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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 867 / 2016

08/05/2016 - 19:11:25

Pedro Oliveira

Violência no trânsito Educar hoje para preservar amanhã

Da redação

A cultura de combate à violência no trânsito no Brasil é equivocada e primariamente amadora. As estatísticas são maquiadas e os índices não cedem, ao contrário do que se divulga nacionalmente. 

Acidentes no trânsito são a terceira causa de morte no mundo, ficando atrás apenas das doenças cardíacas e câncer. Com base nas estatísticas, a Organização Mundial da Saúde iniciou, em 2011, a década das ações contra acidentes no trânsito.

A previsão, caso nada seja feito, é que em 2030 os traumas de trânsito se transformem na primeira causa de morte no mundo, com 2,4 milhões de óbitos por ano.

Os governos e órgãos de trânsito gastam muito dinheiro investido erradamente, sem atacar efetivamente a fonte principal do problema: a educação.

Campanhas caras, mídias em veículos de comunicação e redes sociais com resultados práticos com pouca ou nenhuma eficiência.

 “Se beber não dirija”, “seu carro é uma arma”, “bebeu passe a chave”. São alguns dos apelos midiáticos que não são absorvidos por adultos e jovens, que continuam sendo estatísticas de mortes e invalidez por conta de acidentes de trânsito.

Hoje já existe até aplicativos nas redes sociais para alertar motoristas alcoolizados da presença de blitz da “Lei Seca”, o que é um absurdo crime. Qualquer um pode baixar este aplicativo em seu celular e sair por ai bêbado e ameaçando vidas. O que o poder público faz para combater? Absolutamente nada.

Apesar das tentativas frustradas e campanhas alertando, os

Só pela Educação é possível

Embora não se dê a importância devida, está comprovado que o grande e eficaz instrumento de combate à violência no trânsito é através da educação nas escolas, com crianças na primeira idade até a adolescência, Formando cidadãos conscientes e os transformando em agentes propagadores do combate ao trânsito violento.

Enganam-se os que imaginam que legislação rigorosa, multas em abundância e caras e punições severas irão contribuir para a diminuição das alarmantes estatísticas de acidentes. O único veículo de conscientização será sempre a educação na escola, à qual estão obrigados os governos que não obedecem e ficam a observar e lamentar o caos.

Do Piauí uma lição para o Brasil

Pesquisando sobre o tema e através de um amigo diretor do Grupo Meio Norte de Comunicação (Teresina/PI), o jornalista alagoano José Osmando, estando na capital piauiense, fui conhecer um projeto de Educação de Trânsito nas Escolas digno de ser mostrado ao país com resultados práticos surpreendentes. Lá os órgãos de trânsito se juntaram à rede escolar e aos veículos de comunicação e adotaram um projeto inovador e eficiente implantado em escolas públicas da capital. O caráter da campanha “Viva. Não Mate. Nem Morra” é educativo e tem como principal conteúdo o respeito à postura dos condutores de veículos que prezam pela direção defensiva e o respeito à sinalização e demais preceitos estabelecidos pelo Código de Trânsito Brasileiro.

A parceria com as escolas da rede estadual já mobilizou centenas de estudantes empolgados com a ideia. Todo o mês uma escola é escolhida para participar em cada bairro e região de Teresina. Na prática, a campanha transformou as blitze em verdadeiras “aulas vivas” sobre educação no trânsito, que adota práticas inovadoras, que são, de fato, no meio do povo.

A prefeitura também criou o Prêmio Cidade de Teresina de Educação no Trânsito, que tem como objetivo estimular crianças, jovens, educadores, profissionais de comunicação, escolas e ONGs a refletirem sobre o comportamento dos usuários no trânsito.

Se todos seguissem este exemplo com certeza as estatísticas poderiam ser mudadas e muitas mortes evitadas. Está provado que o caminho não é multar e punir, mas educar começando pelas crianças nas escolas e formando cidadãos. Pena que nem todos pensam assim.

Jogando a toalha

Nesta sexta-feira, faltando dois dias para a votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o Palácio do Planalto já não contabiliza esperança alguma e admite que vai sofrer uma mortal e irreversível derrota. Até ontem (quinta-feira) a contabilidade governista feita pelo núcleo que envolve a presidente e seus cientistas políticos tinha a fatídica previsão de contar com no máximo 148 votos, depois da debandada final desta semana, faltando 23 votos para barrar o impedimento. Coisa considerada impossível quando há inclusive a previsão de novas traições nas próximas 48 horas.

A contabilidade em números

Segundo a matemática do governo, o quadro hoje estaria assim em termos de votos no plenário (8 do PSD, 3 do PSB, 17 do PR, 9 do PP, 5 do PTB, um do PFL, um do PEN, um do PT do B, dois da Rede, um do Pros, 6 do PTN, 2 do PHS, 10 do PC do B, 61 do PT, 6 do Psol e 15 do PDT). Faltariam então os 23 votos necessários para evitar o impeachment.

Não adiantaria mais os antes cobiçados cargos e milhões em dinheiro, até porque os deputados já não mais confiam no governo ou diretamente na presidente para honrar qualquer compromisso.

O peso de Maurício Quintella

Da bancada alagoana que decepcionou em sua maioria o eleitorado local, pelo menos até agora, merece destaque e teve repercussão na imprensa nacional positivamente a postura assumida pelo deputado Maurício Quintella.

Na prestigiada coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, o assunto está assim pautado: “A decisão do deputado Maurício Quintella (PR-AL) de sair da liderança de seu partido e declarar apoio ao impeachment foi a senha para que o governo entendesse que estava aberta a porteira para a debandada das legendas que tinham prometido apoiá-la. Quintella é um dos melhores amigos de Ciro Nogueira, presidente do PP, que um dia depois seguiu o mesmo caminho”.

Muito bem na fita

Sem entrar no jogo sujo da negociação petista, cortejado por Dilma, o farsante Lula e a trupe governista, Maurício Quintella não cedeu aos encantos, mesmo lhe sendo oferecido um ministério e outros tantos afagos por sua adesão. Ficou firme e teve duas importantes conquistas: a credibilidade de seus eleitores alagoanos, que naturalmente vai crescer muito diante do fiasco de seus colegas de bancada, e um forte cacife para o próximo ocupante do Palácio do Planalto, seja lá quem for.

Uma Assembleia doente II

Na semana passada falei sobre mais um escândalo que se avizinha ou já mora na Assembleia Legislativa de Alagoas com relação ao volumoso número de deputados “doentes” e a convocação de seus respectivos suplentes, num claro e afrontoso jogo político sujo e criminoso. 

O Movimento de Combate à Corrupção – MCCE/AL resolveu entrar com uma representação no Ministério Público Estadual para que seja investigado o caso.

Segundo a coordenação do movimento, o mesmo caso já foi alvo de denúncia em 2012, quando se fazia o pedido de reiteradas licenças, também pelo prazo de 121 dias e com isso havia um rodízio de parlamentares, principalmente no  período de pré-eleições municipais.

Resta esperar que o Ministério Público e o Conselho Regional de Medicina entrem em ação na medida da cobrança da sociedade mais uma vez indignada.

Alagoanos anotem

Domingo o bom alagoano deve ficar com papel e caneta à mão. Anotar o voto de cada deputado na histórica sessão que julgará o impeachment da presidente petista e guardar. Na próxima vez em que ele for candidato pegue esta anotação e dependendo do voto que ele deu esfregue o papel em sua cara suja e mande ele para aquele lugar devido. Se ele não comparecer merece o mesmo desprezo, ou maior porque além de tudo é um covarde.

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