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26 de Setembro de 2018

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Edição nº 866 / 2016

10/04/2016 - 12:07:48

O que seria melhor para o Brasil?

Jorge Morais

A cada dois anos, o país gasta uma fortuna com o processo eleitoral. Independente de quem vem primeiro, em determinado momento elegemos presidente, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais. Em outro momento, são os prefeitos e vereadores. Nas duas situações o eleitor brasileiro é obrigado a sair de sua casa para cumprir com seu dever cívico e democrático, caso contrário é multado e sofre outras penalidades, caso não justifique sua ausência, como o impedimento de participar de concursos públicos e outras coisas mais.

Vivemos o pior momento político da Nação, quando o povo invade as ruas e avenidas protestando contra tudo e contra todos. De um lado, os que defendem o governo, especialmente Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, que são os partidos aliados, os sindicatos e os trabalhadores feitos massas de manobra. Do outro lado, os oposicionistas, as classes melhores situadas e os estudantes que enxergam dias muito piores.

Em Brasília, no centro do Poder e de todas as atenções, acontece de tudo. Juristas e parlamentares da situação e da oposição trabalham incansavelmente, uma parte querendo o impeachment da Dilma Rousseff, e a outra parte que defende até as últimas consequências o mandato da presidenta. Quando tudo isso acabar, nunca mais quero ouvir a palavra golpe ser pronunciada na minha frente.

No meu modesto entendimento, golpe mesmo é ouvir o advogado Geral da União, José Eduardo Cardoso, um cidadão ridículo e nojento, se colocar diante de parlamentares e de toda uma Nação para defender o que imaginamos ser indefensável. É ouvir um monte de oportunistas utilizando-se das tribunas e dos microfones para repetir a mesma coisa: que o impeachment é golpe. Eles não têm outra coisa a dizer e confundem o povo com essa conversa.

As provas para o impeachment são as mais contundentes. Defendo essa saída para o Brasil, porque o governo do Partido dos Trabalhadores acabou e eles não se dão conta disso. Cada vez mais me decepciono com essa turma que roubou e destruiu a Petrobras, jogou a inflação lá para cima, aumentou o número de desempregados em todos os segmentos, estraçalhou com a economia do país, mas quer continuar mandando e não largar o “osso”.

Em meio a toda essa sacanagem, estão acendendo algumas luzes no fim do túnel: eleições gerais ou parciais, incluindo presidente e vice-presidente. Por que isso é bom? Porque teremos a oportunidade de limpar o país de alguma maneira, inclusive de tirar a presidenta Dilma Rousseff do Palácio do Planalto. A minha dúvida é: quem seria esse substituto para “salvar” o país?

Com as eleições gerais a divulgação seria uma só, as pessoas envolvidas com o trabalho seriam as mesmas, os custos seriam únicos e os períodos para a governabilidade do executivo e a atuação do legislativo, seriam definidos por períodos iguais e dentro do mesmo tempo pela legislação eleitoral. Seria cada um por si e todos fiscalizados ao mesmo tempo por nós. Mas, por que eles já não decidiram isso há mais tempo? Interesses, amigos, interesses pessoais e nada mais.

Nos conflitos desta semana, em Brasília, o senador Renan Calheiros propôs eleições da cabeça aos pés, em todos os níveis, de Presidência da República aos vereadores de todas as cidades brasileiras. O senador Waldir Raupp, também do PMDB, propôs a oportunidade das eleições municipais para que se fizesse, também, para a Presidência e Vice-Presidência da República. A turma da Dilma Rousseff prefere deixar como está. E para você, o que seria melhor para o Brasil?

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