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19 de Novembro de 2018

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Edição nº 869 / 2016

01/05/2016 - 19:13:00

Repórter Econômico

JAIR PIMENTEL

A riqueza do Brasil

Apesar da recessão econômica, a crise política e o zika virus, o Brasil continua sendo uma potência mundial no agronegócio. Mais uma vez vai registrar uma safra recorde em soja e  quase recorde em milho. Tem ainda a maior produção e exportação em café e cana-de-açúcar, enquanto os criadores de gado, porco e frango comemoram mais aumento nas exportações desses produtos. O mundo precisa comer e o Brasil está se sustentando na agricultura e pecuária. Os dados são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgados na semana passada. 

Esse setor, que oferece um exemplo raro globalmente, tem no País uma estratégia diferente  dos demais. A partir da década de 1990, reduziu subsídios agrícolas e eliminou impostos de exportação, enquanto ampliava o investimento em pesquisa agrícola Os produtores responderam com uma rápida expansão da área cultivada e uma onda de investimentos que os colocou entre os mais eficientes do mundo. Outra importante estratégia apontada é a desvalorização do real perante o dólar, o que garantiu bons resultados na balança comercial, que continua crescendo. 

Mais expansão

A China, que vem enfrentando queda em seu PIB (sempre foi o que mais crescia), já anunciou que vai continuar comprando produtos brasileiros, não só do agronegóicio, como de minério de ferro, outro produto em que o Brasil é campeão mundial em produção. 

O lado de cá

O que o governo precisa mesmo, e com urgência, é investir em infraestrutura. É construir ferrovias para o escoamento da produção e exportação, já que o centro produtivo fica distante do mar e precisa ser escoada com rapidez. Esse meio de transporte é mais barato não só para o produtor, mas também tornaria os preços dos produtos exportados mais baixos e competitivos. 

Saída para recessão

Presidente do Sebrae comenta queda do PIB e reforça a importância de, a curto prazo, facilitar acesso de micro e pequenas a financiamento. A queda de 1,7% do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre repercutiu em todos os setores da economia. Para os pequenos negócios, a solução no curto prazo é a concessão maior de crédito. A opinião é do presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, para quem, na ausência de crédito, a crise afetará ainda com mais força as micro e pequenas empresas. Ele lembra que, apesar de ainda manter saldo positivo de 70 mil empregos em 2015, nos últimos dois meses os pequenos negócios mais demitiram do que contrataram.

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