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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 859 / 2016

23/02/2016 - 18:19:46

O ano vai começar

Jorge Morais

Para quem não acredita que o ano está começando agora, vou tentar explicar algumas situações para você entender que estou com razão quando faço essa afirmação. Na virada de 2015 para 2016, mesmo com o mundo pegando fogo e o Brasil voltado para as operações Lava a Jato e Zelotes, o povo só queria saber de comer o peru do Natal e da queima de fogos na virada do ano, viagens para alguns e férias para muitos.

Entre os meses de dezembro e janeiro, o Congresso Nacional entrou de recesso, a justiça também, e todo mundo só queria praia. De repente, mais do que de repente, chegou o Carnaval, que, para desgraça de muita gente e felicidade de outros, foi logo na primeira semana de fevereiro. Então, pergunto: como é que a gente pode imaginar que o ano começou depois de tudo isso?

Agora, passado o Carnaval, resta pouca dúvida ou quase nenhuma que as coisas voltem à normalidade, principalmente no campo político, quando Eduardo Cunha vai continuar fazendo mil manobras para manter-se, no mínimo, na condição de deputado; vai tentar se livrar da cadeia; vai continuar dizendo que o dinheiro não é dele, mesmo que apareçam mais denúncias de novos recursos em suas contas bancárias no exterior.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é outro que vai prestar contas das vezes que não viu nada, não ouviu nada e não sabia de nada. As coisas estavam acontecendo ao seu derredor e ele não desconfiava de nada. Desconhecia qualquer atividade ou artimanhas feitas dentro do Palácio do Governo, em Brasília, quando era presidente da República, com o gabinete do José Dirceu lá dentro, colado no do Lula.

Com certeza, o ano vai ser de mais ações policiais. A Polícia Federal vai continuar trabalhando e muito. Em 2015, a categoria profissional de funcionário público que mais recebeu diária foi a do policial federal. Para cumprir todos os mandados expedidos pela justiça, principalmente do juiz paranaense Sérgio Moro, os policiais viajaram o Brasil de ponta a ponta.

E essas viagens não saíram de graça para os cofres da Nação. Foi um custo alto com diárias, hotéis, alimentação, combustível, etc., etc. e etc. E esse ano não vai ser diferente. Quem pensa que isso chegou ao final, que ninguém mais vai ser preso, que não teremos novas operações, além das já existentes, está redondamente enganado. Esse País não tem jeito. A ladainha vai ser a mesma dos últimos dois anos: a polícia correndo atrás e os caras correndo dela, mas serão presos de qualquer maneira, doa em quem doer, chore quem chorar.

Faço um desafio: se a partir de hoje você enxergar alguma situação diferente dessas todas e que o País seja outro em relação a 2015, não vou mais ocupar esse espaço. E sabe por que faço o desafio? Porque tenho certeza que não vai mudar nada. Um País sem dirigente, sem ordem, sem governantes e autoridades que mereçam respeito, não pode ser levado a sério. Quem vai acreditar nas novas promessas dos políticos brasileiros? Quem vai, de sã consciência, respeitá-los? Portanto, amigos, como é fácil prometer no Brasil.

Começo a semana pensando sempre positivamente. Chego a imaginar que meus artigos serão feitos com narrativas positivas e de elevada estima. Penso, até, em mudar, na tentativa de contribuir com algo melhor para todos. Fico sonhando com o que possa escrever, mas, tristemente, chego à conclusão que posso ser mais útil como sou e ficar calado não faz parte do meu jeito de ser. Mesmo assim, quem sabe um dia, juntos, mudaremos tudo isso. Assim seja!

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