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18 de Setembro de 2018

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Edição nº 859 / 2016

23/02/2016 - 17:47:52

Última garrafa do boteco

Jorge Oliveira

Maceió - O Lula é um cara que disfarça bem a arrogância. Que esbanja  prepotência desde que chegou à presidência. Sua primeira ação autoritária no poder foi pedir a expulsão de um jornalista do New York Times que disse aos seus leitores o óbvio: Lula bebe. Bebe por prazer e por vício, segundo  noticiou. Uma doença crônica que atacou o seu pai até à morte. Ele mesmo não nega. Sempre exaltou o gosto por uma cachacinha, uma preferência nacional. Mas irritou-se quando o repórter, ao traçar o seu perfil, divulgou para o mundo a sua afeição pela bebida. 

Enrolado na Lava Jato, Lula vive hoje depondo na PF. Por enquanto para esclarecer crimes de corrupção nos quais ele e a família estariam envolvidos. Como um sultão, achou que poderia fazer tudo impunemente, desde comprar apartamento luxuoso, reformar e decorar com dinheiro de origem suspeita até sitio também ampliado pelas empreiteiras que assaltaram a Petrobras. Ao se eleger, nem bem sentou na cadeira de presidente, já encomendou um avião de mais de 100 milhões de dólares para substituir o sucatão que até então servia ao governo para suas inúmeras e infrutíferas viagens internacionais. Fora do poder, substituiu-o pelos jatinhos das empreiteiras de quem virou lobista de luxo. 

Despreparado, convocou os pelegos sindicais para dirigirem a nação com ele, profissionais do ócio, que nunca deram um murro numa broa. Viviam de fazer greves e atravancar o desenvolvimento do país, como se a paralisação fosse o único instrumento reivindicatório da categoria. Hoje,  essas centrais vivem a serviço do governo. Raramente saem às ruas para combater a incompetência petista. E quanto se reúnem, com a bandeira vermelha do partido, é para apoiar a administração atabalhoada da Dilma que enterrou o país na maior crise econômica de todos os tempos.

Lula administrou o Brasil como um botequim, renovando sempre que possível o estoque de bebida. Apenas o de bebida, depois de receber o bar arrumado e com vários outros produtos à venda.  Surfou na onda da prosperidade porque pegou uma nação sem inflação e crescimento positivo, mesmo com a economia europeia e americana em crise. Não soube tirar proveito da situação e danou-se a gastar alardeando que a “marola”  não atingiria o Brasil.

Incompetentes

No comando do país trabalhou com duas pessoas notoriamente incompetentes: Guido Mantega e Mirian Belchior, esta viúva do prefeito de São André, Celso Daniel, cujo assassinato é atribuído à cúpula do PT. Por isso, o cala boca que a levou a bons cargos, sendo o último deles o de presidente da Caixa Econômica Federal, como se fosse uma expert em finanças. 

O legado

O Ministério das Minas e Energia ele entregou a Dilma Rousseff, que dispensa comentários. Para quem não sabe, a Dilma chegou a esta pasta depois de apresentar um laptop ao Lula, um computador portátil que falava e mostrava imagem, um bicho esquisito que encantou o presidente. A Dilma, à frente do setor, foi a responsável pela compra da refinaria de Pasadena, uma sucata que deu um prejuízo de 1 bilhão de dólares ao pais.

Irresponsabilidade

Para fazer uma média com políticos e fortalecer a base do seu partido nos estados, Lula, de cara, anunciou a construção de três refinarias de petróleo. Uma delas, a de Pernambuco, é alvo de escândalo de corrupção e  superfaturamento. As outras duas, a do Maranhão e a do Ceará, não saíram da terraplenagem, sufocando as finanças da Petrobras. A de Pernambuco teria a parceria do governo bolivariano da Venezuela. Hugo Chávez morreu sem botar um tostão nas obras.

Manipulação

Manipulando o povo com programas assistencialistas, verdadeiros criadouros de votos, Lula ainda conseguiu fazer o sucessor. Deixou como herança a Dilma, que, a exemplo do mestre, continuou o trabalho de terra arrasada.  

Ressaca

Esses fatos, quando lembrados, mostram como o Brasil andou para trás, cambaleando como bêbado trôpego durante a última década. Agora, envolvido em uma grande ressaca, o botequim corre o risco de perder a única garrafa que resta na prateleira. 

Blablabá

No final do ano, como é de praxe, o presidente da República normalmente se dirige à nação para fazer um balanço do ano que se encerra. Em 2015, com  medo da reação dos brasileiros que têm reagido com panelaço, a Dilma não se apresentou em cadeia de TV. 

Desaprovação

Com uma aprovação de apenas 5%, a pior da história do país, a presidente preferiu prestar contas pela rede social. Ela usou a televisão para falar do mosquito aedes aegypti e do zika vírus que promete bravamente exterminar para frear a epidemia que se alastra pelo país.

Demagogia

O pronunciamento da Dilma é oportunista e demagogo. Ela tenta fazer o papel de paladina da nação aproveitando-se de uma situação de calamidade pública que o seu governo, por incompetência, não consegue evitar. O mosquito da dengue e o zika vírus se espalham pelo país sob os olhares indiferentes do seu governo. É bem verdade que a população também tem sua parcela de culpa quando relaxa no combate à proliferação. Mas o fato é que até agora o governo mostrou-se incapaz de uma política séria de combate ao mosquito.

Cabide

O Ministério da Saúde, ao qual estaria afeto o problema, foi sempre usado como um órgão de barganha pelos partidos de olho nos recursos que dispõe. O critério de escolha do ministro é feito por políticos medíocres que se alternam no comando da pasta como aves de rapina de olho no cofre. Nos últimos anos, os escândalos se sucederam dentro do ministério. O maior deles, denominado de Operação Vampiro, tinha entre os seus personagens o então ministro Humberto Costa, senador, um dos políticos mais influentes do PT.

Alienígena

O depoimento da Dilma sobre o mosquito é mais uma retórica alienígena do seu governo despreparado e ineficaz. Com exceção de alguns anúncios mal ajambrados na mídia, não se conhece uma ação concreta do governo para combater o mosquito antes que o zika vírus virasse epidemia. Para eximir-se da reponsabilidade pela tragédia, a Dilma disse não saber a origem do mosquito. Ou seja, ele não é brasileiro, portanto, estamos combatendo invasores estrangeiros. Talvez, por isso, ela tenha apelado para o Barak Obama, presidente do EUA, antigo desafeto, para enfrentar a batalha.

Em coma

Ora, os brasileiros assistem todos os dias pela televisão milhares de pessoas em busca de atendimento nos hospitais. Muitos morrem sem assistência e outros nem conseguem marcar consultas. Não se sabe, por exemplo, até hoje, a contribuição dos médicos cubanos à saúde do Brasil, vendidos durante a campanha eleitoral como os salvadores da pátria. 

O mosquito

Dilma, na televisão, quer tirar proveito da tragédia, fazer uma média com os brasileiros. Aparece como o general da guerra contra o mosquito. Quer esmagá-lo com a retórica de que “ele não nos vencerá, somos mais forte”, como enfatizou no pronunciamento. Uma bobagem para vender a imagem de uma mulher valente, guerreira, obstinada, preocupada com o bem estar da população. 

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