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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 866 / 2016

10/04/2016 - 12:03:40

Pedro Oliveira

Antecipar eleições é golpe

Pedro Oliveira

Começa a ganhar força nas duas casas do Congresso Nacional a estapafúrdia e suspeita ideia de um projeto de eleições gerais para ainda este ano. Está claro que a motivação é “salvar os afogados” em processos de corrupção e se fingir que o Brasil foi passado a limpo. Que seja proposto o seguinte: eleições gerais sim, mas vedada a participação de candidatos que estejam indiciados ou pelo menos denunciados pelo Ministério Público por corrupção. Não iria haver eleição, pois não haveria candidatos suficientes. Os bandidos querem se salvar fingindo que pensam em salvar o Brasil. São todos uns calhordas farsantes.

Todas essas propostas em discussão no Congresso durante esta semana — eleições presidenciais, gerais ou mudança de sistema político — embutem a avaliação de que Dilma sobrevive ao impeachment, mas perde as condições de governar.

Por outro lado o avanço da Operação Lava Jato está apavorando as maiores lideranças da República tanto do governo como da podre oposição tão corrupta quanto seus adversários. A luz no final do túnel vai se apagando a cada dia com novas denúncias e revelações de delações premiadas, mesmo vindo de vigaristas já apanhados com a mão no roubo pelo Ministério Público ou pela Justiça.

Na tribuna do senado o senador Valdir Raupp, membro da executiva do PMDB e aliado do vice-presidente Michel Temer, fez a proposta de eleições gerais para o próximo mês de outubro. Uma proposta que afronta princípiosconstitucionais , atropela o processo eleitoral em curso e cheira a golpe.

A presidente Dilma Rousseff imediatamente ironizou a proposta apresentada pelo senador Raupp, — São propostas. Não rechaço, nem aceito, mas convença a Câmara e o Senado primeiro a abrir mão dos seus mandatos e aí vem conversar comigo.Dilma já avisou várias vezes que não admite a hipótese de renunciar ao seu cargo.

Há na oposição um misto de aceitação e pavor com a ideia. Vingando a proposta, o que é pouco provável, aparece o “fantasma” do ex-presidente Lula que é o candidato natural do PT e coligados. E se Lula vencer a eleição? O que acontece com este país pelo amor der Deus?

O dia “D” de Dilma

Integrantes da comissão do impeachment decidiram que será na próxima segunda (11) a votação do relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) sobre o pedido de afastamento da presidente Dilma Rousseff.

Pelo cronograma, anunciado pelo presidente da comissão, Rogério Rosso (PSD-DF), a apresentação do relatório seria na quarta (6) e a discussão vai começar exatamente hoje ( sexta) às 14 horas. 

“Vamos iniciar a discussão na sexta. Reabrimos a sessão na segunda para discussão até 17h e votação do relatório em seguida. Nosso prazo máximo, são cinco sessões. Então, vamos trabalhar muito para concluir a votação até o início da noite de segunda”, disse Rosso.

Brasília deverá ficar lotada de parlamentares neste final de semana e na segunda feira o que é raríssimo. 

Uma Assembleia doente

Pelo menos cinco deputados estaduais em Alagoas estão “doentes” e afastados ou vão se afastarde suas funções garantidos por licenças médicas e os respectivos suplentes devidamente convocados. Cada um ficará no “ócio legislativo” por cento e vinte dias e a despesa com subsídios e outras verbas imorais vai sair dobrada (feito tapioca). São eles os que entrarão ou estão já de folga: João Beltrão, Chico Tenório, Sérgio Toledo, Severino Pessoa e Dudu Holanda. Podem até estar realmente doentes, mas os “sintomas” não justificam. Só há uma maneira de investigar: o Ministério Público e sua diligente equipe de procuradores e promotores ou o Conselho Regional de Medicina ( o que é muito difícil se envolver por razões corporativas).

