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Edição nº 863 / 2016

22/03/2016 - 15:19:28

Jorge Oliveira

O quibe do Wagner

Jorge Oliveira

Brasília - Gente, o Jaques Wagner, chefe do Gabinete Civil, fez uma revelação bombástica. Certamente auxiliado pelos desocupados agentes da Abin, a agência que substituiu o famigerado SNI, descobriu que o quibe é que levou milhões de pessoas às ruas para pedir o impeachment da sua chefe, a prisão de Lula e apoiar a Lava Jato tão bem conduzida pelo juiz Sergio Moro. Isso mesmo, não estou brincando com coisa séria. Na coletiva que ele deu à imprensa para fazer o balanço das manifestações pelo Brasil, disse, com todas as letras, que tudo foi orquestrado pela rede de restaurantes Habib’s, especializada em quibe cru, esfiha, tabule e kafta. Abre, assim, outra crise, desta vez com os árabes, mestres dessa culinária tão especial. 

Quanta besteira desse governo inócuo, incompetente e desastrado. Como não bastasse a indicação do ministro da Justiça, o baiano Wellington César Lima, que ficou sub judice até o  STF mandá-lo pra casa,  o ministro “boa praça” agora exagerou. Acusou o Habib’s e a Fiesp de planejarem as manifestações que só em São Paulo despejaram nas ruas mais de 1 milhão de pessoas, segundo cálculos mais pessimistas. E levaram milhares de outras a mais de 200 cidades no país a pedir o impeachment da Dilma.

Como na nossa republiqueta das bananas nada é de graça, não estranho que algum araponga da Abin estaria a serviço do marketing do restaurante. Teria levado ao ministro a conspiração árabe para dentro do Planalto em troca de alguns quibes da rede Habib’s. Depois que o Lula surrupiou os objetos do Palácio do Planalto nada neste país é impossível. 

Jaques Wagner reuniu a imprensa para falar sobre a manifestação. Com pose de inteligente e com ar circunspecto de quem acabara de descobrir a pólvora e a roda, foi logo dizendo que as manifestações dos brasileiros contra o seu governo tiveram um “público segmentado”.  Com o silêncio dos jornalistas, que se entreolharam em meio a tanta baboseira, o ministro emendou afirmando que a culpa por tal provocação ao governo foi do Habib’s e da Fiesp. 

Para dizer tanta asneira, Wagner certamente estava municiado por informação da Abin, uma agência que gasta escondido milhões e milhões de reais dos brasileiros para produzir factoides em nome da segurança nacional. Que a agência de debiloides chegue à conclusão estapafúrdia como essa faz parte da sua ignorância plena, mas que um ministro de estado, na condição de principal assessor da presidência, reproduza essa sandice, aí é coisa de insanidade ou de demência intelectual e política. 

Desinformado

Jaques Wagner ainda não se convenceu que a multidão que foi às ruas não foi orientada por partidos políticos ou centrais sindicais. Não foi conduzida em ônibus de aluguel nem recebeu cachês em dinheiro ou transporte de graça. Não eram militantes nem filiados a partidos. As cidades foram ocupadas por milhões de brasileiros que, vestidos de verde e amarelo, pediam a saída da Dilma, a prisão de Lula e apoiavam o juiz Sergio Moro, condutor da Lava Jato. 

Incompetente

Se ele, como principal assessor da presidente, ainda teima em negar o óbvio, o que o mundo viu a cores pelas TVs, não está em condição de permanecer assessorando a sua chefe, porque é incapaz de enxergar um fato que, pela sua grandeza, pode mudar o destino do Brasil.

Conspiração

Depois da gafe da indicação do ministro baiano, agora Wagner vai mais longe: denuncia a conspiração do quibe para derrubar a sua presidente – que se diga – está a um fio de cair de vez. Ministro, por favor, com mais essa gafe, está na hora de pegar o paletó e se mandar, antes que alguém deixe o seu gabinete às escuras. 

 Jeca

O governo da Dilma é jeca. E os auxiliares que a cercam mais jecas ainda. Só em um país sem comando, à deriva, desacreditado e apodrecido moralmente nomeia-se um ministro da Justiça sub judice. Isso mesmo, o baiano Wellington César Lima e Silva foi mandado embora depois que o STF entendeu que ele, por ser integrante do Ministério Público, não poderia exercer a função para qual foi nomeado pela Dilma. 

Republiqueta

Meu Deus! Viramos uma republiqueta das bananas, nanicas. Parece que estamos vivendo em outra galáxia, a galáxia que hospeda um monte de débeis mentais na Praça dos Três Poderes. Que país avacalhado é esse que nomeia um ministro (da Justiça) sem uma análise criteriosa, cuidadosa. Chegamos ao mais baixo nível da desmoralização da administração pública. Aquela em que, pasmem,  os ministros são feitos nas coxas.

Os idiotas

Até o mais idiota dos assessores do Planalto sabia que é inconstitucional um integrante do Ministério Público (caso do Wellington) exercer um cargo no Executivo sem renunciar à carreira ou se aposentar. Com o impasse, veja que coisa, o país ficou acéfalo por dias na sua principal área de vulnerabilidade, a segurança. Sem comando, um ministério que tem sob o seu guarda-chuva a segurança pública, as garantias constitucionais e a administração das penitenciárias, entre outros setores relevantes, de uma hora para outra, permaneceu vazio, sem titular.  Esta semana, Wellington desistiu do cargo e voltou para o Ministério Público para não perder mais da metade do salário. 

Pirraça

Tudo isso aconteceu porque o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, responsável pela articulação política e pela escolha de ministros junto com a presidente, impôs a sua vontade. Foi buscar na Bahia um amigo para assumir o ministério antes que o pessoal do Lula indicasse um nome. Atropelou todo mundo e agora deixa o abacaxi nas mãos da Dilma. Para não retroceder, a presidente ainda orientou José Eduardo Cardozo, antigo titular da pasta, para defender a permanência de Wellington no cargo junto ao STF. Levou uma surra na votação do tribunal que julgou inconstitucional a presença do amigo dele no seu antigo ministério.

Avacalhação

A petezada avacalhou o país. Do dia pra noite, o Brasil saiu de país emergente para descambar para uma nação desacreditada, apodrecida, comandada por uma presidente que não tem a menor noção da importância do cargo que exerce. Uma marionete nas mãos de um bando de sindicalistas corruptos e incompetentes que zombam da paciência do povo brasileiro. 

Presídio

Nem bem se recompôs da gafe, a Dilma agora quer transformar a Esplanada dos Ministérios em um presídio a céu aberto. Cogita entregar um ministério ao ex-presidente Lula para evitar que ele saia de São Bernardo algemado dentro de um camburão para formar um time de futebol no presídio de segurança máxima do Paraná. Ao seu lado, a Dilma já protege Edinho Silva, ministro da Comunicação Social, envolvido na Lava Jato. Delatores contam que foram achacados e intimidados por ele quando exerceu a função de tesoureiro da campanha dela. Para resguardar o ex-tesoureiro, a Dilma o acolheu dentro do Planalto a pedido do Lula que agora também quer se alojar lá dentro sob o manto da imunidade. Não adianta fugir, se esconder, procurar refúgio porque, como diz o povo nas ruas pedindo o impeachment da Dilma e prisão de Lula: “O Moro vai te pegar!”

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