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19 de Setembro de 2018

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Edição nº 863 / 2016

17/03/2016 - 19:18:02

Partido dos Trabalhadores segue se esvaziando em Alagoas

Onda de acusações de corrupção tem inviabilizado permanência de políticos na sigla petista

João Mousinho [email protected]
Deputados Ronaldo Medeiros

O Partido dos Trabalhadores (PT) vive uma crise institucional nacional e os problemas começam a respingar nas eleições de 2016. Políticos com e sem mandato estão repassando sua permanência na sigla, migrando de partido e tentando desvincular seus nomes ao partido da estrela solitária. 

Essa semana a opinião pública e a mídia de massa deram grande repercussão sobre a ida do ex-presidente Lula para o comando do Ministério da Casa Civil, o que pesou ainda mais para migração desses nomes. Está atrelado a investigações policiais e acusações de corrupção não são de bom tom para qualquer nome na política nacional. 

O deputado estadual, Ronaldo Medeiros, foi um dos que deixou o PT para ir para PMDB. Ainda no PT, Medeiros exercia a liderança do governo na Casa Mário Guimarães, missão que mantém mesmo tendo migrado de partido. 

Outro petista de segundo mandado na Assembleia Legislativa do Estado que deixou o Partido dos Trabalhadores foi o deputado Marquinhos Madeira, que assim como Medeiros também foi para o PMDB do governador Renan Filho. 

Através da sua assessoria de comunicação, Madeira se colocou: “Passamos por mudanças e temos que ficar atentos. Hoje, eu mudo de partido para continuar firme nas minhas convicções. O PMDB Alagoas é uma legenda forte, que cresce a cada dia, defendendo a missão de trabalhar em prol da população”. 

Outro quadro importante dentro da estrutura do PT em Alagoas que deixou o partido foi o médico e vereador por Maceió, Cléber Costa. O parlamentar destacou em vários pronunciamentos que o tempo é de reflexão. Dr. Cléber deve migrar para o Partido Progressista no qual mantém uma boa relação com o vice-prefeito de Maceió, Marcelo Palmeira (PP). 

A reportagem do Extra ouviu um quadro histórico da sigla, o ex-deputado e ex-vereador,  Judson Cabral, sobre as atuais acusações contra os membros nacionais do Partido dos Trabalhadores e a debandada de quadros para outras siglas no Estado. 

“O PT está pagando pelos seus erros, pelos direcionamentos que ele tomou, pela tentativa de se manter no poder a todo preço. Eu lamento muito a atual situação que o Partido dos Trabalhadores enfrenta hoje”, salientou. 

O ex-parlamentar disse que é perfeitamente aceitável a saída dos políticos da sigla. “Imagine o prejuízo eleitoral de ser taxado disso ou daquilo por estar atrelado ao PT, essa é a leitura que boa parte do eleitorado vai ter, principalmente em tempos de crise política e econômica que enfrentamos”. 

Por fim, Judson foi questionado se estava de saída do PT e se era candidato em 2016, ele se colou de forma franca: “recebi convites de outros partidos, do PDT do ex-governador Ronaldo Lessa, do PMDB do governador Renan Filho, mas é algo para se pensar muito bem, são 30 anos de construção dentro de um partido, não posso tomar uma decisão com pressa; quanto à disputa estou analisando a conjuntura política, os cenários e ouvindo as pessoas que estão sempre ao meu lado”. 

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