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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 867 / 2016

15/04/2016 - 06:24:41

Votação acontece neste domingo no plenário da Câmara

Maioria da bancada alagoana é a favor do impedimento de dilma

DA REDAÇÃO
O impeachment de Dilma marca o fim de uma era marcada pelo maior esquema de corrupção já visto no País

Nos dias que antecedem a votação do impeachment da presidente Dilma Rosseff o assunto não sai da boca do povo e as divergências acontecem em casa, na escola, na rua, nas redes sociais e até em rodas de amigos. A criatividade corre à solta e até bolão “democrático” foi aberto por um grupo de deputados da oposição que apostam no afastamento de Dilma. As apostam custam R$ 100 e se referem ao placar de domingo (17), quando acontece a decisão final da Câmara sobre o processo. Quem acertar integralmente o resultado leva a bolada. Brincadeiras à parte, o assunto é sério e muitas águas devem rolar até a hora da decisão. E o adágio “quando o navio está afundando, os ratos são os primeiros a sair” nunca esteve tão atual. O PP, partido que se tornou a maior legenda da base aliada depois da saída do PMDB, também abandonou o barco e agora apóia o impeachment de Dilma. Quem também fechou questão e vota contra Dilma é o PRB, que tem 22 deputados.  Mas a sujeira na política no País vai além do impedimento da presidente Dilma. 36 deputados da comissão estão encrencados e respondem a processos na Justiça. Já os contrários ao impedimento,  Dilma os consideram “heróis da democracia” e garante que vai lutar até o fim.  E nessa luta de 13 anos, o PT encontra-se envolvido em corrupção, sofre ameaça de impeachment e leva o Brasil a uma de suas maiores crises econômica, social e moral.

PAINEL

O Movimento Brasil livre em Alagoas tem atuado e alertado as pessoas sobre o voto de cada deputado alagoano em relação a votação do impeachment da presidente Dilma. Na semana passada, foram espalhados painéis com as caras dos parlamentares e o respectivo posicionamento. A ideia surtiu efeito e alguns mudaram de opinião e, agora, são favoráveis ao afastamento da presidente. É o caso de Cícero Almeida e Arthur Lira que estavam indecisos e resolveram votar pelo afastamento. Até a quinta-feira, 14, dos nove deputados federais, a dúvida recai apenas em Marx Beltrão (PMDB) que garantiu que já decidiu.

O posicionamento da bancada alagoana está praticamente definido e cada parlamentar tem sua justificativa para definição do voto. Estão a favor do impeachment João Henrique Caldas-JHC- (PSB); Arthur Lira (PP); Cícero Almeida (PMDB) e Pedro Vilela (PSDB). Quem deve compor esta ala é Marx Beltrão (PMDB). Três deputados ficaram ao lado de Dilma. O companheiro Paulão (PT), Ronaldo Lessa (PDT) e Givaldo Carimbão (PHS).

Durante a semana, aconteceram bate-bocas, acusações e explicações entre os deputados alagoanos. Ronaldo Lessa (PDT) passou boa parte do tempo em cima do muro por achar que “o impeachment de Dilma vai trazer grandes prejuízos à esquerda no Brasil, e ele não gostaria de contribuir com isso”. E com essa fala, decidiu pelo apoio à presidente.

Maurício Quintella Lessa e Paulão baixaram o nível e partiram para o ataque. O petista disse que “Quintela é traidor contumaz” e Quintella retribuiu com a mesma moeda ao afirmar que Paulão “é um petista agarrado às sombras de um poder que vai virar pó no domingo”. Já JHC quer reunir a bancada alagoana para debater o impeachment. Carimbão, por sua vez, disse que “depois de 20 anos como deputado federal, sendo quatro anos na oposição ao governo FHC e 13 apoiando os governos de Lula e Dilma, votar a favor do impeachment seria rasgar a minha biografia”.

Cícero Almeida garantiu: “Nunca estive indeciso. Voto a favor do impeachment”. Mas se esqueceu de que na semana passada falou ao jornal o Estado de São Paulo que não defendia o impedimento da presidente. Arthur Lira tratou logo de se definir e dizer que vota com o partido. “Voto favorável ao impeachment”. 

POVO NA RUA

O Movimento Brasil Livre em Alagoas vai promover ato no próximo domingo 17, e convida a população: “Venha assistir ao impeachment conosco!”. A concentração é na Praça do Alagoinha a partir das 13 horas. Além de telão gigante, terá trio elétrico e atrações musicais.

Saída de Dilma põe fim a 13 anos de corrupção no País

Reinaldo Cabral

Especial para o EXTRA

Foram necessários 13 anos seguidos no exercício do poder, com a Presidência da República nas mãos, para o PT (Partido dos Trabalhadores) mostrar sua verdadeira cara: uma roubalheira desenfreada, uma inflação galopante, 10 milhões de trabalhadores desempregados, 60 milhões de famílias inadimplentes, uma taxa de criminalidade insuportável...

