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Edição nº 867 / 2016

08/05/2016 - 19:24:04

Jorge Oliveira

Hospício que virou circo

Jorge Oliveira

Colorado, EUA - Lembro-me que meses antes da reeleição do Lula, uma pesquisa publicada pelo Ibope constatava que o brasileiro dava pouca importância à corrupção. Dizia claramente que o politico desonesto não influenciava no seu voto. Pois bem, quase dez anos depois, boa parte desses brasileiros continua coerente com as suas declarações aos atuais pesquisadores do instituto. Que coisa admirável, que povo determinado. Mesmo depois de toda essa lambança do PT, mais de 23% da população votariam no Lula se as eleições fossem hoje. Repito: que coisa admirável, que povo determinado que não abandona seu ídolo, seu messias, o Deus de todos os pobres. Que coisa admirável!

Desconfio que entre esses entrevistados que querem a volta do Lula evidentemente estão os intelectuais e os artistas beneficiários dos incentivos fiscais que foram ao Palácio do Planalto apoiar a Dilma. Mesmo que não aprovem o governo dela, como disse “sabiamente” a atriz Letícia Sabatella para delírio da plateia. Mas não se espante gente, esse pessoal apoia o PT porque não quer ver a sua “democracia” em perigo. Isso mesmo, a democracia emporcalhada, corrompida e destroçada por uma gangue que se apossou do país e não quer largar o osso. O povo que se lixe, a democracia é deles, apenas deles.

Falam em democracia como se eles tivessem descoberto o regime, a palavra, a forma de governo. Fecham os olhos e tapam o nariz para a sujeira, os escândalos, a desonestidade e os malfeitos da quadrilha chefiada por Lula e Dilma. Não querem enxergar, por exemplo, que a corrupção, o maior malefício de uma sociedade, empobrece ainda mais a camada mais miserável do povo; deixa faltar comida na mesa do trabalhador, remédios nos hospitais, escolas, provoca mais violência, marginaliza os desempregados e emperra uma geração. 

Não, não passa pela cabeça desses energúmenos que esta década perdida só vai se recuperar com mais outra década. Os 23% que pedem a volta do Lula certamente são aqueles que não precisam mais trabalhar, mas mesmo assim gostam de mamar nas tetas do governo. Formam, na verdade, a elite escorraçada pelo próprio Lula que a despreza, mas a venera quando é para salvar a própria pele. 

Fico realmente estupefato quando vejo na mídia um cara como o Chico Buarque de braço dado com a corrupção, aparecendo em palanque público para defender o indefensável, um governo que apodrece a céu aberto para mais de 90% da população. De que lado estão caras como ele? Será que não enxergam, como a maioria do povo brasileiro, que este governo é incompetente, incapaz, corrupto e nocivo ao povo? Ou será que ainda querem tirar um pedacinho do que sobra para rechear suas contas lá fora independente de saber se o brasileiro ainda tem ou não comida na mesa para seus filhos.

A quadrilha

Acompanhar a quadrilha petista sob o pretexto de que está defendendo a democracia é tentar escamotear descaradamente a conivência com corrupção. É ignorar que a Dilma está usando bilhões do dinheiro público para comprar os votos e a omissão dos deputados para se livrar do impeachment. É enxergar a delinquência com olhos benevolentes. O povo brasileiro, que se influencia por essas pessoas, está abandonado por esses ídolos de papel que preferem as benesses das estatais à defesa do patrimônio público e o respeito aos valores morais da sociedade.

Cara de pau

O Edinho Silva – aquele que ganhou um cargo de ministro para não ser preso – mostrou-se indignado com a delação premiada do dono da Andrade Gutierrez. Otávio Marques de Azevedo contou à justiça que as campanhas de 2010 e 2014 da Dilma foram feitas com milhões de reais roubados da Petrobras e das obras da hidrelétrica de Belo Monte. Edinho, homem de confiança da Dilma, de quem foi tesoureiro de campanha, disse que o depoimento do dono da construtora “é uma peça de ficção”. Isso mesmo, o chefão de uma das empreiteiras mais ricas do Brasil inventou ao dizer que financiou a campanha em que ele, Edinho, era o tesoureiro. Ora, ora, não é a primeira vez que a Dilma e o Edinho são citados por delatores como beneficiários de propinas.