Eu quero a 

minha Offshore 

Os números são impressionantes: mais de 500 bancos, suas subsidiárias e agências registraram cerca de 15.600 empresas de fachada com a Mossack Fonseca, com base na análise dos registros oficiais. Os dados foram obtidos pelo jornal alemão Süddeutsche Zeitung. 

Na relação estão desde o “falido” deputado alagoano João Lyra, passando por figuras famosas da República até o recém-eleito presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev 

O cantor Roberto Carlos( pasmem)  usou uma offshore que aparece nos arquivos da firma de advocacia da Mossack Fonseca. Ele aparece nos documentos como acionista da Happy Song (em português, “canção feliz”), segundo informa o Blog do Fernando Rodriguel, do portal UOL.

Roberto Carlos, por meio de sua assessoria, respondeu que a empresa está devidamente declarada à Receita Federal e ao Banco Central.

É assustador o número de políticos brasileiros que também aderiu ao delírio daoffshore. A turma da Lava Jato é maioria com toda certeza.

A informação é que outros nomes muito conhecidos não só na política, mas nas “gerais” vão parecer na próxima semana.  De Alagoas alguns personagens não escaparão. Eu também quero a minha offshore .

Compromisso com a verdade

Como os bons mestres me ensinaram no inicio de minha atividade há mais de 40 anos, não sou governo nem oposição e já perdi algumas “amizades” por usar o mesmo critério quando um deles ocupa um cargo público. Sou literalmente contra a prática petista de governar e considero que o petismo foi um “câncer” que se implantou e destruiu a moral e a administração pública brasileira. Nem por isso tenho me posicionado contra tudo que venha do governo. Acho Lula um farsante, um marginal, mas não tenho a mesma opinião sobre a presidente Dilma Rousseff, longe de considera-la inocente.

Esta semana me impressionei com o ministro José Eduardo Cardoso em sua defesa da presidente na Câmara Federal. Seguro, corajoso deixou uma plateiacalada e levantou questões que devem ser consideradas na decisão da comissão. Ao contrário dos acusadores Miguel Reale Junior e uma desequilibrada Janaina Paschoal, sua postura e argumentos prenderam a atenção de todo o plenário e assistência.

Anotei algumas ponderações do ministro com as quais concordo:

“O que é um golpe? É a ruptura da institucionalidade, golpe é o rompimento de uma Constituição, golpe é a negação do Estado de Direito. Não importa se ele é feito por armas, com canhões ou baionetas caladas, se ele é feito com o simples rasgar de uma Constituição, sem base fática – ele é golpe”.

“O ato de abertura do processo de impeachment é viciado, portanto é nulo. Conforme fartamente documentado pela imprensa, a decisão do presidente Eduardo Cunha não visou o cumprimento da Constituição”. 

“O impeachment é uma situação de absoluta excepcionalidade, além de ser um procedimento jurídico, por isso, questões políticas não podem afastar a presidente”. 

Não é Dilma que tem que sair. São todos.

Lula lá

Quando se pensava que as falcatruas do ex-presidente Lula e de seu Instituto tinham se esgotado nas investigações da Operação Lava Jato mais generosas doações e “contratações de palestras” aparecem fazendo dele muito mais endinheirado do que se pode imagina.

Além das “doações” milionárias das grandes empresas envolvidas na corrupção da Petrobrás e outros órgãos e negócios públicos esta semana surgiu outra relação com os respectivos “pequenos“ valores repassados ao Instituto Lula. Grupo Friboi (2,5 milhões), Paic – Empresa da família Diniz (2 milhões), Objetivo Unip ( 1 milhão), Hospital das Clinicas ( 1 milhão), BGT Pactual ( 1 milhão).

Esse é realmente o cara ( de pau). Faz palestra abordando qualquer tema. Desde assuntos “bovinos” até abordagem “hospitalar”. 

E o pior de tudo: continua solt


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