Enfim, uma recessão profunda.

Na sua edição anterior,o EXTRA exibiu as entranhas de um lado ainda desconhecido do principal líder do PT: Lula e sua ligação com o assassinato em série de sete pessoas, todas de alguma forma conectadas ao assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel.

A Polícia Federal entrou na investigação do caso a partir do momento em que prendeu o empresário Ronan Vieira Pinto por ter ele recebido R$ 6 milhões arrancados pelo pecuarista e amigo do Lula, José Carlos Bumlai, para calar a boca dele e impedir que Ronan contasse tudo à polícia sobre o envolvimento de Lula com o crime do prefeito Celso Daniel.

MATURIDADE 

DEMOCRÁTICA

O impeachment da Dilma não é mais do que uma resposta da Câmara dos Deputados ao desprezo com que a presidenta tratou os brasileiros com seu descaso com as contas públicas e o seu ódio pessoal aos parlamentares.

O Brasil atravessará agora uma fase aguda de sofrimento: o ajustamento das contas públicas à realidade brasileira exigirá novos exercícios políticos até chegarmos da estabilização política e econômica possível até a maturidade democrática.

Para melhor se compreender o ambiente político em que ocorre o impeachment da Dilma Russeff, é fundamental se olhar um pouco pelo retrovisor da história.

O MÉRITO

DE GENOINO

Em 1977 o cérebro do regime militar, general Golbery do Couto e Silva, recebeu uma incumbência estratégica do ditador de plantão, general Ernesto Geisel, para encontrar logo uma forma de ensombrear o retorno ao Brasil por conta da Anistia Ampla,Geral e Irrestrita dos exilados, de dois líderes políticos naturais,Leonel Brizola e Miguel Arraes, que haviam dado uma enorme dor de cabeça aos líderes do golpe militar de 1964.

Golbery mandou prender Lula após uma assembleia geral sindical em Diadema; bem tratado por ser filho bastardo do general Emílio Garrastazu Medici, manteve-o preso no DOI-Codi de SP por um ano,de onde o encaminhou para fazer um curso de 8 meses na CIA- inteligência do Pentágono ligada ao FBI. Quando retornou, Lula assumiu a liderança do PT,colocando José Genoino Neto na presidência do partido, isto porque Genoino tinha, para Lula, o mérito de ter dedurado 156 jovens estudantes atraídos por ele “para promover uma guerrilha no norte do Pará, em Xambioá”.

Com esse currículo, Lula e Genoino foram os nomes  “trabalhados” pelo regime para “substituir” o prestígio político de líderes nacionais como Brizola e Arraes.

Com a metamorfose interna no PT, ocorrem momentos em que o partido parece pertencer a uma “classe social”, os trabalhadores. Mas noutro momento, após a primeira derrota eleitoral, Lula descobre que “trabalhador não vota em trabalhador” e o partido passa a ser dos intelectuais. O PT passa a enganar a todos quando se engaja na luta contra a ditadura. Como a força da luta do conjunto da sociedade emprestou prestígio à Anistia Ampla Geral e Irrestrita, o PT passa a usar esse prestígio sócio-político para ampliar sua base eleitoral, e com a criação da CUT-Central Única dos Trabalhadores, o partido seduz os sindicalistas, instrumentalizando todos os sindicatos cutistas.

Após a primeira eleição de Lula para a Presidência da República, o formato interno do partido começa a mudar de novo: Lula percebeu que estava com uma mina nas mãos e nomeou seus parceiros diretos para cargos estratégicos em empresas como a Petrobras, iniciando o maior assalta dos cofres públicos do planeta.

QUADRILHA 

AZEITADA

Estava dada a partida ao funcionamento no país de uma quadrilha azeitada pelo controle político de todos os órgãos da administração, tendo como coadjuvante o PMDB. Assim foram 13 anos planejando e roubando: os principais alvos foram a Petrobras, CEF,BB, Correios, Receita Federal,BNDES.

Iniciada há dois anos,  a apuração e condenação dos políticos envolvidos no Mensalão e na roubalheira dos cofres públicos só conseguiu prender 35 políticos, os principais deles o ex-ministro José Dirceu e o ex-presidente do PT,José Genoino Neto (em prisão domiciliar), alguns grandes empresários de grandes empreiteiras. Mas a Procuradoria Geral da República só conseguiu recuperar menos de 30 milhões de dólares dos perto de 675 bilhões de dólares roubados até agora.

É uma tarefa lenta, mas que deverá continuar se o STF não desmantelar a operação Lava Jato. 

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