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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 857 / 2016

31/01/2016 - 08:11:41

As mobilizações estão de volta

Jorge Morais

Há, exatamente dois anos, foi desse mesmo jeito que começaram as mobilizações pelas ruas de cidades brasileiras, contra os governos e a classe política como um todo. Foi cobrando o Passe Livre que estudantes se rebelaram contra os aumentos concedidos para as passagens dos transportes coletivos. Mesmo que os movimentos tenham tomado outros rumos, como o da baderna, quebra-quebra, violência generalizada e confronto com a polícia, mas são esses mesmos estudantes de ontem que estão se juntando com os de hoje, e os objetivos são os mesmos.

Só espero que, como as reivindicações são as mesmas, não tenhamos os mesmos problemas e as mesmas consequências, algumas graves para um momento não muito distante, ainda bem vivo em nossas memórias. Não resta a menor dúvida que os governos e os políticos estão preocupadíssimos com essa quantidade de mobilização que pode começar, de repente, a tomar um vulto maior, até pela convocação feita pela internet. O povo volta a clamar por justiça, e esse é o chamado povo esclarecido, onde de um lado está a classe política, e do outro lado, misturados, estudantes e trabalhadores.

Diante dessa visão e necessidade, uma enorme mobilização está sendo convocada pela internet para reunir, por exemplo, um milhão de pessoas na Avenida Paulista, em São Paulo, pedindo entre outras coisas, compromissos da classe política brasileira em relação às suas reivindicações. Esse encontro ainda não tem data marcada, em um ano de eleição, e isso é, apenas, o começo de uma série de ações pelo Brasil.

Recentemente, recebi um e-mail de convocação que já começou a circular, e está sendo lido por centenas de milhares de pessoas e pede para que seja repassado para todos os contatos que cada um possa ter. “A guerra contra o mau político, e contra a degradação da nação está começando”, é o que diz o texto. O movimento que está sendo orquestrado ou montado pede, pelo menos, duas dezenas de iniciativas por parte de governantes e da classe política brasileira. 

Relaciono, aqui, algumas delas:

1 - Reduzir as mordomias dos poderes da República; 2 - Redução do número de deputados da Câmara Federal e seus gabinetes, profissionalizando-os como nos países sérios; 3 - Acabar com as mordomias na Câmara, Senado e Ministérios, como os cartões corporativos; 4 - Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e têm funcionários e administradores com dois ou mais empregos; 5 - Acabar com as empresas Municipais, com administradores a auferir milhares de reais/mês e que não servem para nada; 6 - Acabar com as Assembleias Estaduais, que só servem aos seus membros e aos seus familiares; 7 - Redução drástica da quantidade de vereadores; 8 - Acabar com o financiamento aos partidos políticos pela Nação; 9 - Acabar com a distribuição de carros e outras benesses, como combustível, motoristas e segurança; 10 – Carros oficiais com placas de identificação somente para as áreas da Saúde, Educação e Segurança.

O texto que circula pela internet relaciona quase outras duas dezenas de compromissos e propostas, que, sinceramente, não acredito que possam vir a ocorrer como mudança. Os itens relacionados acima já são de extrema dificuldade para cumprimento por parte dos governos e do Congresso Nacional. Mexeria, inclusive, com a Constituição Brasileira, que levou dezenas de anos para ser alterada e atualizada, e não seria agora, da noite para o dia, que seria novamente modificada.

Mas, o movimento dos estudantes e trabalhadores, legítimo por sinal, não quer nem saber se pode ou não pode. O que eles querem mesmo é pedir. Se vai ser atendido é outra conversa. 

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