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26 de Setembro de 2018

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Edição nº 867 / 2016

08/05/2016 - 19:22:22

Gabriel Mousinho

Hora de decisão

Gabriel Mousinho

A política brasileira não será a mesma depois da decisão da Câmara dos Deputados no próximo domingo, quando os parlamentares decidirão se aprovam ou não o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff e que colocará nas mãos dos senadores o destino do Brasil.

Fazia tempo, desde o governo Fernando Collor, que o país não passava por momentos tão delicados. Com uma economia destroçada, com a inflação às alturas e o desemprego rondando a porta de todos os brasileiros, chegou a hora de se tomar uma decisão dura, mas que não poderia mais está sendo empurrada com a barriga.

Enquanto o governo afirma que destituir a presidente eleita com mais de 54 milhões de votos, é golpe, a oposição insiste no crime de responsabilidade. Se a situação do Brasil fosse diferente, talvez o mandato da presidente fosse preservado. Mas com a economia em frangalhos, dificilmente o governo sairá desta encrenca. Mas o vice terá força política suficiente para colocar o país nos trilhos? Essa é a pergunta que os brasileiros se fazem todas as horas e em todos os momentos.

O passo que será dado pela Câmara dos Deputados nesse domingo, com certeza levará o Brasil a novos rumos. Os deputados é que darão o pontapé inicial e terão a grande responsabilidade de decidir o que será melhor para o país. Pelo menos é o que espera todo o povo brasileiro.

Que os interesses do país estejam acima dos interesses pessoais.

Mantendo a palavra

O senador Benedito de Lira não titubeou ao comentar sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Ele disse que não é homem de duas palavras e, se o processo chegar ao Senado votará contra o impeachment. 

 Pés no chão

O prefeito Rui Palmeira afirma que não adianta conceder um reajuste ao servidor municipal se o município não tem condições de honrar. Palmeira deu como exemplo o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul, onde os salários estão sendo parcelados devido a grande crise financeira. O prefeito também está preocupado com a queda na arrecadação do IPTU e por isso mesmo não pode arriscar em aumentar as despesas e não ter condições de honrá-las. Por isso pede a compreensão dos servidores municipais.

JHC x Renan

O deputado JHC não perdeu a oportunidade e, ao discursar na Comissão do Impeachment, fez críticas fortes ao presidente do Senado, Renan Calheiros. Pelo entendimento político, onde Renan estiver JHC estará do outro lado.

Durou pouco

O entusiasmo do governador Renan Filho numa entrevista semana passada sobre a diminuição de assassinatos, durou pouco. Somente no final de semana mataram oito em Maceió. A maioria morreu de tiros e um deles, Micael Gomes de Lima, de 20 anos, foi trucidado com nove balaços.

Às traças

A área de segurança pública com certeza precisa melhorar e muito. A delegacia de Colônia de Leopoldina foi interditada pelo juiz da comarca por falta de segurança, de alimentação para os presos, higiene, ventilação e luminosidade. 

Pé esquerdo

O comandante da PM, coronel Lima Júnior não deu sorte nos primeiros dias de secretário de Segurança Pública. A bandidagem matou policiais, assaltou soldados do Batalhão de Trânsito e os assassinatos aumentaram.

Apostando tudo

O deputado Cícero Almeida está apostando todas às fichas no senador Renan Calheiros. Acha que ele será o divisor de águas na sua candidatura a prefeito. Esquece que Renan, na capital, ainda não ganhou uma eleição em Maceió.

Fiasco

A reforma que o governador disse que iria fazer no secretariado foi pífia. Ele fez um alarde com sua ´´escolinha´´, deixou todo mundo na expectativa e terminou trocando seis por meia dúzia. Terminou acomodando parceiros políticos cujos desempenhos, na opinião de assessores palacianos, sempre perseguiram a nota zero.

Situação ruim

Com uma dívida de 500 bilhões de reais no exterior e que se vence em 2020, empresas brasileiras sentirão dificuldades de renegociar seus débitos. A falta de confiança no governo e de lideranças aumentam as preocupações. Se o vice Michel Temer assumir já entra em campo bichado, com as companhias de Eduardo Cunha e Romero Jucá, presidente em exercício do PMDB, também envolvido em denúncias na Lava Jato.

Aperto geral

Sem dinheiro roubado da Petrobras, alguns partidos vão ter muitas dificuldades para encarar eleições gerais como sugeriu o senador Renan Calheiros. Agora vamos ver quem tem mesmo voto, comentou um velho conhecido político alagoano.

Coragem

O deputado Givaldo Carimbão teve muita coragem ao declarar seu voto na Comissão do Impeachment que terminou aprovando o parecer do relator. Liberou os seis deputados para votar livremente, mas assegurou lealdade à presidente Dilma Rousseff votando com o governo.

Questão de tempo

Os alagoanos estão de olho nos deputados que votarão no próximo domingo sobre o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O caldeirão já está fervendo e a pressão tem sido grande sobre os parlamentares. É o jogo político, que a população daqui a alguns dias esquece quem votou a favor ou contra.

Carga total

Achando pouco o aumento de impostos nos seu primeiro ano de governo, Renan Filho encontrou outro segmento para sangrar sem dó nem piedade. Reduziu em 10% os incentivos fiscais para todas as empresas, o que irá dificultar novos investimentos no Estado.

De mal a pior

Quem precisou ser atendido emergencialmente no último final de semana, inclusive em setores particulares, viu o quanto anda a saúde em Alagoas. Na Unimed, por exemplo, parecia o Hospital Geral, com gente por todos os cantos e ainda por cima faltando lençóis para os pacientes. 

Senador interfere

O senador Renan Calheiros conseguiu abortar a convocação do prefeito de Boca da Mata, Gustavo Feijó, para depor na CPI do Futebol, dirigida pelo colega Romário Farias. Mais cedo ou mais tarde Feijó vai ter que explicar como fez a mágica de gastar um pouco mais de 100 mil reais na sua campanha declarada à Justiça Eleitoral e ter a suspeita de ter recebido somente na CBF a bagatela de 600 mil reais.

Pode cair

Dependendo do que Feijó disser na CPI, futuramente, o mandato dele pode ficar comprometido se não comprovar a origem do dinheiro recebido e consequentemente sua declaração ao TRE. O prefeito de Boca da Mata vai ter que encontrar um bom motivo para justiçar o recebimento da grana.



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