com que os juros fossem crescendo e chegando a esses índices atuais da pesquisa divulgada essa semana, com o fechamento do mês de abril. São juros cobrados no comércio, o cartão de crédito rotativo, no cheque especial, no CDC (Crédito Direto ao Consumidor), no financiamento de veículos e empréstimos consignados em bancos e financeiras, além de empréstimos para a casa própria. 

Disciplina

Para aqueles que se encontram realmente no fundo do poço, sem condições de quitar o débito do cheque especial, do cartão de crédito, do CDC e outros empréstimos, a dica da coluna é negociar, pagar o que foi firmado no acordo, se disciplinar financeiramente, e jurar nunca mais se endividar. Não tem outra saída. Os bancos jamais vão perdoar esse débito.

Nada muda

Até o final do ano, nada vai mudar em termos de juros, taxas, multas, inflação, impostos. Pode aumentar, jamais diminuir. Assim, só resta mesmo economizar ao máximo no consumo, pagar as contas em dia e não esperar aumento de salários. É continuar pesquisando preços, comprando à vista e seguir o orçamento doméstico, sempre procurando economizar e ainda deixar uma parte da renda mensal numa caderneta de poupança, formando sua reserva financeira para alguma emergência. 

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