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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 862 / 2016

10/03/2016 - 17:52:42

Cacau usa o Zika Vírus para cometer crime eleitoral em Marechal Deodoro; veja vídeo

Cabo eleitoral de vereador é flagrado distribuindo dinheiro durante evento

Da Redação
Vereador Cacau usa seu poder econômico para antecipar o pleito em Marechal Deodoro

A primeira impressão foi de uma ação de cidadania, mas ao final das ações, que duraram uma semana, ficou claro que a intenção era bem diferente. A semana de atividades promovidas em Marechal Deodoro pelo vereador Cláudio Roberto Ayres da Costa, o Cacau, começou com o argumento de intensificar o combate ao Zika Vírus e terminou com uma festa para homenagear as mulheres. Só que o modus operandi utilizado pelo parlamentar deixou clara sua intenção de intensificar sua estratégia de pré-campanha eleitoral, já que ele almeja ser prefeito do município. 

Durante uma semana o vereador publicou nas redes sociais uma série de fotos, sempre abraçado com pessoas beneficiadas com alguma coisa. A prática de crime eleitoral começou a ser constatada com a distribuição de brindes, a maioria eletrodomésticos. 

O ápice das irregularidades foi a distribuição de dinheiro para populares. Um vídeo flagra o vereador Cacau abraçando uma moradora e o seu cabo eleitoral, Val Gordinho, colocando uma nota de dinheiro em sua mão. O áudio ainda traz “é cenzinho viu, é cenzinho” fazendo referência ao dinheiro repassado. 

Segundo a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a propaganda eleitoral antecipada pode ser implícita ou explícita. O simples fato de o conteúdo eleitoral da divulgação ter vindo implícito não descaracteriza a falta cometida pelo seu divulgador.

Reincidente 

O vereador Cacau,  que é genro do deputado estadual Sérgio Toledo, responde a processo de corrupção eleitoral e outros crimes.  Segundo o Ministério Público Eleitoral, conforme as provas obtidas no Inquérito Policial nº 0133/2011-SR/DPF/AL, conduzido pela Polícia Federal, identificou-se a prática de crime de corrupção eleitoral praticado em favor do então candidato ao cargo de deputado estadual.

A Procuradoria Eleitoral denunciou a existência de um esquema que consistia em arregimentar eleitores, por meio da formação de cadastro, e cooptar-lhes o voto, oferecendo-lhes vantagens como dinheiro e transporte, tudo com fins eleitoreiros. O aliciamento de eleitores e a oferta e entrega das vantagens ficava a cargo do núcleo operacional (formado por Josilma e José Fábio), enquanto os encargos de coordenação e provimento econômico do esquema de fraude eleitoral ficavam a cargo do núcleo político formado por Cláudio Roberto, o Cacau, hoje pré-candidato a prefeito de Marechal, e Sérgio Toledo, deputado eleito. O relator do caso é o desembargador José Carlos Malta Marques. 

Acordo quebrado 

O jornal EXTRA teve informações de que há um prévio acordo entre os postulantes à prefeitura de Marechal: Cacau e Júnior Damaso; e o que estivesse na frente das pesquisas até a próxima semana seria o nome da oposição a disputar o pleito. Considerando que Damaso aparece em todas as pesquisas na frente de Cacau, o parlamentar tem utilizado o poderio econômico para se destacar perante a sociedade. 

Também é ventilada a possibilidade de Cacau romper com atual grupo político e se manter pré-candidato com o apoio do sogro, o deputado Sérgio Toledo.Veja o vídeo clicando aqui. https://www.youtube.com/watch?v=dfvitYaAPlI

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