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Edição nº 868 / 2016

08/05/2016 - 19:41:58

Dilma, renuncia que é melhor…

Jorge Morais

Com a autoridade e liberdade de quem não votou na Dilma Rousseff em nenhum dos dois mandatos, acho que posso aconselhar a presidenta a procurar o caminho da renúncia, não que esteja antecipando o resultado da votação pelo Senado da República, que pode ser favorável ou não ao impeachment, mas porque ela não tem mais a menor condição de continuar governando o país, por falta de uma gestão administrativa e política, seja qual for o resultado.

Digo isso com base na triste realidade econômica do Brasil e da crise que se abateu sobre todos os brasileiros. O país parou, literalmente, com o aumento da inflação, do desemprego, pela falta de atendimento na saúde, com as escolas praticamente paradas e os empresários fechando suas portas pela queda nas vendas. Quando não, demitem os colaboradores e não têm dinheiro para pagar as indenizações.

O Brasil é um caos geral, seja na sua condução econômica ou política. Por isso, acho que a presidenta Dilma Rousseff deve renunciar, para o seu próprio bem e para o bem de todos. Para uma pessoa que recebe uma gorda aposentadoria – em torno de 25 mil reais – fruto do reconhecimento do Governo e da justiça, pela perseguição política, dos muitos anos de exílio e dos prejuízos políticos, não deveria passar por tanto sofrimento e sacrifício, com problemas sérios de saúde.

O que poderia ser melhor para Dilma Rousseff, hoje? Se recolher em sua casa, ficar ao lado da família e cuidar dos netos. Dilma precisa de paz, não de problemas, o que ela vai continuar tendo se ficar insistindo em governar o Brasil, levando esse gigante para o fundo do poço, com uma situação de extrema gravidade, ingovernável sob todos os aspectos, próximo da baderna, da desordem institucionalizada, como ocorreu em 2013/2014.

Acho, sinceramente, que ficar dizendo que é golpe, ficar reclamando da classe política e que não cometeu nenhum crime, não ajuda em nada. As pedaladas da Dilma Rousseff não são coisas inventadas. A Dilma enganou a Nação quando fez uso do dinheiro de bancos privados para sustentar os programas criados, como Bolsa Família e outros, sem autorização prévia.

Continuar dizendo que isso não foi golpe, já é um golpe dela, do Partido dos Trabalhadores e dos poucos partidos aliados, como PSOL, PC do B e, individualmente, alguns políticos interesseiros, de olho nos cargos que serão distribuídos pela presidenta caso se sustente no cargo, o que acho difícil. Ninguém consegue engolir e digerir esses enganadores e oportunistas do Poder.

A situação não tem outro discurso. Dizer que o impeachment é golpe já cansou. Se isso ainda é possível, Dilma Rousseff e seus aliados precisam, urgentemente, procurar outro discurso. Vai ser mais fácil ou difícil no Senado da República? Não tenho como responder. Os deputados federais derrotados prometem continuar brigando até as últimas, inclusive com ameaças que podem vir das ruas, o que é muito perigoso para a democracia.  

Como o Brasil está parado, não se sabe o que pode acontecer. Se de um lado Dilma Rousseff e seus aliados acreditam que o impeachment é um golpe na democracia, a maior parte da população exige e vai às ruas com um pensamento diferente, que não existe golpe, que o impeachment é a saída, mesmo que, com qualquer presidente no Palácio da República, ainda vamos sofrer muito até voltarmos à normalidade e ao ritmo normal de crescimento. Por isso, para não demorar, renuncia Dilma, que é melhor.  

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