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Edição nº 867 / 2016

08/05/2016 - 19:14:00

Começaram as articulações

Jorge Morais

Mesmo faltando alguns meses para as convenções partidárias, os presidentes das diversas siglas partidárias já estão se articulando para os fechamentos de seus grupos próprios e já pensam nas possíveis coligações. Em Maceió, não é nada diferente e, além dos conhecidos “chapões” normalmente formados, os chamados nanicos também já se articulam para emplacar seus candidatos.

Em relação às candidaturas majoritárias (prefeitos), ensaiam-se quatro nomes de peso: Rui Palmeira (PSDB), que vai para a reeleição; Cícero Almeida (PMDB), candidato do Palácio do Governo do Estado de Alagoas; João Henrique Caldas (PSB); Regis Cavalcante (PPS); além dos eternos PSTU, PSOL e outros pequenos partidos, como o novato Partido Trabalhista Cristão (PTC), com um comando de peso no estado na pessoa do senador Fernando Collor de Mello.

Se esses nomes forem mesmo confirmados para o pleito eleitoral de outubro próximo, quem levaria vantagem? Todo político é um analista quando avalia a chance de seus candidatos. Ninguém, antecipadamente, acredita em derrota. Até que provem o contrário, todos estão eleitos para uma só vaga. Em qualquer conversa com os candidatos, você sai convencido de que não tem perdedor nesse processo.

Ao pé da letra, quem está no poder sempre leva uma vantagem, por pequena que seja, sobre os demais. Rui Palmeira, oscilando na avaliação dos maceioenses, faz uma administração que considera positiva, com obras na periferia e na área nobre da cidade. No entanto, foi complicado (continua sendo) o seu relacionamento com o funcionário público municipal, que reclama dos baixos índices de reajustes salariais oferecidos pelo prefeito.

Dizem que 70% por cento dos funcionários da Prefeitura de Maceió prometem trabalhar contra a reeleição de Rui Palmeira. Em relação ao potencial do voto, isso representaria em torno de 45 mil eleitores/familiares descontentes com a política implantada, o que representa um número bastante expressivo em se tratando de uma eleição difícil e com resultados apertados em relação aos candidatos que se apresentam hoje.

Por outro lado, quem não vota ou é contra o prefeito Rui Palmeira vai ter que dividir a sua preferência eleitoral entre candidatos oposicionistas, teoricamente fortes, com redutos e apoios importantes, como JHC, Almeida e Regis. Dividindo a oposição é melhor ou pior para Rui Palmeira? Essa é a pergunta que vem sendo feita, diariamente, entre aqueles que acompanham o prefeito.

Nessa hora, deve ser levado em consideração que Cícero Almeida deverá contar com o apoio do senador Renan Calheiros e do governador Renan Filho, pelo menos até hoje, e que vão pesar bastante nessa balança. Do lado oposicionista também vem João Henrique Caldas, que conta com a simpatia da juventude, fruto das brigas com seus colegas em plenário e o trabalho de mídia e marketing quando deputado estadual, mesmo que seu atual mandato de deputado federal esteja muito longe daquele JHC que ficou conhecido e famoso até pouco tempo. E Regis Cavalcante vai tentar surpreender como a única oposição de verdade no pleito. Pelo menos é nisso que vai apostar.

É claro que estamos ainda a cinco meses e meio, pelo menos, para o dia da eleição. Como ninguém é besta nesse processo todo, e o mais tolo tira leite de vaca pintada na parede, ganha a eleição quem tiver mais fôlego, discurso e equipe. É esperar o resultado disso que ainda está longe.    

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