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18 de Novembro de 2018

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Edição nº 859 / 2016

23/02/2016 - 17:57:15

Auxiliares desleais e bajuladores

José Fernando Martins Especial para o EXTRA

Vocês sabem muito bem que não são os presidentes, governadores e prefeitos que escolhem seus secretários, superintendentes e demais auxiliares. Vocês sabem que eles são indicados ou impostos pelos partidos, pelos políticos ou devido às amizades que possuem com essas autoridades. Vocês sabem que tais auxiliares ou subordinados nem sempre são leais para com os chefes. Vocês sabem que as escolhas sempre são feitas com o critério de “Quem Indica” ou de quem tem um “QI” forte, pois, poucas vezes, acontecem escolhas pela experiência, pelo mérito, pela lealdade, capacidade ou honestidade. Como vocês sabem, o nosso sistema é assim mesmo e, não iremos mudar tão cedo a nossa tão anarquizada democracia. 

Há poucos meses, eu recebi um telefonema de um cara conhecido na mídia, dizendo que gostaria de falar comigo, pois eu, como articulista do jornal EXTRA, o mais lido em Alagoas, tinha a “coragem”  de dizer certas verdades que outros jornais não diziam. Mesmo sabendo o tal informante muito conversador e muito perigoso, eu disse que estava às suas ordens. Imediatamente, ele me telefonou e marcamos um encontro. Ele entrou no meu carro e justificou seu pedido, com mais detalhes. Pediu-me para que eu ouvisse uma gravação, tida como “incendiária” e como uma “bomba”, conseguida através de um mini-gravador colocado na sala de uma certa autoridade do nosso mundo empresarial e político, envolvidos em corrupção. Ouvi com muita atenção e, realmente, eu estava diante de uma bomba que poderia explodir, a qualquer instante, caso eu aceitasse a aquela oferta. Quais seriam os meus cuidados? Primeiro, eu fiquei sem saber o que fizesse com aquele “cavalo de Tróia”. Segundo, por saber como é grande a impunidade no Brasil, diante de tantos escândalos, crimes e de tantas corrupções. Terceiro, eu tive medo de alguma possível chantagem e que tudo ficasse sem as provas, de cunho jurídico. Quarto, eu notei que esse cara estava com um certo ciúme, por não ter sido “indicado” para um cargo ou função que ele almejava. Quinto, eu notei que o cara estava querendo uma manchete de primeira página, para prejudicar colegas da mesma profissão. De qualquer maneira, o tiro poderia sair pela culatra, já que a impunidade campeia no nosso país. 

Na ocasião, telefonei para o meu amigo, o “dono do EXTRA”, jornalista Fernando Araújo, dizendo “o porquê” do meu telefonema. Fernando achou interessante o assunto para o EXTRA, porém, com a sua experiência de ex-editor geral da Gazeta de Alagoas, pediu-me o nome do autor da denúncia, pediu segurança na informação e provas mais consistentes. É que atualmente, com a tecnologia avançada, podem ser preparadas armadilhas através do som e das imagens, principalmente, durante o período que vem aí. O denunciante deve estar danado comigo e com o EXTRA, porém nós sempre tivemos certos cuidados, já que alguns dos nossos julgadores nem sempre se comportam bem. 

Em tempo- Os cariocas Eng. João Anache e sua esposa Clara Luiza, sempre que estão em Maceió, leem meus artigos, no EXTRA. Que bom !!!! 

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