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20 de Setembro de 2018

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Edição nº 862 / 2016

15/03/2016 - 08:48:34

Sobre velhos mantras e falsos símbolos

CLÁUDIO VIEIRA

O PT, seu maior símbolo, o Lula, seus sectários e entornos em todos os seus anos de estilingue, dentre os mantras que usavam um sobressaía-se: quem não deve não teme. O ex-presidente Lula, agora que passou a ser a vidraça nacional, embora aparente manter vivo tal mantra em relação a si próprio, age exatamente ao contrário do que prega.

Havendo sido compelido a comparecer diante de delegados federais para prestar esclarecimentos sobre comportamentos possivelmente nada republicanos e, portanto, não condizentes com “o homem mais honesto do Brasil”, apregoa que coisa alguma deve e então nada teme. Sonega, porém, a informação de que por duas vezes, no mesmo dia aziago da sua condução coercitiva, fora ao Supremo Tribunal Federal, primeiro para ter suspensos os procedimentos investigatórios do Estado de São Paulo e aquele outro da operação Lava Jato. Negado o pedido pela ministra Rosa Weber, a relatora, outro tentou: suspender a investigação que contra si ocorre no Paraná. Não tem obtido bons resultados, até agora, malgrado haja sempre a possibilidade de uma Corte às vezes política (não deveria ser jamais!) que o STF, retrair-se ante receios inaceitáveis de reações de militâncias e quejandas. A posição de alguns ministros do Supremo, na crítica à atitude do juiz Sérgio Mouro, contém insuperável incongruência: quantos já foram conduzidos coercitivamente durante a Lava Jato ao absoluto silêncio concordante da Corte Suprema? Considerarão o cidadão Luiz Inácio Lula da Silva mais igual que os demais cidadãos brasileiros? Talvez por essas fragilidades da Justiça o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, sagaz como inegavelmente é, em seu discurso de autodesagravo perante a militância petista, ora pouse de herói nacional a quem tudo seria permitido, ora se travista de vítima de perseguição política da oposição, ora zombe do Judiciário brasileiro e da inteligência dos cidadãos, infelizmente conseguindo formar prosélitos. Sua atitude, todavia, é velha e usual cortina de fumaça: retórica que nada explica à Nação, servindo apenas para animar os militantes petistas e seus apoiadores inocentes ou apenas interessados em benesses.

Vaidoso, até com algumas razões fincadas no passado, considera-se, o que é comumente aceito, um líder; hoje, diante das mazelas que o perseguem em verdadeiro e talvez bem merecido pesadelo, não mais líder nacional como pensa e se autoproclama. Líder realmente fosse, estaria reconhecendo a sua submissão ao Estado, e conclamando seus prosélitos à concórdia nacional e também ao respeito às instituições nacionais. Afinal, por mais ilustre que alguém seja, se efetivamente honesto, decente e de caráter firme, há de postar-se sem receios diante do Estado. O Sr. Lula da Silva, com suas atitudes de convocação de prosélitos ao confronto com as instituições e mesmo com uma oposição que também não deve envolver-se em conflitos agressivos, está na verdade a desafiar uma prisão preventiva para garantia da ordem pública, 

O comportamento do ex-presidente é o exato de um falso símbolo político.

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