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Edição nº 863 / 2016

22/03/2016 - 15:57:24

Queiroz Galvão planeja venda de ações da bacia Sergipe-Alagoas

Blocos foram adquiridos pela Queiroz Galvão no 13º leilão realizado no ano passado

José Fernando Martins Especial para o EXTRA

A Queiroz Galvão Exploração e Produção avalia a possibilidade de vender parte de sua participação de 100% nos blocos SEAL-M-351 e SEAL-M-428, situados na Bacia de Sergipe-Alagoas. A empresa pretende reduzir em 37% os investimentos previstos para este ano, dos US$ 130 milhões inicialmente estimados, para US$ 82 milhões. Os dois blocos foram adquiridos pela Queiroz Galvão no 13º leilão realizado em 2015 pela Agência Nacional de Petróleo (ANP).

Situados na margem continental da região Nordeste do Brasil, os blocos SEAL-M-351 e SEAL-M-428 abrangem parte dos estados de Sergipe e Alagoas e possuem área total em torno de 44,3 mil km², sendo 31,7 mil km² em mar. A produção média de óleo e gás no primeiro semestre de 2015 foi de cerca de 65 mil por dia, provenientes de 32 campos em atividade, em média, neste período. É limitada ao norte com a Bacia de Pernambuco-Paraíba e ao sul com a Bacia de Jacuípe. 

Ao adquirir os blocos na 13ª Rodada de Licitações da ANP, a expectativa era de crescimento. A QGEP conquistou 100% de participação e operação das duas concessões ofertando R$ 100 milhões em bônus de assinatura pela participação nos dois blocos exploratórios, sendo R$ 63,9 milhões para o Bloco SEAL-M-351 e R$ 36,1 milhões para o Bloco SEAL-M-428, ambos os valores equivalentes ao bônus mínimo requerido na licitação.

A decisão seria devido ao cenário de baixa nos preços do barril em 2016, justamente no ano em que a empresa estreia na produção de petróleo, a partir do início das operações no campo de Atlanta (BS-4), no pós-sal da Bacia de Santos. O principal corte nos investimentos deste ano foi feito no projeto de desenvolvimento de Atlanta. Os aportes na área, estimados inicialmente em US$ 75 milhões, foram revisados para US$ 47 milhões, em parte por causa da suspensão da decisão sobre a perfuração de um terceiro poço na área.

A companhia também comunicou que o início da produção do campo foi postergado de meados do ano para o quarto trimestre. Segundo o presidente da QGEP, Lincoln Guardado, a revisão do cronograma se deve a atrasos nas obras de construção da plataforma que operará no campo e que deve ser entregue à QGEP no terceiro trimestre.

 A petroleira decidiu adiar para o ano que vem os investimentos na perfuração de um poço exploratório no bloco BM-CAL-372, na Bacia Camamu-Almada. A expectativa da empresa é investir US$ 80 milhões no ano que vem, em linha com o plano de investimentos de 2016. Informações dão conta de que a empresa encerrou 2015 com um saldo de caixa líquido de R$ 910 milhões e que a posição lhe permite pensar em novas oportunidades de aquisição.

No entanto, a QGEP está conversando com vários fornecedores para tentar reduzir os custos de operação de projetos.

ALAGOAS

A QGEP informou ao EXTRA Alagoas que nesse setor as operações de adquirir ou vender percentuais da participação nas concessões são corriqueiras e comuns. “Essas operações são regulamentadas e aprovadas pela ANP. No caso dos blocos da Bacia Sergipe-Alagoas, em que adquiriu 100% de participação em outubro de 2015, a empresa avalia a possibilidade de vender parte de sua participação, mantendo assim, sua premissa de gerir ativamente seus ativos, diluindo os custos operacionais exploratórios com possíveis parceiros, que podem ser empresas de diferentes portes, nacionais ou estrangeiras. Não existe prazo para que este processo seja efetuado”, informou em nota.

Já a ANP informou à reportagem que ainda não foi notificada oficialmente pela QGEP sobre a operação e “que qualquer mudança precisará de aprovação da agência”. 

Sergipe-Alagoas ocupa cada vez mais posição de destaque dentre as bacias brasileiras devido ao seu alto índice de sucesso geológico, com sete descobertas em águas ultra profundas  notificadas durante o primeiro semestre de 2015, em blocos oriundos da 6ª Rodada de Licitações.

Dos seis mil poços perfurados até hoje na Bacia de Sergipe-Alagoas, cerca de 10% estão localizados fora da costa. As reservas totais de hidrocarbonetos da região são de aproximadamente 410 milhões de bbl de petróleo e 10 bilhões de m³ de gás, de acordo com dados de 2014 da ANP.

No programa exploratório mínimo firmado, há a previsão de aquisição de sísmica 3D para os dois blocos, o que deverá ser realizado nos próximos cinco anos, com investimento previsto entre US$ 15-20 milhões.

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