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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 861 / 2016

06/03/2016 - 15:54:56

Era uma vez...

Alari Romariz

Era uma vez um país muito bonito, cheio de praias, montanhas, rios, lagoas. O clima era diversificado: quente no Norte e frio no Sul. E as pessoas tinham tudo para viverem felizes e realizarem seus sonhos.

Eis que surgiu uma classe política e resolveu administrar aquele rincão como se fosse uma propriedade particular. O trabalho seria pouco, mas os jogos de sabedoria extrapolariam o real!

Surgiram alguns presidentes visionários sonhando com planos mirabolantes. No meio do cerrado faremos a nova capital, dizia um, e partiu para a realização de seus sonhos. Ao lado deles vinham técnicos e pessoas pretendendo enriquecer. Foi o período de se fazer em 5 anos o que poderia ser feito em 50. E os políticos iam se multiplicando, as eleições começaram a valer dinheiro e uma nova nação ia surgindo.

Ainda consegui ver pessoas se elegerem para cargos públicos através do dom da palavra. Não existia a estória de comprar votos. Os parlamentares eram pessoas do povo: médicos, advogados, professores.

De repente, veio a época do militarismo e não havia eleições. A escolha dos dirigentes era feita por indicação dos estados, dos municípios ou amigos dos homens de farda. Foi uma época dura, mas nada comparável aos tempos atuais, comandados pelo PT.

Voltamos à democracia e o povo recomeçou a votar em seus candidatos. Muito bom sentir o idealismo nos pleitos. Eram jovens políticos acreditando na escolha popular. Mas, tudo mudou.

Depois de uma era tumultuada, na qual a ânsia por dinheiro era enorme, elegeu-se um torneiro mecânico para a Presidência da República. Suspiramos felizes, pois pensávamos que o homem pobre vindo do Nordeste iria realizar um governo limpo, saudável, do povo para o povo. Nada disso!

O primeiro erro do Lula foi não querer estudar. Achou melhor explorar a ignorância como marca registrada da pobreza. Não sabia ele que o humilde pode ser sábio, sem parar os estudos.

Depois, começou a se envolver com empresários ricos e perdeu o controle da família. Os filhos foram ficando milionários e a mulher, vaidosa, fez tantas cirurgias plásticas que virou outra pessoa. 

E as bebedeiras extrapolavam a normalidade, as mulheres aventureiras entraram em sua vida e o moço começou a usar camisa de “seda pura”. 

Com tanto descontrole, o país foi se afundando, com chance para os “amigos do rei” virarem políticos e se estabeleceu o “é dando que se recebe”. 

E o PT ia crescendo: em tamanho, no patrimônio e nas pedaladas fiscais. O barco começou a naufragar e os bons pularam fora.

Todavia, o torneiro mecânico ainda foi vivo o suficiente para colocar uma mulher na Presidência. Engenheira química, ex-guerrilheira, trabalhadora, de difícil convivência e poucos amigos.

Aí a doutora começou a governar com poucos assessores e muitos “chiliques”. Fez o primeiro período e, entre tapas e beijos, chegou a mais 4 anos de gestão pública. Um desastre!

Estamos em 2016 e só se fala em crise: aumento de impostos, criação de novos, inflação acima de 10%, desemprego exagerado, tempestades, secas, o escândalo da barragem de Mariana, mensaleiros, Lava Jato, enfim, um caos.

O país que poderia ser maravilhoso está perdido, rebaixado internacionalmente, cheio de violência, entregue aos abutres que usaram o dinheiro público indevidamente por mais de 20 anos.

E o “era uma vez” virou um sonho.

Acordem, por favor!

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