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19 de Novembro de 2018

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Edição nº 858 / 2016

11/02/2016 - 11:13:32

Meio Ambiente

Da redação

io Doce

Um estudo realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica concluiu que dos 853 km de extensão do Rio Doce, a condição ambiental é considerada péssima em 650 km dele. Ou seja, em mais de 75%. De acordo com os dados das 29 amostras de lama e água que foram coletadas para análise, de Bento Rodrigues (MG) até Regência (ES), a água do rio é imprópria. Nas amostras, foram encontrados níveis de metais acima do permitido pela legislação, além do nível de turbidez estar em 5.150 NTU, bem maior do que o aceitável de 40 NTU (Unidade de Turbidez Nefelométricas). Dez anos é o prazo mínimo dado pelos pesquisadores, para a recuperação do Rio Doce.

Rio Branco

Roraima está sofrendo a mais intensa estiagem dos últimos 20 anos e esta seca levou o Rio Branco a registrar a marca de -47 centímetros no final de janeiro, nível este que normalmente está em 2,40 metros. Conforme a Femarh (Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos), a causa é o fenômeno El Niño, que reduz as chuvas e intensifica o calor, facilitando também a propagação de queimadas. Para enfrentar a seca, a governadora Suely Campos (PP) decretou emergência em 10 dos 15 municípios do estado. E 50 poços estão sendo perfurados para evitar o desabastecimento da população.

Caça ilegal

Pesquisadores do Instituto Mamirauá desenvolveram estudos sobre vídeos de caça veiculados no Youtube desde 2014. Descobriram 285 postagens que apresentavam pessoas caçando, 174 com abate e 94 tentativas frustradas. O estudo revelou que os principais animais abatidos são: pacas, antas, veados, queixadas, catitus, capivaras, cotias e tatus. A temporada maior de caça acontece nos meses de julho e dezembro e os caçadores são na maioria urbanos e praticam a caça como lazer. A caça de animais silvestres e a comercialização de produtos ou objetos que impliquem na caça foi proibida no Brasil em 1967 pela Lei de Proteção da Vida Silvestre. 

Restauração florestal

No começo do ano, a Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo detalhou as regras do Programa de Regularização Ambiental (PRA) para que os proprietários rurais que desmataram ilegalmente regularizarem sua situação junto ao órgão ambiental. A condição, prevista no Código Florestal, determina que cada proprietário rural preserve uma parte de suas terras. Quem desmatou precisa reflorestar na própria terra ou em outra área. Os ruralistas lutam para poder compensar o desmatamento fora do estado de São Paulo. 

Carros elétricos compartilhados

A Prefeitura de Fortaleza lançou um projeto de carros elétricos compartilhados que deve começar a funcionar em abril. Inicialmente, o projeto prevê o funcionamento de 15 carros e de dez estações. Trinta minutos de uso custarão R$ 20 e os minutos excedentes serão cobrados de forma inversamente proporcional: quanto mais tempo com o carro, menor o valor do minuto. Outros benefícios do sistema são a possibilidade de dividir os custos com um carona e de estacionar em vagas da Zona Azul gratuitamente. O modelo dos carros são BMWs 100% elétricos que utilizam vários materiais reciclados na sua estrutura, inclusive pneus. O veículo tem autonomia para rodar 200 quilômetros. 

Ajuda ao planeta

A Arts University Bournemouth (AUB), uma universidade britânica, está plantando uma árvore para cada novo estudante matriculado. A iniciativa tem como objetivo eliminar a quantidade de dióxido de carbono dos alunos emitida na atmosfera. A universidade fechou uma parceria com a organização Woodland Trust, que fornecerá as árvores para serem plantadas no sul da Inglaterra. Dentre as árvores, estão 500 carvalhos ingleses e uma mescla de outras espécies nativas.

Aquecimento global

Segundo um estudo publicado na revista especializada Nature Climate Change, a meta da COP21 de manter o aquecimento global abaixo dos 2º C pode não ser cumprida se o foco das ações for apenas na implantação de tecnologias de emissões negativas de carbono (reflorestamento, produção de biocombustíveis, produtos químicos). Procurar gastar menos energia “suja”, como petróleo, carvão, e priorizar o uso eólico, solar e de biomassa são as melhores alternativas. Segundo os pesquisadores, cortes rápidos e agressivos nas emissões de gases de efeito estufa serão mais eficientes. 

Salgueiro

Um ensaio técnico da escola de samba carioca Acadêmicos do Salgueiro acabou em tragédia. No final do mês passado, a escola desfilava na Sapucaí quando soltou dezenas de pombos que faziam parte da apresentação, mas com o som alto e a profusão de luzes no sambódromo, algumas aves ficaram desorientadas, não conseguiram levantar voo, caíram no chão, foram pisoteadas e morreram. Sessenta e oito pombos foram recolhidos pela ONG SOS Aves, que pretende denunciar o caso no Ministério Público, porém só vinte sobreviveram, alguns com ferimentos. A escola recuou e disse que não vai mais soltar pombos durante a apresentação.

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