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20 de Novembro de 2018

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Edição nº 861 / 2016

06/03/2016 - 15:49:33

REPÓRTER ECONÔMICO

JAIR PIMENTEL

“Dívida não é para ser paga”

Lí estarrecido, na edição do último domingo da Folha de S. Paulo, entrevista com o antropólogo e ativista antiglobalização David Graueber, em Nova York. Afirma que dívida não é para ser paga; a inadimplência faz parte do negócio dos bancos, que cobra juros altíssimos para compensá-la. Ele fez um levantamento histórico dos últimos cinco mil anos, considerando uma das mais antigas relações comerciais: a dívida. E faz um alerta: a economia global dá sinais de entrar em colapso, cono ocorreu em 2008, mas dessa vez com consequências nefastas para países emergentes como o Brasil, onde as empresas e governo não têm como pagar suas dívidas em dólar. 

Para o antropólogo americano, momentos como o atual se repetem na história, e são sempre acommpanhados por calotes e quebradeiras em série, mudanças regulatórias e políticas profundas e, finalmente, perdão de pelo menos parte das dívidas, já que de outra forma a economia não se recompõe. Lembra que as consequência da crise mundial de 2008 persistem, pois a securitização (dívida transformada em aplicação financeira) é até maior. Na nova crise, que se prenuncia, o foco serão os países emergentes (Brasil, Rússia, India, África do Sul) superendividados em dólar, o que pode levar para o fundo do poço, já que as moedas locais estão bem aquém do valor da moeda norte-americana. 

A tecnologia

Para David Grauber, ela não é uma variável indepenente da economia, já que envolve relações de poder e interesses. No passado, decidia-se colocar mais dinheiro na corrida armamentista e menos em pesquisa médica; a primeira acabou e a segunda ainda não conseguiu a cura do câncer. E adianta: “Não dá para dizer que a tecnologia produz mais desiguldade, mas de certa forma tem permitido que isso ocorra, já que o capitalismo financeiro se tornou mais conservador tendo custos maiores para uns em detrimento dos outros”. 

A China

É uma sociedade interessante: as pessoas criticam o regime autoritário e o desrespeito às liberdades individuais, e isso tudo é verde, mas existe uma preocupação da classe dirigente com o que a população pensa e considera aceitável. Os políticos chineses têm muito medo da população, enquanto os dos estados Unidos e Alemanha, não. 

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