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22 de Setembro de 2018

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Edição nº 869 / 2016

01/05/2016 - 19:11:57

Era uma obrigação

Jorge Morais

Semanalmente, a gente opina nos artigos do Semanário EXTRA, basicamente sobre política. É a crise no Governo Dilma; é o início do pedido de impeachment, autorizado pela Câmara dos Deputados; é o afastamento da presidenta da República, enquanto dura o processo na comissão de admissibilidade no Senado da República, com a provável aprovação em sua votação final pelo plenário da Casa; são as operações deflagradas pela Polícia Federal, que parecem não ter fim; as decisões sérias e duras do juiz Sérgio Moro, e por aí vai.

Como se não bastasse tudo isso, ainda falamos do processo eleitoral que se aproxima com a eleição para prefeitos e vereadores em todo o Brasil. Morando em Maceió, não poderia falar ou escrever sobre outra cidade que não fosse a minha. Isso já foi feito, analisando, inclusive, possibilidades e acordos, tudo dentro do que imaginamos ser possível acontecer.

Então, como nem eu mesmo aguento falar ou escrever sobre os fatos acima exemplificados, pelo menos no momento, e acredito que você também esteja cansado de tudo isso, uma vez que, seja na grande mídia ou nos pequenos veículos de comunicação, o assunto é sempre o mesmo, resolvi opinar sobre o futebol alagoano auxiliando, assim, a página de Esporte feita pelo jornalista João de Deus.

 E qual é, então, o tema? A decisão do Campeonato Alagoano de Profissionais que está chegando ao seu final, depois de quase quatro meses de iniciado. Apesar da proposta de se extinguir as competições estaduais, pelo menos é o que pensam alguns dirigentes ligados à CBF, os campeonatos locais ainda alimentam a rivalidade entre as torcidas e o próprio esporte.

Acabar com os estaduais é aumentar o desemprego, desde o vendedor ambulante aos profissionais de campo – técnicos e jogadores -, sem esquecer que o mercado da comunicação também sai no prejuízo. Sem os campeonatos, todos esses segmentos também sofrem e até morrem nos seus objetivos. A ideia é ruim para todo mundo. Competições regionais e nacionais não atendem a expectativa de todos. Muita gente sobra nesse processo. Não existe espaço para todo mundo.

Dito isto, voltemos ao tema da decisão do Campeonato Alagoano. CSA e CRB iniciam nesse final de semana a grande decisão. São os dois melhores times de toda a competição, sem nenhum favor, inclusive com o CSA chegando a esse momento com, apenas, uma derrota em 20 jogos disputados. Dessa vez, não existe nenhum questionamento quanto a isso. Não existe a história de que a decisão será entre times com o menor número de pontos em relação a outros que possam ter se destacado.

No CSA, a diretoria se dá por satisfeita em conseguir o tão sonhado calendário. A Série D, em 2016 e 2017, as Copas do Nordeste e do Brasil do próximo ano. O CRB, que já tem a Série B, em 2016, também garante as mesmas competições, em 2017. Então, vamos à decisão em dois jogos – dias 1º e 8 de maio -, que pela rivalidade, o número de títulos de cada um e pelo histórico, em Alagoas, independe do que tenha conquistado. O jogo é para valer e será sempre assim dentro de campo entre CSA e CRB.

Finalizando, quero me reportar ao título desse artigo: “Era uma obrigação”. O treinador do CRB, Mazola Júnior, andava muito calado ultimamente. Até para a surpresa de muita gente, pois ser educado e respeitar os outros não é muito dele. Pois bem. Com a classificação para a decisão, o treinador disse o seguinte: “Deixaram chegar, agora vão ter que aguentar”. Gostaria de dizer ao treinador que, em Alagoas, o CRB chegar a uma decisão é obrigação, fruto do alto investimento financeiro, da sua grandeza e do respeito que merece. Mazola, em relação a CSA e CRB, ninguém deixa chegar.    

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