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12 de Novembro de 2018

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Edição nº 866 / 2016

08/04/2016 - 08:12:51

TCE descobre falta de manutenção e risco no HGE

Corte realiza uma visita técnica, de surpresa, às duas principais unidades de urgências médicas, o HGE e Maternidade Escola Santa Mônica

Valtenor Leôncio [email protected]
Conselheiro Fernndo Toledo lidera visita de inspeção às duas unidades de saúde

As inúmeras reclamações recebidas pelo  Tribunal de Contas do Estado de Alagoas, além da ocorrência de denúncias diárias através da imprensa, levaram o TC a realizar uma visita técnica, de surpresa, às duas principais unidades de atendimento de urgências médicas, localizadas em Maceió: o Hospital Geral do Estado e à Maternidade Escola Santa Mônica.

Uma comissão do TC, tendo à frente o conselheiro Fernando Toledo, mais o diretor de Engenharia, José Rubens de Moraes, e as coordenadoras do Serviço Médico, Soraya de Mendonça, e do Serviço Social, Sidirlene Cavalcante.

No HGE foi constatada a falta de camas, medicamentos, equipamentos especializados e as dependências deterioradas, com problemas seríssimos nas instalações elétricas, hidráulicas e sanitárias e superlotação de pacientes por falta de acomodações e falta de profissionais de todas as áreas. Isso, sem falar, na quantidade de doentes, de todas as idades, aguardando atendimento deitados em macas ou acomodados no chão, numa fila que parece interminável e que se renova a cada dia.

Risco de colapso

Dos dois geradores de energia elétrica existentes, apenas um funciona, mesmo assim sem manutenção há muito tempo. O outro está quebrado há quase dois anos, sem perspectivas de conserto. Em alguns ambientes, os quadros de distribuição de energia estão derretendo por superaquecimento. Quando perguntado pelos visitantes o que poderia ocorrer se o segundo gerador parasse de funcionar, ouviram a triste resposta: “Muita gente poderá morrer”. 

Quanto ao tratamento da água disponível para a higienização e consumo, um servidor, que não quis ser identificado, disse: “Foi pedido a contratação de uma empresa especializada para efetuar a limpeza das cisternas e até agora nada. A água passa apenas por filtragem de partículas e de carvão, precisando de maiores cuidados porque, essa mesma água, imprópria atualmente, está sendo liberada também para utilização nos tratamentos por hemodiálise, o que é inadmissível.

O engenheiro José Rubens, a quem caberá fazer um minucioso relato apontando as várias falhas encontradas, comentou: “Existem muitas infiltrações em paredes e tetos, enfermarias fechadas, sem condições de funcionamento;  falta de ar condicionado; deficiências sérias na parte elétrica e hidráulica, que poderão determinar um colapso total a qualquer momento”. Tudo isso, informou José Rubens, complementado por vasta documentação fotográfica dos locais críticos, será entregue, por escrito, ao conselheiro Fernando Toledo que apresentará ao Pleno do Tribunal, para apreciação e tomada de decisões. 

Santa Mônica

A Maternidade Escola Santa Mônica também foi visitada pela comissão do Tribunal de Contas, que encontrou uma situação bem diferente. Completamente reformada, com instalações condignas, bem equipadas, entretanto a unidade encontra-se com sua capacidade de internações reduzida à metade, por falta pessoal especializado, de médicos inclusive, para atendimento às grávidas de alto risco.

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