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14 de Novembro de 2018

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Edição nº 858 / 2016

11/02/2016 - 11:01:15

Gabriel Mousinho

Malas pretas

Gabriel Mousinho

É tempo de Carnaval e também de prognósticos e acertos para as próximas eleições, onde serão escolhidos prefeitos e vereadores. Com as novas regras eleitorais aprovadas pelo Congresso Nacional, não se vai permitir certos tipos de financiamentos de campanha, mas os candidatos, sempre eles, são espertos demais.

O Ministério Público e a própria Justiça Eleitoral estão alertas para as chamadas malas pretas que sempre tiveram em alta na campanha eleitoral. E ninguém se engane que não será diferente este ano.

O dinheiro já corre solto principalmente no interior do Estado e vai ser difícil, muito difícil, se botar a mão nesses contumazes compradores de votos. E a Justiça sabe disso, porque dinheiro não fala e os acordos são feitos nas caladas da noite.

A compra de votos, intermediados por cabos eleitorais já com PhD no assunto, dificilmente será evitada pelos órgãos fiscalizadores, mas as autoridades já devem ir monitorando os grandes saques de dinheiro feitos ao longo dos meses, para garantir como sempre as eleições daqueles que estão acostumando com essa prática ilegal.

Sem largar o osso

Os municípios, principalmente os do interior, estão praticamente falidos, sem dinheiro para cumprir as mínimas obrigações que é de manter o pagamento em dia do funcionalismo. Mas mesmo assim, sabendo das dificuldades existentes, muitos não querem largar o osso. É como tivessem uma fórmula mágica de resolver os problemas do município, com olho no seu quinhão.

Os riscos dos cargos

A ganância pelo poder cega muitos postulantes aos cargos de prefeito. Mesmo sabendo que de uma hora para outra podem sair algemados da prefeitura, alguns candidatos não estão nem aí.

Reviravolta por aí

O governador Renan Filho está com um problemão para resolver nos próximos dias: substituir ou não o diretor do Detran, Antônio Carlos Gouveia, que até então tem pautado a sua administração dentro dos padrões da moralidade e de um trabalho permanente em defesa da população. Mas o deputado Olavo Calheiros, como disse o jornalista Ricardo Mota, quer o cargo. E um pedido de Olavo é certo que dificilmente Renan Filho não atenderia. Poderia até não atender ao pai.

O escolhido

Luciano Júnior é o nome que poderá substituir o atual diretor do Detran, mas o governador está entre a cruz e a espada para tomar uma decisão, quando já anunciou que fará substituições no seu secretariado. Será que Gouveia aceitaria uma secretaria? Parece que este não é o seu desejo.

Custou caro

A mordida dada por Dudu Hollanda na orelha do ex-vereador Paulo Corintho, está custando muito caro ao deputado. Mesmo que ele ainda possa recorrer da sentença, o Tribunal de Justiça foi implacável: mais de três anos de reclusão. Como ele goza de imunidade parlamentar e tem outras instâncias para recorrer, a condenação pode durar muito tempo para ser efetivada.

A crise é grave

Um levantamento feito pela Junta Comercial mostra que o ano de 2015 foi pior do que o ano anterior. Nada menos de que 2 mil e 606 empresas fecharam suas portas, 1 mil e 700 a mais do que no ano anterior. Para 2016 a perspectiva não é nada boa.

Jeitinho

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Luiz Dantas, não desiste. Mesmo sabendo que a hora é de aperto e que o duodécimo do poder legislativa pode sofrer cortes, acredita que numa conversa se chegará a um denominador comum. O Ministério Público, o Tribunal de Contas e o Tribunal de Justiça também estão na mira do governador Renan Filho.

A crise é grande

A crise chegou mesmo até no Hospital Geral do Estado. A deficiência no abastecimento de alimentação e medicamentos assustam, além da população, os próprios servidores da instituição. Nas últimas semanas faltava, fraldas e até o leite para crianças. Um desespero para quem só pode procurar o principal hospital do Estado.

Fazendo força

O governo vai fazer de tudo para avançar com a duplicação da rodovia até Barra de Santo Antônio. Pelo menos nos primeiros cinco quilômetros. O objetivo é mostrar a eficiência do Estado e consequentemente do secretário Mozart Amaral, único do PMDB com alguma possibilidade de disputar a prefeitura de Maceió.

Vai à luta

O deputado federal Cícero Almeida tem dito publicamente que disputará de qualquer jeito a prefeitura de Maceió. Ele gostou da experiência, ao contrário de sua atuação na Câmara que foi apagada no seu primeiro ano de mandato.

Vai com tudo

Marx Beltrão alimenta a esperança de fazer uma dobradinha com o senador Renan Calheiros para sair candidato ao Senado Federal. Ele tem investido nas quatro regiões do Estado e tem garantido aos amigos que Biu de Lira nem Téo Vilela são páreos para ele.

Bom desempenho

Se não foi primorosa, a Câmara Municipal de Maceió fez o dever de casa no ano que passou. Discutiu projetos, ajudou o prefeito Rui Palmeira a concretizar ações e por cima o presidente Kelmann Vieira mandou todo mundo assinar ponto, se é que resolveu o problema.

Na mídia

O governador Renan Filho tem demonstrado que seu objetivo político é voo mais alto na política brasileira. Mesmo com algumas medidas consideradas amargas, principalmente para o funcionalismo público, Renan pulou e brincou na avenida durante a apresentação do bloco Pinto da Madrugada.

Devagar

O projeto do governador do Estado de sacrificar alguns auxiliares que não obtiveram nota na sua escolinha parece que esfriou. Ele não tem tocado no assunto nos últimos dias, o que deixaria muita gente constrangida.

Radares em Maceió

A instalação de radares em várias avenidas de Maceió que deverão entrar em funcionamento até o final de fevereiro foi uma medida correta da Prefeitura de Maceió. Além de disciplinar os corredores de Fórmula 1, evitará também que os agentes da SMTT interpretem diferente se o usuário cometeu ou não uma infração de trânsito.

Pesquisa generosa

1Ninguém sabe até agora onde o Instituto Paraná fez pesquisa em Alagoas, mostrando que Renan Filho foi o governador mais bem avaliado do Brasil. A dúvida é porque para um Estado onde mais de 6.600 empresas fecharam as portas em 2015, com milhares de desempregados, é um fato inusitado.

2O Instituto, que deve ter muita credibilidade em nível nacional, precisava esclarecer alguns pontos ainda obscuros, como por exemplo, mostrar onde a pesquisa foi aplicada, quais foram os dias e o mês, quais os municípios, quantas pessoas foram entrevistadas e naturalmente os critérios adotados.

3Numa situação de crise extrema onde o desemprego campeia e as dificuldades aumentam consideravelmente, ser o governador Renan Filho o mais bem avaliado do Brasil, é acreditar no conto da Carochinha. Se em outras pesquisas ele tiver o mesmo desempenho a que o Instituto chegou, pronto: já temos um candidato em potencial para presidente.


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