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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 859 / 2016

19/02/2016 - 07:50:48

PDT discute cargos na era Rui Palmeira

Aliança com Lessa está quase consolidada pela reeleição do prefeito; Renan Filho insiste em Mosart

Odilon Rios Especial para o EXTRA
Prefeito Rui Palmeira busca reforços a seu projeto de reeleição

Prevista para acontecer hoje, uma reunião do PDT alagoano com a direção nacional da legenda, em Brasília, define o futuro dos trabalhistas em Maceió: eles não devem lançar um nome na disputa à chefia do Executivo na capital- neste caso seria o deputado federal Ronaldo Lessa- e escolhem apoiar a reeleição do prefeito Rui Palmeira (PSDB). E isso significa, também, cargos comissionados em postos-chave da era Rui.

E quais postos estão vagos para unir a fome com a vontade de comer? A Superintendência Municipal de Trânsito (SMTT), comandada por Thácio Melo e que vai sair da administração para concorrer a uma vaga à Câmara de Vereadores da capital. Ou a Secretaria do Meio Ambiente, hoje sob a batuta de David Maia.

A Superintendência de Iluminação Municipal (Sima) é inegociável. Apesar da saída da Ib Brêda- também para concorrer à Câmara de Vereadores- ela está na cota do Partido Republicano, o PR. Significa que o deputado federal Maurício Quintella, líder do partido em Alagoas e um dos primeiros a declarar publicamente apoio a Rui, vai continuar indicando os comissionados da pasta.

Lessa fez elogios públicos a Rui Palmeira (ano passado quase fechou a aliança com o prefeito), defendeu apoio do grupo a Rui (“Falei o que eu sinto”, disse mais tarde ao prefeito), mas foi brecado pelo governador Renan Filho (PMDB), que tenta viabilizar o secretário dos Transportes e do Desenvolvimento Urbano, Mosart Amaral, como o candidato dos governistas contra o tucano, mas o tempo (teria de sair da administração pública em março, por causa do calendário eleitoral) é o maior obstáculo do momento.

Obstáculo porque, além da dificuldade de Renan Filho em colocar o secretário na vitrine política e associá-lo a obras na cidade- como a duplicação da AL-101 Norte e mudanças no trânsito no entorno do Polícia Rodoviária Federal- o projeto dos Calheiros não inclui a palavra “derrota”. Pesquisas internas apontam que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), carrega grande resistência do eleitorado na capital. Ao mesmo tempo é candidato à reeleição em 2018.

Portanto, precisa de um prefeito que chame de “seu” para ajudar na transferência de votos.

VIDAS OPOSTAS

O que antes unia hoje não é tão consenso assim.

Renan Calheiros e o senador Fernando Collor (PTB) buscam o apoio ao mesmo candidato a prefeito de Maceió.

Collor tenta se aproximar da reeleição de Rui.

Renan busca inflar Mosart Amaral. Se as pesquisas apontarem que Mosart é candidato competitivo, Renan vai aclarando a oposição a Rui Palmeira.

Caso contrário, muda de lado e pode negociar o vice: José Wanderley Neto ou o presidente da Câmara, Kelmann Vieira, são alguns dos nomes ao posto.

E a aliança com o PP, do senador Benedito de Lira, que garante Marcelo Palmeira como o vice atual de Rui?

Nada está fechado.

MOSSORÓ-NONÔ

No dia em que abriria os trabalhos legislativos na Assembleia, com a leitura da mensagem do Governo para 2016, Renan Filho, segundo sua assessoria, não estava em Alagoas. E, sim, em Mossoró, no Rio Grande do Norte.

Lá foi conversar com empresários do campo e levar adiante a proposta de atrair o setor agrícola para o entorno do Canal do Sertão. Objetivo é gerar emprego, melhorando a renda do sertanejo.

Em Maceió, Rui lida com algo mais complexo: a crise do SUS que engole a gestão do secretário municipal de Saúde, José Thomáz Nonô.

Ao assumir há quatro meses o cargo, ele prometia encarar a crise de peito aberto. Apesar do empenho pessoal dele, o secretário não vem conseguindo desatar o nó do SUS. A aposta agora é que o PAM Salgadinho- o maior posto de Maceió- feche as portas para reforma e seja reaberto em março e a UPA do Trapiche da Barra funcione enquanto outra unidade, no Benedito Bentes, vai sendo programada durante este ano.

A avaliação nacional é que o SUS vem sofrendo cortes enquanto a tabela de procedimentos médicos está defasada.

Em novembro do ano passado foram cortados R$ 3,8 bilhões da saúde- decisão do ajuste fiscal federal para pagar os juros da dívida pública.

E a crise arrastou meio milhão de brasileiros dos planos privados para o SUS.

Apesar do Brasil ser o segundo na América Latina que mais gasta em saúde, na relação com o PIB, o gasto per capta é pouco superior a 500 dólares enquanto na Argentina é de 721 dólares.

Rui Palmeira acreditou que gerir a saúde era uma questão de estilo do administrador.

E Nonô, promotor público aposentado, é um gerentão sem forças para enfrentar, por exemplo, a falta de vacinas no II Centro de Saúde, que não é problema da saúde alagoana e sim uma questão nacional.

E agora?

Nem o prefeito nem Nonô têm a resposta.

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