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18 de Novembro de 2018

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Edição nº 860 / 2016

27/02/2016 - 10:00:18

REPÓRTER ECONÔMICO

JAIR PIMENTEL

Aposentadoria planejada

Muitas empresas de médio e grandes portes estão investindo nesse sistema (título), formando grupos de funcionários que pensam no futuro ao se aposentar. A meta é que cada um faça seu “projeto de vida” quando se aposentar. Isso já existe desde a década de 1980, mas ganhou nova roupagem nos útimos anos, obviamente para o melhor, ou seja, pensando realmente no futuro dos seus empregados e não mais com os antigos PDVs (Planos de Demissões Voluntárias), uma preparação “vap vupt”, incentivando as pessoas a sairem sem se procupar com o que seria delas após a aposentadoria. O que queriam mesmo era afastar os velhos para contratar jovens. 

O Estatuto do Idoso, em vigor desde 2003, estabelece que o poder público “criará e estimulará” programas de preparação dos trabalhadores para a aposentadoria, com antecedência mínima de um ano e levando em conta aspectos sociais e de cidadania. As empresas que encamparam esse programa mostram, por exemplo, que ninguém deve deixar para poupar dinheiro a cinco anos de se aposentar, nem conte apenas com o salário do INSS. Quem estiver na faixa dos 40 anos deve buscar um plano de previdência privada, que paga um valor mensal no período em que pensa em se aposentar, para complementar o da Previdência Social (INSS). Mas mesmo assim, deve ter em mente que é provável uma queda no padrão de vida, já que gratificações, comissões e outros benefícios da ativa não continuam com a aposentadoria. 

Novo estilo

Ao se aposentar, sem mais condições de continuar na empresa, o sessentão pode ter o privilégio de dizer: “Minha missão foi cumprida, pois agora vou deixar o meu lugar para quem é jovem e está começando a vida profissional”. Perde o título pelo qual sempre foi conhecido, “fulano da empresa tal”, e pode até mesmo passar a ser patrão, com seu negócio proprio, passando a ser reconhecido no mercado pelo seu valor individual. 

Ponto final

Quem pensou no futuro como aposentado, tendo dois salários (INSS e previdência privada), pode sim dizer: “Já dei o suficiente e posso colocar um ponto final nisso”. E levar uma vida saudável, planejada, viajar, conhecer novas pessoas, culturas, ler bons livros, ir ao cinema, teatro, praias, clubes, restaurantes, etc. 

Uma vida conformada

Há aqueles que nunca tiveram condições de pagar um plano de previdência privada, que viu o valor de seu plano de saúde triplicar, devido a chegada dos 60 anos e ter uma queda brutal em sua renda, com o corte de vários benefícios de quando estava na ativa. É só procurar mudar radicalmente o estilo de vida e se conformar com o que ganha. Importante também mudar hábitos alimentares, fazer exercícios físicos, tudo para preservar a saúde e ter uma velhice tranquila, podendo viver ainda vários anos em plena lucidez. 

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