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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 865 / 2016

08/05/2016 - 20:05:56

O despertar de uma nação

Alari Romariz Torres

O Brasil vive um período de crise sem precedentes. O Governo do PT que criticou a época dos militares e prometeu um país melhor, demonstrou ser o pior de todos os tempos.

     A ganância foi insaciável: achava-se uma maneira, nada sutil, de usar o dinheiro público. Em quase todas as áreas estratégicas havia gente do PT, do PMDB e de outros partidos que se diziam de esquerda.

     A Petrobrás está na berlinda, mas a corrupção é generalizada. Conheci sindicalistas do PT em Alagoas, que foram para a Previ em Brasília, ganhando 80 mil reais por mês. O Banco do Brasil virou banco particular fazendo os gerentes surtarem por serem obrigados a atingir determinadas metas. A Caixa Econômica no mesmo caminho: para obter contas de órgãos públicos negocia até a alma, se for possível.

      Ouvir notícias de rádio e de TV é um suplício. Só se fala nos desmandos de Lula e Dilma. Quem decide os graves problemas do Legislativo e do Executivo é o Supremo Tribunal Federal.

     Dizíamos que há 3 Poderes harmônicos entre si. Doce ilusão! No Congresso o regimento interno serve para burlar determinadas matérias. O Presidente da Câmara Federal, indiciado em vários processos, usa o poder do cargo para adiar sua saída de tão importante instituição. É ridículo! O Presidente do Senado, também cheio de denúncias, pouco fala. Corre risco enorme de perder tudo. 

     As delações premiadas se sucedem e, trazem com elas, vários ilícitos. Já não se sabe o que é propina ou verba de campanha. Foi criado um sistema viciado de usar dinheiro público para comprar votos e pagar cabos eleitorais. Poucos não se utilizam de tal expediente e, na maioria das vezes, não se elegem ou só conseguem um mandato.

     No sistema “é dando que se recebe”, os cabos eleitorais viram assessores dos eleitos e, na Assembleia Legislativa de Alagoas, recebem salários dobrados. Dizem as pessoas que ficam perto dos comissionados e observam a divisão dos salários, que eles retornam, em parte, para o bolso dos patrões.

     Como para todo problema precisamos pensar na solução, creio que há uma saída: não votar em políticos viciados, não acreditar em promessas vãs com a utilização do dinheiro público.

     Impossível, dirão nossos leitores. O povo já se acostumou com os “donos dos redutos”, prometendo “mundos e fundos” se eleitos. Os menos esclarecidos trocam votos por camisas, telhas, tijolos e dinheiro. A pobre classe média, principalmente em Alagoas, vota em troca de do emprego. Quando a lista de assessores do Legislativo é publicada, vemos um festival de filhinhos do papai, donas de boutiques e as célebres damas da sociedade que nunca foram trabalhar. 

      Mas, precisamos insistir, denunciar, pedir ajuda ao Ministério Público, à Justiça, e, se possível for, a Deus. Torna-se urgente e necessário acabar com o sistema político viciado em todo Brasil. 

     Já estamos assistindo à ação do Ministério Público e da Justiça na Lava-Jato. Os que estão sendo condenados não poderão se candidatar; o primeiro passo, diria eu.

     Vi, com prazer, parte dos “taturanas” ter seu recurso negado por uma juíza corajosa. São sete anos de luta, mas o Ministério Público está se mostrando eficiente e quero crer, nas próximas eleições eles (“taturanas”) serão inelegíveis.

    Outra saída: os três Senadores de Alagoas estão sendo denunciados. Com certeza, não serão candidatos em 2018. Ao invés de escolher o Senador que anda de helicóptero, votaremos na jovem que anda de bicicleta. 

     Estamos felizes, pois vemos várias opções nos levando a novas saídas. Falta muito, certamente, mas, dentro de poucos anos, teremos eleições limpas, sem compras de votos, sem cabos eleitorais pagos com o dinheiro público, sem negociatas.

     Candidatos honestos surgirão, os pobres votarão livremente, a classe média também, e todos seremos felizes.

     Quero estar viva para ver!!!

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