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12 de Novembro de 2018

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Edição nº 870 / 2016

08/05/2016 - 18:29:04

Gabriel Mousinho

O desafio do governo

Gabriel Mousinho

Já afastando qualquer possibilidade de utilizar mais de 100 milhões de reais para reajuste salariais dos servidores públicos, poupados da dívida com o governo federal, o governador Renan Filho já sabe que, neste mês, a parada vai ser dura. Mas, voluntarioso, já disse que não. E quem conhece o governador sabe que dificilmente ele voltará atrás nas suas decisões.

O mais grave, porém, é que o funcionalismo público estadual não vai engolir qualquer decisão do chefe do executivo quando se trata de salários. Todas as categorias, senão as mais fortes têm a sua data base neste mês de maio. E a gritaria vai ser geral.

O governo tem argumentado que não pode sacrificar mais as finanças estaduais, mas os servidores não pensam assim. Esse dinheiro que tem economizado por decisão do Supremo Tribunal Federal bem que poderia amenizar a situação dos sacrificados funcionários do Estado. Mas a coisa é bem diferente do que eles pensam.

A reação começa a ser intensa nestes dias e com certeza a crise vai se acentuar. O Sindfisco, por exemplo, mostrou grande preocupação com a decisão do governador de não destinar nenhum centavo para os servidores públicos, o que revela sua intenção de não atender às reivindicações, embora ele venha insistindo no diálogo. Mas fez isso com a Polícia Civil e não chegou até agora a nenhuma solução.

Com dinheiro em caixa, mas que só deve ser utilizado para investimentos, o que lhe traria ganhos políticos, o governo se esquiva de destinar uma parte para as categorias e abre aí um fosso profundo nas negociações de reajustes salariais. Neste mês será grande desafio de Renan, já que a lua de mel com os servidores, depois de mais de um ano de governo, parece que chegou ao fim.

No PSD

Na próxima janela que houver, Marx Beltrão, que projeta sua candidatura ao Senado da República, sairá do PMDB para o PSD, partido que domina em Alagoas e que tem o apoio de Gilberto Kassab. Sairá das garras do partido dos Calheiros, que ele tem demonstrado, nos bastidores, não confiar.

Não cola

O Supremo Tribunal Federal decidiu que o julgamento sobre as dívidas dos Estados só acontecerá dentro de 60 dias, esgotadas as negociações das unidades da Federação com o governo. Até lá, o Estado recheia os cofres, mas o secretário da Fazenda, George Santoro, diz que se a liminar não for confirmada terá que devolver todo o dinheiro em caixa de uma só vez. Conversa pra boi dormir.

Muy amigo

O governo tem pregado o diálogo, o bom senso e a boa vontade das categorias que estão e que certamente entrarão em greve este mês. Só não alimenta conversa sobre reajustes salariais.

Reajuste zero

Os policiais civis fizeram um pedido de reajuste salarial fora das perspectivas do governo, é verdade, mas se contentariam com uma contraproposta razoável. O problema é que o governo não quer nem ouvir falar nesta história de aumento.

Em alta

O cacife do deputado Maurício Quintella subiu em Brasília. É cotado para assumir o Ministério dos Transportes num eventual governo de Michel Temer. No mínimo, será líder da maioria na Câmara dos Deputados ou até mesmo candidato à presidência da Câmara.

Muita conversa

De um sindicalista sobre o governador Renan Filho: “Com essa conversinha mole não vai convence a ninguém”, referindo-se aos reajustes salariais dos trabalhadores que o Estado diz não ter como honrar.

A escolha é sua

De um integrante da administração estadual sobre os reajustes salariais: “ O servidor vai ter que escolher: ou receber em dia ou ter os salários pagos à prestação, como vem ocorrendo no Rio de Janeiro”.

O destino é outro

O servidor público estadual que estiver pensando que a economia de 51 milhões de reais por mês poderá ser destinado aos reajustes salariais, pode ir tirando o cavalinho da chuva. Essa dinheirama, já disse o Estado, será aplicada em investimentos.

Sem jeito

A Polícia Federal vai ter mesmo que reforçar seu contingente policial para dar conta no combate à roubalheira no Brasil. Pelo menos vinte prefeituras alagoanas estão, agora, na mira da PF, por suposta compra de documentos falsos de empresários acostumados a essas estripulias.

Susto

Os usuários tomaram um susto na segunda-feira, quando faltou dinheiro nos bancos e nos caixas eletrônicos. Pensou-se num problema mais sério em nível de Brasil. Depois de muito tempo ficou esclarecido que a falta de dinheiro era porque os trabalhadores das empresas que transportam numerário estavam em greve.

Redução em risco

A redução no número de assassinatos informada pelo governador Renan Filho corre o risco de ir por água abaixo com a greve da Polícia Civil. Com a falta de policiais nas ruas, a PM está com a obrigação de tapar o buraco.

Contrassenso

Enquanto o governo diz que está construindo estradas por Alagoas afora, outras estão literalmente acabadas. O DER deve aproveitar que ainda não chegou o inverno para fazer o dever de casa. Com as chuvas que certamente virão a partir do final deste mês, se não houver uma manutenção mais efetiva, a situação perde o controle.

Conversa fiada

É história a conversa de que a crise no Brasil atrasou a campanha eleitoral deste ano. Quem anda pelo interior sabe que não é bem assim. Em municípios considerados miseráveis a disputa pelo poder não tem hora nem preço. 

Impunidade

Mais de uma década que aconteceu a Operação Gabiru e ninguém viu até agora ninguém na cadeia. É como disse o jornalista Odilon Rios: em Alagoas, o crime compensa.

Risco de Almeida

A eleição para prefeito de Maceió está se afunilando e o deputado Cícero Almeida precisa correr para saber, definitivamente, sua situação eleitoral em outubro próximo. Ele anda preocupado e tenta justificar que nada lhe impedirá de sair candidato a prefeito. Respondendo a processos da Máfia do Lixo, da Taturana e de infidelidade partidária, o ex-prefeito tanto pode ser absolvido como pode ser condenado e ficar inelegível, mas ele não acredita nisso.

Basta recordar que, em 2012, o então candidato Ronaldo Lessa respondia a processo e, já na prorrogação, foi impedido de sair candidato pelo Tribunal Superior Eleitoral. Montar uma estrutura política, fazer composições, escolher o vice e morrer na praia, com certeza não está nos planos de Cícero Almeida.

Mas como a justiça tarda, mas não falha, como diz o velho ditado, nada melhor do que Cícero Almeida apressar o passo. Afinal de contas os processos correm na Justiça e de uma hora pra outra sai uma decisão. A favor, ou contra.

Meia volta

As conversas de bastidores indicam que o deputado federal Marx Beltrão deu meia volta no seu projeto de apoiar Cícero Almeida para prefeito de Maceió. Observou que ali não era sua praia, principalmente pelo currículo do ex-prefeito de trair as pessoas politicamente. Beltrão já demonstrou que prefere ficar com Rui Palmeira, que não tem duas conversas.

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