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14 de Novembro de 2018

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Edição nº 861 / 2016

06/03/2016 - 15:59:00

Segurança X indústria

Jorge Morais

Desde o domingo (28) que pontos da cidade de Maceió estão com seus radares eletrônicos em funcionamento. Se isso é uma coisa boa ou não, acho que não vem ao caso agora. O que se discute desde a implantação é se, verdadeiramente, foram instalados com a preocupação maior sobre a segurança no trânsito de motoristas e pedestres ou se, como dizem, é a indústria da multa que chega com toda a velocidade possível, bem diferente do que é permitido, 50 e 60 quilômetros por hora, para os motoristas.

Antecipadamente, dou minha opinião e o meu voto, se isso se tratasse de um plebiscito: sou favorável aos radares. Mas, por quê? Acredito que a falta de educação no trânsito; o corre-corre do dia a dia; a pressa de chegar; os negócios que não podem faltar; a falta de atenção dos pedestres; as ultrapassagens perigosas; contribuem para que o veículo se transforme em uma arma nas mãos de muita gente. É só por essas coisas, que sou favorável aos radares eletrônicos.

Se vocês pudessem me perguntar se já cometi algumas dessas falhas no trânsito, respondo com toda sinceridade: Sim. Mas, será possível modificar os conceitos e seguir a Lei? Sim, também. Essa preocupação eu não tenho, em relação a ser multado. Isso só ocorrerá se cometer as seguintes inflações de trânsito: ultrapassar a velocidade permitida pelos radares; fechar o cruzamento; circular na faixa azul, onde a mesma existir; ou cortar o sinal no vermelho.

Como não ando jogando dinheiro fora, essas multas, com certeza, não receberei. Ou melhor: vou me condicionar e me preparar para que elas na aconteçam, é o mínimo que posso fazer. Portanto, mesmo achando que isso é possível, não comungo do pensamento que os radares façam parte de uma ideia doentia, que tem como principal objetivo a indústria da multa.

Posso até não concordar que o trânsito vai melhorar com os radares eletrônicos. Na cidade de São Paulo, por exemplo, os engarrafamentos aumentaram, principalmente em avenidas longas, como a Marginal Tietê. Aqui, em relação às avenidas Durval de Góes Monteiro e Fernandes Lima, teremos os mesmos problemas de lentidão. Com Faixa Azul à direita, velocidade controlada e dezenas de semáforos instalados em toda essa extensão, não tem como pensar diferente.

Essas medidas adotadas pela Prefeitura de Maceió, administradas pela Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), estão, apenas no começo. Hoje, são seis grandes avenidas, mas outras deverão receber o mesmo tratamento em relação a novas sinalizações. O que não concordo mesmo é com o aviso de velocidade disponibilizado para os motoristas. Fica quase escondido e isso pode provocar acidente, devido ao freio mais brusco pela necessidade da redução.

Como tudo em Maceió vira uma confusão, o vereador Silvânio Barbosa resolveu entrar em rota de colisão com a SMTT, mais precisamente com o superintendente do órgão municipal, Tácio Melo, alegando que o sistema de radares eletrônicos da cidade (pardais) não passou pelo processo de licitação e que a Prefeitura de Maceió fez uso de um sistema nacional viciado, que é chamado de Carta de Registro de Preços. Por isso, o problema da velocidade no trânsito deve acabar no Ministério Público.

Por sua vez, os dirigentes municipais garantem que tudo foi feito dentro da lei e de uma autorização prévia (licitação de preço nacional), não havendo, portanto nenhum impedimento que o sistema possa funcionar e as multas serem aplicadas aos infratores. Pelo sim ou pelo não, é melhor andar certinho enquanto eles brigam, porque, no final, quem sai perdendo é o mais fraco e, nesse caso, o usuário eleitor.  

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