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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 871 / 2016

12/05/2016 - 20:29:19

Renan aborta golpe do PT e redime a República de Alagoas

Atuação foi decisiva para o prosseguimento do processo contra Dilma

Reinaldo Cabral Especial para o EXTRA
Senador Renan Calheiros enterrou a última tentativa petista de ‘melar’ o impeachment contra Dilma Rousseff

Depois de praticamente 30 anos nevegando na política nacional, ora como deputado federal, ministro da Justiça, executivo de empresa estatal, ora como senador, Renan Calheiros, do PMDB-AL disse a que veio pela primeira vez, no dia 9 último, na sessão do Senado Federal que decidiu pelo encaminhamento do impeachment da presidenta Dilma Russeff (PT).

Surpreendendo o governo e o chefão da quadrilha do PT - o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Renan Calheiros não só aceitou o encaminhamento do impechment presidencial como, antes, rejeitou com veemência a última e mais grotesca manobra palaciana destinada a devolver o processo para a Câmara dos Deputados a pedido do seu presidente interino, o deputado Waldir Maranhão (PP-MA), pau mandado do ministro Eduardo Cardozo, da Advocacia Geral da União.

Quando viu que sua manobra não deu certo, 10 horas  depois Waldir Maranhão voltou atrás. Pressionado, será expulso do partido e poderá até ser cassado pelo Conselho de Ética da Câmara. 

MÍDIA NÃO PERDOA

O comportamento de Renan Calheiros nesse episódio foi observado com atenção e curiosidade pela mídia nacional e internacional devido a dois fatos desconectados pelo tempo e comuns pela dialética:

1 - A ampla divulgação sobre o envolvimento dele com uma amante em Brasília fez Renan ser comparado ao presidente norte-americano Bill Clinton, que mantinha relações com uma secretária no banheiro do Capitólio, onde fica o gabinete presidencial.

Casado com a artista plástica Verônica Calheiros, Renan virou piada nacional quando disse que as despesas com a ex-modelo se originavam da venda de bois em Alagoas, onde não é conhecido como pecuarista.

2 - O relacionamento político dele com Lula levou o ex-presidente a envolvê-lo na gatunagem da Petrobras, de onde Renan recebeu uma doação de 5 milhões de dólares, segundo delação premiada já feita por um dos condenados na Operação Lava Jato, para financiar a campanha do filho Renanzinho ao governo de Alagoas.

COVA PROFUNDA

Para mostrar ao país que não tem rabo preso na presidência do Senado Federal, Renan Calheiros surpreendeu os seus pares, aliados e adversários. Seu comportamento foi ímpar na história do Senado. Com sua posição, deu um salto para a história política do Brasil, estimulando uma multidão de brasileiros de todas as idades a acreditar que nem tudo está perdido depois de 13 anos sob o comando da quadrilha do PT,que conduziu o Brasil a uma cova profunda.

As últimas 72 horas foram de choradeira, cantilinária, esforço de procrastinação, delírios finais e desespero nas hostes petistas – tudo isso exibido pelo PT na transmissão das sessões do Senado Federal.

O inconformismo dos parlamentares com o impeachment da presidente faz com que todos pareçam indiferentes ao caos herdado pela população brasileira em todos os setores, especialmente na saúde, educação e no total descontrole de preços.

Os 11 milhões de desempregados nos governos do PT parecem  esquecidos. É como se a quadrilha, ocupada em roubar os cofres públicos durante 13 anos, com seu fingimento, não tivesse causado essa recessão macabra, que tende a se perpetuar por mais de uma década.

O impeachment de Dilma por fiasco de gestão também serviu para Renan redimir a malfadada República de Alagoas . 

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