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19 de Novembro de 2018

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Edição nº 864 / 2016

25/03/2016 - 10:18:43

Gabriel Mousinho

A história é outra

Gabriel Mousinho

O governador Renan Filho, no lançamento de filiação ao PMDB e da pré-candidatura de Cícero Almeida para a prefeitura da capital, não disse tudo o que devia dizer. Ele omitiu, por conveniência, os motivos que levaram ele e o partido a optar pelo ex-prefeito de Maceió.

Renan Filho não disse, por exemplo, que seu acerto com Rui Palmeira não deu certo porque ele queria negociar 2018, amarrando compromisso com o prefeito envolvendo o governo do Estado e o Senado onde o seu pai é candidato à reeleição. Como Rui Palmeira não lê a mão de ninguém foi rompido unilateralmente uma possível aliança entre o PMDB e o PSDB.

Ao defender a pré-candidatura de Almeida, o governador veio com a conversa de que com ele na prefeitura vai possibilitar ao PMDB discutir os problemas de Maceió, como se isso não houvesse possibilidade com Rui Palmeira.  

Na verdade o governador Renan Filho, naturalmente orientado pela velha raposa política do seu pai, quer mesmo é diminuir o placar desfavorável nas eleições em Maceió em que o PMDB até agora não ganhou uma. No mais, é o jogo do poder, com os Calheiros já pensando alto nas eleições de 2018.

Ilusão

O deputado federal Cícero Almeida já deve ficar consciente que Renan pai, nem Renan filho, morrem de amores por ele. O apoio do PMDB a Almeida foi apenas uma questão de conveniência, de oportunidade para adicionar Maceió no rol de suas conquistas pessoais.

O objetivo

Considerado o governador mais bem avaliado do Brasil, segundo um instituto de pesquisas do Paraná, Renan Filho vai jogar tudo para eleger Cícero Almeida prefeito de Maceió, na esperança de decolar uma futura candidatura para a presidência da República, o que não lhe sai da cabeça. O céu, de acordo com pessoas ligadas ao governador, é o limite.

Sentimento

De um experiente político numa conversa com amigos no Maceió Shopping: ´´confiar em Cícero Almeida é o mesmo que mandar lembranças para quem não conhece´´. Mesmo hostilizado durante muito tempo, o governador abraçou Cavalcante em Matriz do Camaragibe e acenou com a possibilidade dele conquistar o mandato de deputado estadual.

Longe de mim

Mesmo fazendo esforço para tentar colocar Cícero Cavalcante na Assembleia, Renan Filho não quer nem saber dele perto do Palácio. Alguns auxiliares do governador dizem que ele, o suplente, não é referência para ninguém.

Lava Jato em ação

A Operação Lava Jato continua tirando o sono de muita gente. Agora, as garras da Operação se voltam para o Canal do Sertão, obra bilionária onde dezenas de políticos alagoanos se auto- intitulam o pai da criança. As investigações se aprofundam no pagamento de propinas.

Cerco da PGR

O senador Fernando Collor parece que não vai ter sossego tão cedo. Se não bastassem os pedidos de investigações contra ele, agora a Procuradoria Geral da República denuncia sua esposa Caroline Collor de Mello como supostamente envolvida na compra de carros de luxo no esquema de corrupção investigado pela Lava Jato.

O jogo do PMDB 1

Inconformados porque até agora não ganharam uma eleição para a prefeitura de Maceió, o senador Renan Calheiros e o governador Renan Filho começaram a radicalizar e já romperam com o deputado federal Ronaldo Lessa que declarou apoio a Rui Palmeira.

Os Calheiros estão dispostos a jogar bruto na campanha eleitoral deste ano, contanto que consigam vencer Rui. Sem ter um nome robusto para disputar a eleição para prefeito da capital, terminaram, o que eles não queriam, admitindo que Cícero Almeida pudesse fazer o jogo da oposição.

O jogo do PMDB 2

O que Renan pai e Renan Filho sabem, é que Cícero Almeida terá ainda problemas muito sérios com a Justiça e pode até se tornar inelegível. O ex-prefeito está sendo processado por ter participado da Máfia do Lixo, com suspeita do desvio de 300 milhões de reais, da Taturana, com um empréstimo fraudulento na Assembleia Legislativa e ainda problemas durante sua gestão com a merenda escolar. 

Como ficha suja Almeida não poderá disputar a eleição, embora ele aposte numa Justiça lenta que lhe permita disputar o próximo pleito com o prefeito Rui Palmeira. Com seu nome nas ruas, o PMDB, ao contrário de anos atrás, já começou a campanha eleitoral.

Golpe

Amigos de Renan Calheiros confidenciaram que o senador não perdoou ter perdido o deputado Tarcizo Freire para o PP de Benedito de Lira. Freire tem liderado as pesquisas em Arapiraca e vai enfrentar os aliados do PMDB.

Renan x Lessa

Não convidem para a mesma mesa o governador Renan Filho e o deputado federal Ronaldo Lessa. A comida pode ser indigesta.

Dificuldade de Téo

O ex-governador Téo Vilela tem se movimentado nos bastidores, mas não tem encontrado a recepção que esperava. As traições que patrocinou a correligionários durante o último ano do seu governo, são feridas que ainda não cicatrizaram.

O olho é em 2018

O maior interesse de Renan pai e Renan Filho em apoiar Cícero Almeida para prefeito de Maceió é a eleição de 2018. Não chegou a público, mas existe um compromisso entre Almeida e os Calheiros para jogarem juntos em 2018. Renan buscando a reeleição no Senado e o filho para continuar no governo.

Tô fora

O PMDB jogou errado, quando pensava que Rui Palmeira toparia uma composição política com compromissos para 2018. Como Palmeira não é cigano, como chegou a dizer em uma entrevista, o prefeito não arriscou entrar na conversa dos Calheiros. Esmola grande cego desconfia, já dizia um velho ditado.

Relação abalada

Não é de agora que as relações do senador Fernando Collor com a presidente do PTB, deputada Chistiane Brasil, eram conflitantes. A saída de Collor do partido já era para ter acontecido há anos.

Reação

Depois de conquistar algumas lideranças políticas, o PMDB não esperava que o presidente da Câmara de Veradores, Kelman Vieira saísse do partido e se filiasse ao PSDB do prefeito Rui Palmeira. Foi um choque, confidenciam pessoas ligadas ao governo do Estado.

Troco

Há quem diga, além da amizade de Kelman com o prefeito Rui Palmeira, que a indiferença dos Calheiros com o sogro do vereador, o suplente de deputado Cícero Cavalcante, contribuiu para o rompimento político. Fiel escudeiro durante anos a fio da família Calheiros, Cícero Cavalcante se viu abandonado politicamente.

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