Desfaçatez 

Edinho, porém, se defende como um sujeito acima de qualquer suspeita. “Não tem lastro na verdade”, diz o ministro da Comunicação Social enquanto ainda goza de fórum especial, já que seus dois comparsas José Vaccari Neto e Delúbio Soares foram condenados por formação de quadrilha. As declarações de Edinho são hilárias, mirabolantes, surreais, quando se sabe que passaram pelas suas mãos milhões de reais para a campanha da sua chefa. Para escapar das grades, quando as investigações bateram à sua porta, o Lula exigiu que a Dilma o nomeasse ministro. Ou seja, para ser ministro no governo da Dilma não se exige qualidade nem qualificação do candidato. O governo Dilma virou um depósito de delinquentes recheado de ministros incompetentes. Se você duvida, veja o que está acontecendo com o PMDB: alguns ministros fisiológicos insistem em permanecer no cargo mesmo depois do partido ter chutado o pau da barraca.

Vulnerável

Para defender a chefa, vale qualquer coisa. Vale, inclusive, que o ministro Edinho vocifere contra o STF e o Ministério Público, acusando-os de fazer divulgação seletiva para embananar o processo político. O tribunal está tão vulnerável que esse senhor, envolvido em falcatruas, também aproveita para tirar a sua casquinha e destilar ódio contra a Corte. Aliás, as declarações dele parecem não ofender o egrégio tribunal, que ainda mantém sob sigilo o depoimento do dono da Andrade Gutierrez. O ministro Teori é da tese que não se deve divulgar a delação do empresário por enquanto, ao contrário do que pensa o juiz Sergio Moro que, mais de uma vez, já disse que população tem o direito imperativo de conhecer detalhes do esquema que dilapidou o patrimônio do brasileiro. Em outras palavras, Moro quer dizer que não se deve acobertar bandidos sob pena de conivência com o crime.

Assaltantes

Edinho, Lula e a Dilma, o trio que chegou ao poder assaltando os cofres públicos, ainda vão dar muito trabalho ao país. Escudado em fóruns especiais que lhe dá o direito de responder por seus crimes apenas no STF, o governo está usando o dinheiro do contribuinte para comprar parlamentares (R$ 400 mil para os ausentes e R$ 2 milhões para os que votarem contra o impeachment) e coagir testemunhas enquanto permanecem no poder. É uma vergonha saber que a presidente abriu as torneiras para comprar deputados e senadores venais que não fazem jus ao voto que tiveram nas suas bases. Alheia a esse balcão de negócios, a Justiça faz vista grossa, enquanto a nação está paralisada e a economia destroçada porque é um país administrado por uma esquizofrênica, como revelou a revista IstoÉ.

Unam-se

Mas ainda existe uma saída para o Brasil, uma luz, mesmo que tênue, no fim do túnel. O povo precisa ir mais às ruas, sair de casa. No mundo todo, as mudanças sociais só ocorreram com a sociedade organizada combatendo a corrupção e a injustiça social. Portanto, unam-se e se fortaleçam para derrubar essa corja que se instalou no País.    

Maria Louca

É lamentável ver que a Dilma, no papel de Maria Louca, armou um circo dentro do Palácio do Planalto, onde repete insistentemente, como uma tresloucada, as mesmas frases de sempre de que tirá-la do poder é golpe, como se alguém estivesse ferindo de morte as instituições. É nesse circo que ela convoca artistas e intelectuais brasileiros para encenar suas peças dentro do Palácio do Planalto, o hospício que hospeda hoje os mais periculosos doentes mentais do planeta.


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