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22 de Setembro de 2018

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Edição nº 858 / 2016

11/02/2016 - 08:15:20

Sururu

O desserviço das OS

A contratação das chamadas Organizações Sociais (OSs) - para administrar o setor da saúde pública em Alagoas - tem tudo para ser um tiro no pé do governador e mais um descaso contra a sofrida população. 

Não que todas as entidades sem fins lucrativos pratiquem “pilantropia”, mas essas empresas privadas, também conhecidas como ONGs, em sua maioria, terminam envolvidas em desvios de recursos públicos, denúncias de superfaturamento e outros atos de corrupção. 

Um péssimo exemplo – na área da saúde - é o Hospital Regional de Santana do Ipanema, administrado pelo Instituto Pernambucano de Assistência e Saúde  (Ipas), que recebe em torno de R$ 7 milhões por mês, mas presta um desserviço à população sertaneja e afronta os órgãos de fiscalização. Se é que eles existem. 

O hospital dispõe de um moderno tomógrafo, mas por falta de um radiologista, a leitura dos exames é feita em Arapiraca, com grave prejuízo para os pacientes.  E tem mais: o Ipas só atende pacientes cuja patologia não seja onerosa para o hospital. Nesses casos, os pacientes são enviados para Arapiraca e Palmeira dos Índios, sobrecarregando esses hospitais. 

Dirigido pelo médico André Seabra, o Ipas enfrenta vários processos judiciais por exploração de trabalhadores, assédio moral e outros desmandos. Além de comandar o hospital de Santana, Seabra é diretor da UPA de Palmeira dos Índios, presidente do conselho da Frigovale e ainda é médico do Estado. 

Termina correndo o risco de juntar hospitais com matadouro e confundir vidas humanas com abate de animais. 

Frase

“Que continuemos a nos omitir da 

política é tudo o que os malfeitores da 

vida pública mais querem”.  

Bertolt Brecht

O governo não governa

Dilma Rousseff, na primeira votação do ano, foi derrotada na Câmara dos Deputados.

Os números dessa derrota, divulgados por Andréia Sadi, da Globo-news, são impressionantes.

Houve uma debandada dos partidos da base aliada. No PP, ela perdeu por 21 deputados a 5. No PR, ela perdeu por 18 deputados a 10. No PTB, ela perdeu por 15 deputados a 3. No PSD, a derrota foi ainda mais humilhante: 22 deputados a 1. Só no PMDB houve um empate: 21 deputados contra a MP do governo e 19 a favor.

O governo não governa. (Diogo Mainard) 

Deu na Veja

A coluna Radar, da Veja, disse que os “investigadores que atuam na Lava Jato apostam que a apuração sobre a rede de offshores criada pela empresa Mossack Fonseca deve dar origem a uma nova operação, complexa e com potencial de se tornar gigante”.

A operação, segundo eles, “tende a ser desmembrada da Lava Jato”.

A melhor notícia, porém, é outra:

“Diante da nova frente que se abre, a força-tarefa não arrisca um prognóstico sobre o fim da Lava Jato, que já dura dois anos”.

A Lava Jato nunca vai acabar.  (O Antagonista) 

TC e Carnaval

Considerando a orientação dada aos prefeitos dos municípios alagoanos em 2015, para evitar gastos com festividades populares, o presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Otávio Lessa, ratifica essa orientação, para que os gestores não realizem ou patrocinem festejos carnavalescos em seus municípios, em detrimento da situação financeira de suas administrações, especialmente daqueles que foram enquadrados no Decreto de Emergência. Vale lembrar que, neste mês de fevereiro, o TC iniciará as auditorias nos municípios alagoanos.

Caçador de corruptos

A revista norte-americana Americas Quarterly transformou o juiz Sérgio Moro em “caçador de corruptos”.  À frente da operação Lava Jato, Moro ganhou destaque de capa na última edição da publicação ao lado de outros quatro personagens que, de acordo com o impresso, formam a equipe de “caçadores de corruptos” na América Latina. O juiz brasileiro desarticulou um esquema de corrupção, onde foi desviado mais de US$ 3 bilhões da empresa estatal de petróleo. O petrolão, como ficou conhecido o maior escândalo de corrupção história da República, foi armado durante os governos do PT com o objetivo de financiar campanhas políticas e enriquecer bandidos do colarinho-branco.

União 1

As denúncias do Ministério Público Estadual (MPE) 

indicando irregularidades na contratação e 

pagamento da ordem de R$ 840 mil ao Centro de 

Diagnóstico Laboratorial de União de União 

(CEDLAB), de propriedade da primeira-dama do 

município, Conceição Baía, foram confirmadas 

pela Controladoria Geral da União (CGU). 

União 2

Com 91 páginas, o relatório preliminar da CGU 

apresenta uma série de denúncias que comprometem a gestão do prefeito Beto Baía (PSD), afastado do cargo por duas vezes, acusado de improbidade administrativa.

A fiscalização da CGU foi realizada entre os dias 1 e 13 de março de 2015. Os técnicos se concentraram, apenas, na aplicação dos recursos federais descentralizados, destinados ao município. De acordo com o relatório, as secretarias de Educação e Saúde foram as mais castigadas com a falta de zelo do dinheiro público.

Demitido

A Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura (Seagri) exonerou o servidor Nedson Ramon Santos Morais, detido na manhã desta quinta-feira (4), no Tabuleiro do Martins, por embriaguez ao volante.Ele ocupava desde setembro de 2015 o cargo em comissão de assessor técnico de execução de projetos sociais e exercia funções no Programa do Leite.

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