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14 de Novembro de 2018

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Edição nº 858 / 2016

11/02/2016 - 11:24:03

Prefeitura de Coruripe persegue servidores

Professores da escola de ensino fundamental e educação básica Santa Sofia são retaliados por pedirem prestação de contas

João Mousinho [email protected]
Joelma Lessa afirma que vai lutar por seus direitos

Mais uma vez o município de Coruripe, no litoral Sul de Alagoas, é notícia pelo tratamento abusivo contra os servidores do município. Dessa vez as vítimas da administração pública foram os professores Joelma Ferreira Lessa e Rivaldo Oliveira Santos. Ambos foram transferidos da escola de ensino fundamental e educação básica Santa Sofia, localizada na região de Botafogo. 

Agora a educadora vai trabalhar a 38km de distância das proximidade da sua residência; o “novo” local de trabalho é o colégio Cláudio Daniel. Já Rivaldo se quer foi informado. Segundo Joelma, desde agosto de 2015 até o último mês de janeiro uma série de ofícios foram encaminhados para o secretário de Educação, Arthur Rocha. 

Entre os pedidos dos ofícios estavam: o rateio do Fundeb de final de ano para os professores, a prestação de contas do exercício 2015, o realinhamento das progressões do PCCV, a exigência de concurso público e o reajuste salarial dos servidores da educação. 

“Tanto eu, quanto Rivaldo, somos representantes do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal) e os pedidos que fizemos para a administração fazem parte das nossas prerrogativas. Vale afirmar que nenhum dos ofícios encaminhados foram respondidos”, enfatizou Lessa. 

Com as omissões do secretário de Educação e do prefeito de Coruripe, Joaquim Beltrão, a representante do Sinteal levou o caso ao Ministério Público Estadual local. A Promotoria de Justiça de Coruripe prontamente notificou o secretário para prestar esclarecimentos sobre os ofícios não respondidos. 

“Ao saber que teria que prestar esclarecimentos no dia 27 de janeiro para o MP, o secretário nos transferiu para essa escola longe da minha residência, numa clara tentativa de intimidar a minha postura em defesa da categoria e da transparência do erário”, relatou a profissional de Educação. 

Joelma ainda afirmou que está no cargo de auxiliar de biblioteca por recomendações médicas por possuir calos nas cordas vocais. “O colégio para o qual fui transferida sequer há essa função. Além de ter sido remanejada não recebo nenhum auxílio, o chamado difícil acesso, tudo sai do meu bolso, estou pagando para trabalhar”, desabafou. 

A reportagem do Jornal EXTRA teve acesso ao documento assinado pelo gestor escolar, Fábio Pereira dos Santos, no dia 26 de janeiro que trata da “lotação de servidor público”. Lessa garantiu que o secretário se negou a entregar o documento que trata da sua remoção de escolas, que ela avalia como ilegal e imoral.

Joelma disse que vai procurar seus direitos e espera que a Justiça seja feita, pois, segundo ela, as práticas arbitrárias e revanchistas ainda são uma tônica no município comandado pela família Beltrão. 

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